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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Impunidade leva PSDB a votar a favor da PEC da Corrupção


Mesmo com passado nebuloso, PSDB vota em peso a favor da PEC da Corrupção

Partido teve papel destacado na manobra de Cunha por dinheiro empresarial. Experiências de corrupção não investigadas e blindagem da mídia deixam tucanos à vontade com mazelas da política
 A emenda constitucional que pretende legalizar o financiamento empresarial de campanha ganhou o apelido de "PEC da Corrupção", porque quase toda a sociedade civil organizada vê no financiamento eleitoral por bancos, empreiteiras, planos de saúde etc. a raiz da corrupção na política.

Na terça-feira (26), o tema foi levado à votação na Câmara dos Deputados e rejeitado pelo plenário. Contou com 264 votos favoráveis, o que é muito, mas insuficiente para aprovar uma mudança constitucional que exige no mínimo 308 votos.Na quarta-feira, em golpe regimental que rompeu...Continue lendo aqui

Eduardo Cunha, Russomano e PSDB ressuscitam o monstro da corrupção. Veja quem votou a favor.

Na terça-feira a Câmara dos Deputados havia enterrado um monstro da corrupção, votando contra o financiamento eleitoral por empresas.

Não durou 24 horas para Eduardo Cunha e o PSDB desenterrarem e ressuscitarem o monstro.

Na quarta-feira deram um golpe para colocar o mesmo tema em votação de novo, através de uma emenda do deputado Celso Russomano (PRB-SP), com a desculpa de haveria uma diferença pois a doação das empresas seriam só para os partidos e não diretamente para os candidatos.

Até parece que o fato da doação de empresa ser registrada para o partido, que depois repassa o dinheiro para os candidatos, muda alguma coisa, a não ser diminuir a transparência escondendo o vínculo entre o candidato e a empresa.

Como o dinheiro tem um incrível poder de convencimento, cerca 60 deputados mudaram o voto de um dia para outro para que os partidos continuem recebendo dinheiro de bancos, empreiteiras, planos de saúde, etc.

Agora o PSDB pode continuar "vendendo cotas de patrocínio" para a Chevron e para o Itaú a cada eleição. O PMDB pode vender para planos de saúde, para empresas ligadas à telefonia, ao agronegócio, e por aí vai.

É claro que em retribuição os deputados do PSDB votarão sempre contra a Petrobrás no pré-sal e contra o regime de partilha. Sempre votarão contra o Banco do Brasil e contra a CEF, a favor do Itaú. E nós cidadãos é que perdemos a riqueza que deveria gerar saúde, educação, empregos, melhor aposentadoria. Isto para as empresas que financiaram vossas excelências terem mais lucros.

O PMDB continuará apresentando emendas como as que anistiam multas a Planos de Saúde que não cumprem contratos, medida vetada pela presidenta Dilma. Continuará votando contra o fim da assinatura obrigatória no telefone fixo e continuarão fazendo outras gentilezas para empresas que os financiam.

E estes partidos continuarão votando contra o SUS como fizeram quando retiraram R$ 40 bilhões por ano da CPMF. Afinal se o SUS melhora, as vendas de planos de saúde caem, não é? Não é bom para os negócios e se os negócios forem mal os planos cortam o financiamento eleitoral.

Russomano (PRB) também mostrou uma enorme hipocrisia. Na TV se apresenta como defensor do consumidor. Nos bastidores dos acordos políticos, continuará recebendo dinheiro das empresas que maltratam o cidadão consumidor no atacado. E o rabo preso com quem o financia não permitirá votar leis que obriguem as empresas a melhorar a qualidade e praticar preços melhores.

Isso sem falar na raiz da corrupção. Tem empresas que financiam em troca de apoio político para montar esquemas em órgãos públicos.

