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terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Globo disputa com Veja quem vai fechar primeiro.

O site propmark noticia que os jornais "O Globo" e "Extra" (versão mais popular e menos reacionária das Organizações Globo voltado para o Rio de Janeiro) demitirão entre 300 e 400 funcionários das áreas de jornalismo e de comercialização. "O Globo" foi o mais atingido.

Nota-se que estes jornais estão cortando em áreas vitais para a sobrevivência da empresa, na produção de noticiário e na área de vendas. É o rumo para fechar as portas, tomando o mesmo caminho da revista Veja.

Motivo? Queda no faturamento publicitário, segundo o site propmark. Os jornais não estão faturando o suficiente para cobrir as contas, estão acumulando prejuízos e não há chance de recuperação.

De tanto fazer propaganda terrorista para haver crise, de tanto provocar azia e depressão em seus leitores, de tanto mentir ou omitir sobre a verdadeira conjuntura mundial e nacional, de tanto fazer sensacionalismo e apostar no "quanto pior, melhor" demotucano, de tanto semear ódio, golpismo e desesperança, a Globo está colhendo o que plantou: crise.

Bem feito para os donos e para os demitidos que faziam o trabalho sujo com prazer para os patrões.

Só é lamentável o desemprego de quem trabalhava lá a contragosto, por falta de opção. Mas é o preço de não lutar pela democratização das comunicações. Se tivesse mais diversidade, haveria mais opções de emprego para todos.

Nota-se também que o jornalismo das Organizações Globo não está conseguindo sobreviver e se adaptar à era da internet. Mesmo quando a crise econômica passar, a Globo não se recupera e continuará perdendo leitores e audiência para a internet.

TSE diz que Aécio Neves (PSDB), recebeu doação do jornal Estadão, mas não declarou


 TSE suspeita de prestação de contas de Aécio
Na análise preliminar das contas, os técnicos do TSE informaram que o comitê nacional da candidatura registrou doação de R$ 2 milhões da Empreiteira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato, mas o registro da transferência não consta da prestação de contas de Aécio entregue no TSE

Segundo os auditores, a campanha deixou de declarar R$ 3,9 milhões em recebimentos estimáveis. 

No cruzamento dos dados de informações prestadas por doadores e candidatos, o TSE encontrou diversas omissões de despesas de serviços prestados. Entre as empresas está a S/A  jornal O Estado de São Paulo. De acordo com o TSE, constam três notas fiscais no CNPJ da empresa jornalística. Uma delas foi emitida no valor de R$ 52.885,30 e duas  notas de R$ 52.982,00.

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu esclarecimentos sobre omissões de valores  encontradas na prestação de contas do senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014.

Entre as providências requeridas, a ministra pediu que a campanha de Aécio justifique ausência de registro de doações recebidas na prestação final de contas, esclareça divergências entre valores apresentados e os dados informados pelos doadores.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou 15  irregularidades nas prestações de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, no ano passado. Segundo técnicos do tribunal que analisam a contabilidade dos candidatos, houve  irregularidades na declaração à Justiça Eleitoral de doações feitas pelas empreiteiras Odebrecht e Construbase no valor de R$ 3,75 milhões. A relatora da prestação de contas da campanha tucana, ministra Maria Thereza de Assis Moura, pediu esclarecimentos ao senador.

De acordo com a assessoria técnica do tribunal, a campanha de Aécio registrou o recebimento de R$ 2 milhões em doações da Odebrecht. O valor foi repassado ao comitê de campanha do PSDB, mas não houve registro contábil dessa operação. A empresa é investigada na Operação Lava-Jato 

No caso da Construbase, a campanha de Aécio recebeu R$ 1,75 milhão, mas declarou à Justiça Eleitoral apenas R$ 500 mil. Além disso, a campanha tucana deixou de declarar R$ 3,9 milhões em doações estimáveis, que só foram registradas na prestação de contas retificadora.

Das 15  irregularidades encontradas pelo TSE, três foram consideradas graves. Foram doações recebidas antes das prestações de contas parciais, mas lançadas na contabilidade da campanha apenas na prestação final. Mais de R$ 6 milhões foram registrados dessa forma pelos tucanos.

A relatora da prestação de contas ainda não levou o processo para o julgamento em plenário. Como Aécio saiu derrotado da eleição, o TSE não tem prazo para analisar a contabilidade de campanha.

Entre as  irregularidades apontadas pelo TSE, está o fato de o candidato ter declarado o recebimento de R$ 4 milhões dos diretórios do PSDB e do PTB, mas o valor não teria sido declarado pelos partidos em suas prestações de contas. Além disso, a campanha de Aécio declarou ter doado R$ 500 mil para o comitê da campanha de José Serra (PSDB-SP) ao Senado, mas Serra não registrou o recebimento em sua prestação de contas.