Nome aos bois

Veja e espalhe quem é quem:

Só 5 partidos não se colocaram a venda para empresas, e quiseram cortar a raiz da corrupção:

PT
PCdoB
PDT (exceto dois deputados)
PSOL
PPS

Partidos que preferem ganhar dinheiro de empresas e mantiveram a raiz, tronco e folhas da corrupção bem adubada:

PMDB
PSDB
PP
PSD
DEM
PTB
PR
PRB
Solidariedade
PSC
PHS
PEN
PTN
PMN
PRP
PSDC
PRTB
PTC
PSL
PTdoB

O PSB ficou em cima do muro e liberou a bancada para votar como quisesse. De 30 votos, 16 votaram a favor do financiamento empresarial.

Câmara aprova fim da reeleição para presidente, governador e prefeito a partir de 2020

Com apoio de todos os partidos, foi aprovada na Câmara dos Deputados o fim da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos.

Foram 452 votos a favor, 19 contra e 1 abstenção. Falta passar pelo senado.

O texto aprovado prevê uma transição.

Os atuais prefeitos eleitos em 2012 poderão se candidatar à reeleição em 2016, mas os eleitos em 2016 em primeiro mandato não poderão mais se candidatarem à reeleição em 2022.

Exemplo: o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad poderá se candidatar à reeleição no ano que vem, mas ninguém mais poderá se candidatar à reeleição para prefeito em 2020.

Os atuais governadores eleitos em 2014 e os vices que vierem a assumir o cargo poderão se candidatar à reeleição em 2018, mas nenhum governador poderá mais se candidatarem à reeleição em 2022.

Exemplo: Fernando Pimentel poderá se candidatar à reeleição em 2018. As regras contemplam também as ambições do vice-governador de São Paulo Márcio França (PSB). Caso Geraldo Alckmin (PSDB-SP) se afaste do governo em 2018 para se candidatar a presidência ou ao senado, o vice assumirá o cargo e poderá se candidatar à reeleição. Mas nenhum governador poderá se reeleger em 2022, nem o vice que suceder ao cargo durante o mandato.

Para presidência da República, a presidenta Dilma já está no segundo mandato e não poderia se reeleger de qualquer forma em 2018. O presidente eleito em 2018 não poderá se reeleger em 2022.

O curioso foi ver deputados demotucanos que votaram na emenda da reeleição de FHC, agora votarem para desfazer o que fizeram.

A regra também revela o medo do presidente Lula se eleger em 2018, pois limita o mandato a 4 anos, impedindo sua reeleição.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Operação plim-plim vem aí? PF faz busca na Traffic.

A Polícia Federal entrou nas investigações do escândalo internacional de corrupção no futebol envolvendo operadores que intermediavam propinas para cartolas que negociavam decisões sobre quem transmitiria os jogos pela TV, onde torneios se realizariam e outros contratos para exploração comercial.

Um dos alvos da PF foi a sede da empresa Traffic no Rio de Janeiro, de J. Hawilla, que negociou delação premiada nos Estados Unidos, país onde também operou o esquema de corrupção.

Outra empresa foi a Klefer, do ex-presidente do Flamengo Kleber Leite.

As buscas fazem parte de cooperação internacional entre a PF brasileira e o FBI estadunidense.

Eduardo Cunha torna financiamento eleitoral filme de terror. Exige matar o monstro muitas vezes.


Uma coisa temos que reconhecer no deputado Eduardo Cunha (PMDB): ele é o que se chama um animal político. Nem quando é vencido se dá por vencido quando está em jogo seu projeto de poder.

Quando pensávamos que a votação de terça-feira tinha enterrado o monstro da corrupção que é financiamento empresarial de campanha, Cunha avisa que, tal qual aquele personagem Jason do filme de terror Sexta-feira, 13, o monstro terá que ser matado de novo. Sabe-se lá quantas vezes.

Boa parte dos deputados, além de criarem juízo na terça-feira, perceberam que nem tudo que é bom para o projeto de poder de Cunha é bom para eles. Muitos perceberam que misturar dinheiro de empresas com eleições acaba sendo chave de cadeia, até para quem não tem culpa se cair em desgraça na mídia. Na prática, políticos perderam o benefício da dúvida, a menos que tenham blindagem no oligopólio da mídia. Assim, votaram contra incluir na Constituição o financiamento de campanha por empresas, coisa que acaba sendo a raiz da corrupção.

Cunha, notório defensor do financiamento empresarial, perdeu essa votação. Mas agiu como mau perdedor. Criou uma inusitada repescagem (ou revanche) da votação.

Disse que "o texto rejeitado ontem foi um destaque", portanto o texto original do relator deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), mesmo que propondo a mesma coisa, não teria sido votado e será votado hoje (quarta-feira).

Cunha tem o apoio do PSDB, que votou em peso a favor de continuarem recebendo dinheiro de bancos e empreiteiras para se elegerem. O líder da minoria, o deputado tucano Bruno Araújo disse que financiamento empresarial poderá ser aprovado hoje.

“Nós vamos seguir a ordem de votação, nosso acordo foi votar agora primeiro o financiamento privado por pessoas jurídicas, em segundo lugar o financiamento privado por pessoas físicas e em terceiro o financiamento público”, disse Cunha.

Precisa 308 votos para aprovar a constitucionalização do financiamento empresarial, pois trata-se de mudança constitucional. Ontem teve 264 votos, o que é muito e revela o quanto boa parte da representação parlamentar está representando mais as empresas que lhes dão dinheiro do que o povo, mas estes votos são insuficientes para passar a mudança constitucional.

Agora, resta saber, primeiro se o plenário da Câmara vai acatar esta manobra de ter que votar de novo em um tema já votado. Depois, se o monstro da corrupção que é o financiamento de políticos por empresas será matado pela segunda vez.

Quantos deputados ainda vão querer viver perigosamente à espera do próximo escândalo de corrupção envolvendo financiadores de campanha? Quantos vão desafiar o povo brasileiro, insistindo em um modelo de financiamento político que leva à promiscuidade entre o público e o privado, corrupção, que cada vez mais tem levado a operações da Polícia Federal?

Auditores fiscais do Paraná pagavam mensalão para mulher de Beto Richa


Responsáveis pela arrecadação de impostos estaduais, auditores fiscais do Paraná têm metas anuais para doar a uma ONG vinculada à mulher do governador Beto Richa (PSDB), Fernanda Richa.

A campanha de arrecadação é promovida desde 2011 pelo sindicato da categoria, o Sindafep. O dinheiro é destinado à entrega de cobertores para famílias carentes do Paraná, em parceria com o Provopar (Programa do Voluntariado Paranaense).

Nos últimos três anos, os auditores arrecadaram R$ 3,7 milhões, segundo o Sindafep. O R$ 1,5 milhão alcançado em 2014 corresponde a um terço da receita da ONG, segundo a Folha apurou.

Os valores estão na mira do Ministério Público. Uma denúncia anônima sustenta que Fernanda Richa exigiu doações ao Provopar e à campanha do marido em troca da promoção de auditores, em 2014. Reportagem da Folha mostrou que auditores doaram quase R$ 1 milhão ao tucano e seus aliados em 2014.


Auditores do PR têm metas para ajudar primeira-dama

O inquérito corre sob sigilo. Até agora, não há provas que corroborem a suspeita.

A corrupção entre auditores também é investigada. Quinze deles foram denunciados por anular dívidas de empresas em troca de propina, em Londrina. Há indícios de que o esquema exista em outras regionais.

O Sindafep diz que tem forte atuação social e que ajuda diversas entidades.

LAÇOS

O Provopar foi fundado como braço de assistência social do Estado em 1980. Três anos depois, desvinculou-se do governo, mas seu estatuto prevê que toda primeira-dama tenha assento no conselho.

A doação de cobertores é a mais importante ação da ONG. Fernanda Richa a impulsionou como primeira-dama de Curitiba, de 2005 a 2010. Em parceria com empresas, ela multiplicou as doações.