As contas da campanha presidencial de Aécio Neves ainda não foram julgadas pela Justiça Eleitoral, que continua analisando os documentos contábeis apresentados. A decisão da ministra é do dia 14 de agosto, mas os detalhes sobre as  irregularidades  foram divulgados somente nesta segunda-feira.



Cota parlamentar paga de outdoor a aluguel de avião para deputados



Para os deputados federais, o Erário tudo paga. Sob o guarda-chuva da cota parlamentar — uma verba que cada um desses 513 políticos têm direito por mês — o dinheiro público banca aluguel de avião, carros de luxo, outdoor de autopromoção em seus redutos eleitorais, milhares de jornais e informativos sobre o mandato, publicação de matérias pagas na imprensa de suas regiões e profissional exclusivo para fazer discursos. Ainda tem passagem, combustível, correio e hospedagem. Sem contar com as refeições, que vão de um simples misto quente com suco de laranja a um restaurante chique em Brasília.

A exigência, pela Câmara, da apresentação das notas fiscais detalhadas e discriminadas gasto a gasto, desde julho de 2014, revela a diversidade dessas vantagens. O valor da cota pode ser diferente para cada parlamentar e leva em conta o preço das passagens aéreas de Brasília até o estado de origem do deputado. Um parlamentar de Roraima recebe a maior cota, de R$ 45,2 mil por mês. Um do Distrito Federal, o menor, de R$ 30,4 mil. Estão fora dessa conta o salário do deputado — de R$ 33,7 mil — e a chamada verba de gabinete, de R$ 92 mil mensais para cada um. Esse recurso é destinado a pagar salários dos servidores dos gabinetes.

O deputado Jovair Arantes, do PTB de Goiás, estado colado no Distrito Federal, tem o hábito de alugar avião com verba da cota para percorrer os 208 quilômetros entre Goiânia e Brasília. Em maio, o erário pagou R$ 13 mil numa aeronave para o trecho Brasília-Goiânia-Brasília. Fez isso várias outras vezes.

Cleber Verde (PRB-MA), que comanda a Secretaria de Comunicação da Câmara, adora divulgar seus feitos. Em abril e junho deste ano, ele confeccionou, com o dinheiro da cota, 240 mil unidades do “Jornal do Cleber Verde”, ao custo de R$ 99,6 mil. Verde diz que deputado que não é dono de TV, rádio ou jornal tem que fazer esse gasto para divulgar seu trabalho.

Os parlamentares usam outros meios de se promoverem. Um deles é espalhar outdoors pelas cidades de suas bases eleitorais, onde têm votos. Wladimir Costa (SD-PA) distribuiu cem outdoors em cinco cidades do estado, que custou R$ 55 mil ao Erário. A assessoria do deputado informou que, nessas mensagens, Costa divulgava as emendas do orçamento que aprovou para os municípios.

PAGAMENTOS DE ADVOGADOS

O deputado Alan Rick (PRB-AC) usou verba da Câmara — R$ 4,5 mil — para contratar advogado para entrar com ação contra a Parada LGBT de São Paulo, por ter usado símbolos religiosos. A distância entre Rio Branco (AC) e São Paulo é de 3,5 mil quilômetros. A cota parlamentar autoriza contratação de escritórios de advocacia, mas, na maioria dos casos, para emitirem pareceres sobre projeto de lei. Rick afirmou que, por ser coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, na Câmara, tinha obrigação de tomar essa medida. Ele diz que considerou uma afronta uma manifestante aparecer no ato simulando a crucificação numa cruz.

GASTOS COM DISCURSOS

A deputada Keiko Ota (PSB-SP) faz um uso diferente de parte de sua cota: ela paga um jornalista para fazer seus discursos. É um tipo de gasto incomum, já que boa parte dos deputados tem assessores ou jornalistas contratados em seus gabinetes. Ota está no seu segundo mandato e já gastou mais de R$ 200 mil na contratação de um profissional de São Paulo. Em média, ela paga R$ 9,5 mil mensais por esse serviço. Um dos discursos pagos é o de saudação a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por sua eleição para presidente da Casa. O jornalista fez discursos para ela entre janeiro e abril deste ano.

Também há casos de deputados que usam a verba para garantir segurança pessoal. É o caso do Delegado Éder Mauro (PSD-PA), que gasta, desde que assumiu o mandato este ano, R$ 8 mil mensais para andar com segurança quando está em Belém (PA). Mauro,  integra a Bancada da Bala na Câmara.