Em 2010, ela foi condenada pela Justiça por pedir votos ao marido durante um evento de distribuição de cobertores. Está recorrendo.Hoje, o Sindafep é o principal parceiro da campanha no Provopar. Doou metade dos cobertores distribuídos nos últimos três anos.Para chegar a esse número, o sindicato estabelece metas de arrecadação para cada regional. Em reuniões mensais, cobra resultados e celebra metas atingidas. Da Folha

Suíça prende Marin, amigo de Aécio, e outros seis cartolas sob acusação de corrupção



Aécio Neves é amigo de José Maria Marin e o homenageou, escondido, no Mineirão.
 O ex-presidente da CBF José Maria Marin e outros seis dirigentes da Fifa foram detidos nesta quarta-feira (27) pela polícia suíça em uma operação surpresa, realizada a pedido das autoridades dos EUA. Os cartolas são investigados pela justiça americana em um suposto esquema de corrupção.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, foram detidos, além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo, Rafael Esquivel. A

Os alvos da operação são principalmente dirigentes da Concacaf, como Webb, presidente da entidade que engloba os países das Américas do Norte e Central e do Caribe.

Agentes chegaram no início da manhã (horário local) ao luxuoso hotel cinco estrelas Baur au Lac, em Zurique, onde os dirigentes estão reunidos para um congresso anual da entidade máxima do futebol. A entrada do prédio foi bloqueada e dezenas de jornalistas se aglomeravam no local.

As acusações, segundo a polícia suíça, estão relacionadas a um vasto esquema de corrupção de mais de US$ 100 mi dentro da Fifa nos últimos 20 anos, envolvendo fraude, extorsão e lavagem de dinheiro em negócios ligados a campeonatos na América Latina e acordos de marketing e transmissão televisiva.

Além da investigação nos EUA, as autoridades suíças teriam recolhido nesta quarta documentos na sede da Fifa, em Zurique, em uma apuração relacionada à escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022. A informação ainda não foi confirmada pela entidade.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, 14 pessoas serão acusadas formalmente por envolvimento no caso. Além dos detidos nesta quarta, estão também os dirigentes Jack Warner e Nicolás Leoz, os executivos de marketing esportivo Alejandro Burzaco, Aaron Davidson, Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, e contra José Margulies, um suposto intermediário que facilitava pagamentos ilegais.

A Fifa realiza na sexta-feira (29) a eleição do novo presidente. No cargo desde 1998, Blatter deve ser reeleito com tranquilidade –seu único adversário é o príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein. Em comunicado nesta quarta comentando a operação da polícia suíça, Ali disse que "hoje é um dia triste para o futebol".

O ex-jogador português Luís Figo era candidato até semana passada, quando saiu da disputa disparando contra o comando da entidade. Junto dele também desistiu da candidatura o dirigente holandês Michael van Praag. Ambos apoiam agora o príncipe da Jordânia.

Em um comunicado, Figo criticou a eleição de sexta e classificou de "ditadura" o atual modelo de comando da Fifa.

Ao todo, 209 federações votam no pleito. Até agora, do ponto de vista relevante, o príncipe da Jordânia recebeu apenas o apoio dos cartolas europeus, sobretudo do presidente da Uefa, Michel Platini, mas insuficiente para derrotar Blatter.

O diretor de Comunicação da Fifa, Walter de Gregório, disse em entrevista coletiva que a entidade é parte "prejudicada" pelo episódio, e que está colaborando com as autoridades.Segundo ele, apesar do momento difícil, a operação desta quarta é uma "coisa boa" para a entidade.

De acordo com o assessor, as autoridades suíças relataram que escolheram esta quarta para as prisões por causa da facilidade em encontrar todos os dirigentes acusados no mesmo lugar. - Folha

terça-feira, 26 de maio de 2015

Pacto federativo? Que tal TVs voltarem a pagar ICMS?


Para 'redistribuir o bolo', é preciso dividir também as responsabilidades.

 Grandes emissoras de TV têm lucros exorbitantes, mas gozam de inexplicáveis privilégios tributários
Em tempos de ajuste fiscal, quando se procura o equilíbrio entre a arrecadação e as despesas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encontrou-se com governadores e propôs incluir na agenda parlamentar o chamado pacto federativo. Na prática, os estados e municípios reclamam uma maior fatia do bolo dos impostos para si, reduzindo a fatia do governo federal.

Mas não há como redistribuir o bolo sem dividir também as responsabilidades pelas despesas definidas na Constituição Federal de 1988. Para citarmos um exemplo... Continue lendo aqui

PF mira em transações de banco de luxo


Polícia Federal abriu inquérito contra empresa em 2013; Justiça barrou investigação neste ano

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar suspeitas de prática de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e crime contra o sistema financeiro envolvendo três sócios da GPS Planejamento Financeiro, líder no mercado brasileiro de gestão de grandes fortunas.

A gestora é controlada pelo private bank suíço Julius Baer Group, citado na delação premiada do ex-gerente da Petrobrás Pedro Barusco. No depoimento, o ex-executivo declarou que contratou o banco suíço para investir dinheiro arrecadado de propina que recebeu para facilitar contratos na estatal.

O inquérito envolvendo a GPS não tem, contudo, relação com a Operação Lava Jato.Ele foi aberto em outubro de 2013 e, atualmente, está suspenso liminarmente pela Justiça, que aponta supostos erros de procedimento na instalação das investigações, desde fevereiro deste ano.

Sob gestões tucanas, metrô de SP cresce lentamente, enquanto o propinão, segue rápido


Sob gestões tucanas, metrô de SP cresce tão devagar quanto antes

O ritmo de expansão do metrô de São Paulo desde 1995, quando o PSDB assumiu o governo do Estado, tem sido tão lento quanto o das gestões anteriores e muito inferior ao de outros países em condições comparáveis.

Dados obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação apontam que a gestão tucana investiu R$ 30 bilhões em trilhos, trens e estações do metrô nos últimos 20 anos, quando inaugurou 37,2 km de linhas e 27 estações.

Isso significa uma entrega de menos de 2 km de novas linhas por ano. Trata-se de um valor semelhante ao obtido entre 1974, quando o metrô entrou em operação, e 1994, quando governos da Arena, PDS e PMDB inauguraram 43,4 km e 41 estações.

O Metrô diz que as obras anteriores foram beneficiadas por investimentos iniciados em 1968 e que, nos governos do PSDB, houve também avanço significativo na melhoria de trens da CPTM.

Seul, na Coreia do Sul, inaugurou a sua malha de metrô apenas um mês antes da capital paulista, em 1974. Mas hoje, enquanto os paulistanos contam com uma rede de 80,6 km, a cidade asiática possui 326,5 km —fazendo 8 km de metrô por ano.

No ritmo atual, a capital paulista demoraria mais de 120 anos para ter uma malha similar à que dispõe atualmente a capital sul-coreana.

Também tiveram ritmo de expansão muito superior as redes de Santiago (Chile) e da Cidade do México, inauguradas em 1969 e 1975.

As perspectivas de ampliação do transporte sobre trilhos em São Paulo nos próximos anos também não são animadoras: as obras das linhas 5-lilás e 4-amarela, por exemplo, já tiveram seus cronogramas adiados neste ano.

Desde 2011, quando voltou ao poder no Estado, Alckmin entregou só 3,2 km de metrô. A conta considera os 2,3 km da linha 15-prata, que segue em testes, operando cinco horas por dia, e que não é metrô tradicional, mas um monotrilho, que usa trens com menor capacidade de usuários.

O governo atribui os atrasos a fatores como licenças ambientais e problemas com empreiteiras sob investigação.