PAC: infraestrutura energética soma R$ 26 bi em ações concluídas no 1º semestre


De janeiro a junho deste ano, o governo federal destinou R$ 26 bilhões em ações em geração e transmissão de energia elétrica, exploração e produção de petróleo e gás natural no pré e pós-sal, refino, petroquímica, fertilizantes, combustíveis renováveis e fomento à indústria naval. A informação consta no balanço do período do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado na noite de segunda-feira, 31, e disponível no site do Ministério do Planejamento.

No segmento de geração de energia elétrica, no primeiro semestre, dos 532 empreendimentos da carteira do PAC, 47 foram concluídos com o acréscimo de 2.342 MW ao sistema, sendo 96,2% oriundos de fontes renováveis. O governo dá destaque para a Usina Hidrelétrica (UHE) Santo Antônio (3.568 MW), em operação com 32 unidades geradoras (2.286 MW), e UHE Jirau (3.750 MW), em operação com 33 unidades geradoras (2.475 MW).

Ainda estão em obras usinas que somam uma capacidade de geração de 28.785 MW. São mais nove usinas hidrelétricas que totalizam 15.202 MW, além de oito usinas termelétricas (2.847 MW), 126 eólicas (3.177 MW) e 12 Pequenas Centrais Hidrelétricas (241 MW). "Até 2018 esses empreendimentos aumentarão em 23.922 MW a capacidade de geração de energia elétrica do País a partir de diversas fontes", informou o governo, no documento.

Foram citadas pelo governo no balanço do PAC a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que terá 11.233 MW de capacidade instalada, já está com 73% de suas obras realizadas e soma R$ 2,5 bilhões investidos; a hidrelétrica de Teles Pires, no Mato Grosso, que está com 99% de obras executadas e previsão de início das operações em novembro; entrada em operação de 42 usinas eólicas, com capacidade instalada de 1.092 MW, e mais 3.177 MW que estão em construção e 30 estudos de viabilidade de aproveitamentos hídricos, que totalizam 33.486 MW.

Transmissão

No segmento de transmissão de energia, neste primeiro semestre, no âmbito do PAC, foram instaladas 926 quilômetros de linhas e seis subestações. A carteira total do PAC é de instalação de 90 linhas de transmissão (26.631 quilômetros) e 31 já estão em obras. Já em subestações são 46, sendo 16 com obras já iniciadas. Dentre os destaques de projetos pontos, o governo mencionou a linha de transmissão Nova Santa Rita - Povo Novo - Marmeleiro - Santa Vitória do Palmar (491 km), que possibilitou que a energia gerada pelos parques eólicos da região Sul do Estado do Rio Grande do Sul seja conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Petróleo

No segmento de exploração e produção de petróleo e gás, foram perfurados 27 novos poços exploratórios e entraram em operação duas plataformas (FPSO Cidade de Itaguaí e P-61) no primeiro semestre. Foram descobertas acumulações de petróleo nas Bacias do Amazonas (Jusante de Anebá), de Campos (Basilisco), do Espírito Santo (Tabebuia) e de Sergipe (Farfan e Poço Verde) e a produção nacional de petróleo foi, em média, de 2.419 mil barris por dia e a de gás natural, de 95 milhões de metros cúbicos por dia.

O governo deu destaque para a produção nacional de petróleo do pré-sal, de 52 poços, que foi de 751,2 mil barris por dia somente em junho e de 27,8 milhões de metros cúbicos de gás natural, e o recorde da Petrobras que, no dia 26 de junho, atingiu a produção diária de 811 mil barris por dia de petróleo nesta área.

Já na área de refino e petroquímica, destaca-se o início de operação, em novembro de 2014, da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que tem 91,9% de suas obras realizadas e que até o momento acumula 11 milhões de barris de petróleo processados. No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), as obras da Central de Utilidades que irá suportar a partida da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) estão em andamento, segundo o governo. A execução física total do projeto já atingiu 82%, ressalta no documento.

Em combustíveis renováveis, o governo informou que o primeiro trecho do Sistema Logístico de Etanol, construído entre as cidades paulistas de Ribeirão Preto e Paulínia, foi concluído e está em operação desde agosto de 2013. Já o segundo trecho, entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba (MG), entrou em operação em abril deste ano.

Na área de indústria naval, o governo esclareceu que, até junho, por meio do Fundo de Marinha Mercante, foram celebrados contratos no montante de R$ 2,2 bilhões e liberados recursos no montante de R$ 2,5 bilhões. Foram entregues três navios de grande porte, sendo um do tipo Suezmax (André Rebouças), um tipo Panamax (Anita Garibaldi) e um Gaseiro (Oscar Niemeyer)

Infraestrutura social e urbana soma R$ 47 bi em ações do PAC no 1º semestre



O governo federal destinou R$ 47 bilhões em ações de infraestrutura social e urbana, com foco em melhoria das condições de vida da população nas cidades brasileiras neste primeiro semestre do ano. Diretriz-base do governo petista, as medidas nessa área ocupam metade do documento (43 páginas de um total de 84 slides) que a União fez sobre o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado na noite de segunda-feira, 31, e disponível no site do ministério do Planejamento.