LENTIDÃO

Ao lado do canteiro de obras da futura estação Oscar Freire, da linha 4-amarela, a cabeleireira Vânia Matos, 59, se diz entediada devido ao ritmo dos trabalhos. A promessa era que a estação fosse entregue em 2010, ainda no governo José Serra (PSDB).

Cinco anos se passaram e agora seu novo prazo é 2016. "Eu trabalho há mais de 30 anos aqui. Não vejo nada mudar há meses, apenas este trânsito aumentar. Agora piorou com duas faixas da [rua] Oscar Freire bloqueadas."

Ela conta que, quando visitou as redes de metrô de países europeus, ficou impressionada com a arquitetura pragmática das estações. "Aqui só tem obra de arte, coisa de luxo. Por que tudo isso? As pessoas só querem ir mais rápido, ter mais opções e deixar seu carro em casa."

A demora na construção da linha poderia ter poupado dinheiro e tempo do universitário Bruno Bastida, 21.

Ele estuda na Universidade Mackenzie, ao lado de onde deveria estar a estação Higienópolis-Mackenzie desde 2010. "Eu desço na estação República e, de lá, tenho de pegar um ônibus que gasta mais 15 minutos até a universidade. Se a estação estivesse concluída, além de uns 30 minutos de tempo, também economizaria uns R$ 7 por semana só com ônibus", diz.

Além da linha 4, a gestão Alckmin também postergou a entrega da linha 17-ouro (São Paulo Morumbi/Congonhas), prevista para a Copa de 2014, mas que agora só deve ficar pronta em 2016. As 11 estações da linha 5, prometidas na campanha de 2010 para serem entregues em 2014, deverão sair do papel só em 2017. As informações estão na Folha, que deve estar   fazendo birra com os tucanos

Investigação que cita Richa dá origem para para exploração sexual de menores



Investigação que cita Richa dá origem a outros dois casos

Suspeito num esquema de corrupção no Paraná, um auditor fiscal levou os investigadores à descoberta de um outro crime: uma rede de servidores e empresários para exploração sexual de menores.Em seguida, um dos envolvidos no novo caso acabou ajudando na apuração de uma fraude numa licitação de veículos oficiais, vencida por um homem que se apresentava como primo do governador Beto Richa (PSDB).

Chefiadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime), as três investigações se cruzam, misturando sexo, corrupção e pessoas muito próximas a Richa.

A Operação Publicano, a dos auditores, é a mais robusta. Os auditores, diz o Gaeco, escolhiam uma empresa para ser "trabalhada". Avisavam sobre dívidas tributárias e ameaçavam com multas altíssimas. Ofereciam, então, uma saída: propina. "Os que não aceitavam [pagar] recebiam retaliações. Quem aceitava não era autuado, ou recebia uma multa bem menor", afirma o promotor Jorge Barreto.

Os valores variavam conforme o porte da firma, podendo passar de R$ 300 mil. Há ao menos 62 envolvidos, entre auditores e empresários.

Um dos envolvidos, Luiz Antônio de Souza, deu início a outro caso. Grampeado, descobriu-se que ele também atuava numa rede de exploração sexual infantil. Ele foi preso em flagrante no motel com uma menina de 15 anos.

Nesse caso, que envolvia meninas de 13 a 17 anos, há 18 inquéritos concluídos e outros seis em curso. "São situações que envolvem pessoas consideradas acima de qualquer suspeita, conhecidas na cidade", diz o delegado Alan Flore. O caso corre em segredo.

CAMPANHA

Em delação, Souza disse que o esquema dos auditores abasteceu a campanha de Richa à reeleição com ao menos R$ 2 milhões. O tucano nega. Chama de calúnia as denúncias que envolvem seu nome.

Barreto, o promotor, diz que as investigações estão no início e que não é possível dizer se Richa sabia das fraudes.

Além de Souza, só a auditora Ana Paula Lima continua presa. Ela é mulher de Márcio de Albuquerque Lima, ex-companheiro de corrida de Richa e ex-chefe de fiscalização do fisco, citado como líder do esquema.

Também a partir da Publicano surgiu a Operação Voldemort, referência ao vilão dos livros de Harry Potter, cujo nome, amaldiçoado, não podia ser falado. O pivô é o empresário Luiz Abi Antoun, primo de Richa (o tucano diz que o parentesco é distante).

Ele é acusado de formar organização criminosa, de falsidade ideológica e de fraudar licitação. De acordo com a denúncia, o grupo desviou recursos ao obter ilegalmente contratos para a a manutenção de carros oficiais. Ninguém está preso.

Antoun, diz o Gaeco, montou uma firma de fachada e obteve uma contratação emergencial de R$ 1,5 milhão para o serviço. Oito pessoas foram indiciadas, entre elas o empresário Paulo Midauar, um dos envolvidos na Publicano.

O fotógrafo Marcelo Caramori, ex-assessor de Richa e que chegou a ser preso na operação de exploração sexual, afirmou que Antoun era o responsável pela arrecadação de dinheiro das campanhas de Richa. .Informações da  Folha

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Após romper com PSB e PPS, PV e SD negam apoio a Marta


O PV e o Solidariedade (SD), que já se afastaram do projeto de formar uma "federação de partidos" com PSB e PPS, demonstram também que não pretendem se alinhar automaticamente para as eleições do ano que vem ou de 2018.

A aliança para as eleições era desejo do principal arquiteto da aliança, o presidente do PSB-SP e vice-governador Márcio França. Com a ameaça de uma reforma política que extermine os partidos pequenos, as duas legendas se afastaram do PSB e estudam outros caminhos.

Os presidentes nacionais do PV, José Luiz Penna, e do SD, Paulinho, disseram que não têm a intenção de apoiar a principal aposta do PSB/PPS (que caminham para uma fusão) para o ano que vem: a candidatura de Marta Suplicy para a prefeitura paulistana.

Penna disse que a prioridade do PV é ter candidatura própria e negou que o partido tenha se comprometido com uma aliança eleitoral. "Sempre tivemos a tese de candidatura própria", afirmou.

Paulinho foi mais enfático e disse que a Executiva Nacional do Solidariedade decidiu deixar a frente e que a aliança vai se dissolver também na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Dilma: Não me atemorizam



Em entrevista publicada ontem pelo jornal mexicano La Jornada, a presidente Dilma afirmou que a tese do impeachment é usada como "arma política" pela oposição e não a atemoriza. Dilma foi questionada se "um setor, uma direita, que fala muito do impeachment" representaria "uma forma de golpismo branco".

"(O impeachment) é um elemento da Constituição (...) Agora, o problema do impeachment é sem base real. E não é um processo, não é algo, vamos dizer assim, institucionalizado. Eu acho que tem um caráter muito mais de luta política (...) Ou seja, é muito mais esgrimido como uma arma política (...) Agora, a mim não atemorizam com isso. Eu não tenho temor disso, eu respondo pelos meus atos", afirmou a presidente. Ela embarca hoje para uma visita oficial de dois dias ao México.

Na semana passada, o PSDB anunciou que deixou de lado a tese do impeachment, com base em parecer do jurista Miguel Reale Junior que sugeriu uma ação penal contra a presidente por causa do atraso nos repasses de benefícios sociais. Outros partidos de oposição seguiram a decisão dos tucanos.

Na entrevista, concedida na sexta-feira passada, Dilma, sem citar nomes, disse que dos 90 mil empregados da Petrobras, "quatro funcionários foram e estão sendo acusados de corrupção" no escândalo detectado na Operação Lava Jato.

Segundo ela, a petroleira "é tão importante para o Brasil como a seleção (brasileira de futebol)". "Se a seleção brasileira é a pátria de chuteiras, a Petrobras é a pátria com as mãos sujas de óleo".

Partilha. A presidente assegurou também que não haverá mudanças no regime de partilha para exploração do pré-sal. Questionada se era "zero" o risco de voltar ao velho modelo de concessão, a presidente respondeu: "Eu acho que não é zero. Enquanto eu estiver na Presidência, é menos mil."

Dilma defendeu o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a ampliação do Porto de Mariel, em Cuba. Ela disse novamente que o banco seguiu uma orientação de governo e não agiu por conta própria. "Não há como o BNDES financiar sem cumprir apolítica."

A presidente, que em julho irá aos Estados Unidos para um encontro com o presidente Barack Obama, falou que as relações entre Brasil e EUA viverão "um novo momento". A crise diplomática causada pelas denúncias de espionagem americana contra o governo brasileiro está sendo tratada como encerrada por ela. "O passado é o seguinte, não foi esquecido, tanto é que foi registrado", comentou. "A compreensão é que o governo Obama, nas suas atribuições, tomou as providências cabíveis".

● Responsabilidade

"O problema do impeachment é sem base real (...). Eu acho que tem um caráter muito mais de luta política (...). A mim não atemorizam com isso. Eu não tenho temor disso, eu respondo pelos meus atos"

Dilma Rousseff

Dilma no México

A presidente Dilma participa, hoje pela manhã, de reunião de coordenação política. Às 11h, viaja para a Cidade do México, onde discutirá parcerias para investimentos, Comércio e turismo. 

domingo, 24 de maio de 2015

Apesar da imprensa, PT tem aumento no número de filiados


PT continua sendo o partido  mais querido do País


O  PT registrou nos primeiros cinco meses deste ano um aumento considerável do número de filiados.Foram 16.640 filiações até sexta-feira passada. O número é 81% maior do que as 9.187 adesões contabilizadas no mesmo período do ano passado.

Para a direção do partido, o fenômeno pode ser visto como uma reação às investidas de grupos e movimentos "da direita" contra o partido nas ruas.

"Setores da base social do PT saíram em defesa do partido. Para eles, a forma de reagir é a filiação", afirma o deputado estadual José Américo Dias, secretário nacional do Comunicação do PT.

Só em abril, mês em que o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto foi perseguido  o partido por meio de doações de campanha e que 97 mil trabalhadores perderam seus empregos no Brasil, o PT ganhou 10.882 filiados, número 2.734% maior do que as 384 filiações registradas em abril do ano passado.

Segundo José Américo, outro fator que pode ter provocado o "fenômeno da filiação" é uma maior organização do partido nas redes sociais.

Preferência
 O aumento do número de filiados registrado no período  continua sendo o mais querido do País e os números do PT continuam a impressionar. O partido conta, atualmente, com 1.740.110 filiados e está organizado em 84% dos municípios brasileiros, com 3.206 diretórios municipais e 1.494 comissões provisórias.

 No ano passado, a legenda estava presente em 56% das cidades do Brasil. O número de dirigentes municipais chegou a 51.549. Além disso, cerca de 149 mil novos filiados aguardam na fila para fazer os cursos de formação política obrigatórios para a formalização das adesões ao partido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 23 de maio de 2015

Médicos fantasmas indiciados por estelionato, prevaricação e abandono da função. Nenhum cubano


CGU e Polícia Federal na UFPR identificam “doutores” que abandonam função pública pela qual recebem, enquanto atendem em suas clínicas particulares. Os mesmos que fizeram passeata fora Dilma?
 A partir de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU), a Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (21) a Operação São Lucas, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Dez médicos serão indiciados pelos crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, prevaricação e abandono da função pública. Os “doutores” ganham salários de até R$ 20 mil como funcionários públicos concursados, mas pouco apareciam no trabalho, ou apenas batiam o ponto e iam embora atender em consultórios ou clínicas privadas, deixando desfalcado o atendimento na rede pública. O esquema incluía fraude nos cartões ponto e outras pessoas podem estar envolvidas.... Continue lendo aqui