Habitação

Com relação ao Programa Minha Casa Minha Vida, foram entregues 288.317 unidades habitacionais no País de janeiro a junho deste ano. A carteira total do Programa no PAC é de 3,96 milhões de unidades contratadas, com 5.388 municípios atendidos. Pelo programa, criado em 2009, foram realizados R$ 265,2 bilhões de investimentos e entregues 2,3 milhões de unidades habitacionais, atingindo oito milhões de pessoas.

Ainda no segmento imobiliário, o governo informou que houve R$ 41 bilhões de contratações via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), sendo R$ 26 bilhões de imóveis novos. "Somente em 2015, são mais 118.537 famílias atendidas com financiamento habitacional de imóveis novos", ressaltou o governo, no documento.

Nas ações de urbanização de assentamentos precários, foram 85 ações em 79 municípios, beneficiando 25 mil de pessoas. Desde o início do programa, foram concluídos 1.454 planos de habitação de interesse social e projetos de urbanização e 817 obras, no valor de R$ 3,1 bilhões, que beneficiaram cerca de 227 mil famílias, em 1.681 municípios. Outras 835 obras estão em execução em todo o País. O governo cita a Vila São José, na capital mineira, com mais de 15 mil famílias, que está recebendo obras de pavimentação, drenagem, água e esgoto, contenção de encostas, recuperação ambiental, regularização fundiária, trabalho social e construção de equipamentos sociais. O empreendimento está com 83% de execução.

Mobilidade urbana

Em mobilidade urbana, até junho deste ano, foram concluídas 31 obras, representando 132 quilômetros de trilhos, 196 quilômetros de Bus Rapid Transit (BRTs) e corredores, dois Terminais de Passageiros e um Sistema de Monitoramento de Trânsito. O destaque ficou com a estação de metrô Bom Juá, de Salvador (BA), que entrou em operação em abril. A linha 1 do metrô tem aportes federais de R$ 1,9 bilhão.

Da carteira total de 367 empreendimentos previstos em mobilidade urbana, 15 estão em operação, 100 em andamento e 13 em execução. Estão em andamento as obras de seis metrôs, cinco Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), dois trens urbanos, dois monotrilhos, 23 BRTs, 39 corredores, dois sistemas de monitoramento, duas estações de metrô, dois terminais e um corredor fluvial. Tais obras representam 240 km de trilhos, 1.278 km entre vias urbanas, corredores e BRTs, 11 km de corredor fluvial e 15 terminais de passageiros. Os VLTs da Baixada Santista, o primeiro do Estado de São Paulo, e o da área central e portuária do Rio de Janeiro, para apoiar os Jogos Olímpicos de 2016, estão com 65% e 25% de execução física, respectivamente.

Prevenção em áreas de risco

Em prevenção em áreas de risco, o governo federal esclareceu que foram feitos, nesse primeiro semestre, 13 empreendimentos de drenagem em nove municípios, beneficiando 330 mil pessoas; oito obras de contenção de encostas em oito cidades, atingindo 12 mil de pessoas. Dentre os destaques foi mencionada a obra de drenagem urbana na Bacia do Maruípe, em Vitória/ES, no valor de R$ 70,7 milhões, beneficiando 17 bairros e 28 mil famílias. "Essa obra contribui para a redução dos graves alagamentos na região das Avenidas Maruípe, Leitão da Silva e Nossa Senhora da Penha", explicou o governo.

Recursos hídricos

Em recursos hídricos, o Projeto de Integração do Rio São Francisco, declarado pelo governo como a "maior obra hídrica da América do Sul", teve a estação de bombeamento do Eixo Norte inaugurada em Pernambuco. Quando totalmente finalizada, beneficiará mais de 12 milhões de nordestinos. Nos primeiros seis meses do ano, foram entregues sete obras, dentre elas as Adutoras Araras, ETA e Flor do Campo, cinco sistemas de esgotamento sanitário e uma localidade com sistemas de abastecimento. Entretanto, do total de 200 empreendimentos em carteira, somente sete foram concluídos e 108 estão em execução.

Saneamento

Em saneamento, 97 obras de água em áreas urbanas em 106 municípios, atingindo mais de um milhão de pessoas, foram concluídas no primeiro semestre. Já empreendimentos em esgotamento sanitário e resíduos sólidos urbanos foram 186 em 159 cidades, atingindo 1,3 milhão de pessoas. Em pavimentação, foram 18 empreendimentos concluídos, beneficiando 107,3 mil pessoas, e 269 em obras.

Luz Para Todos

Já o programa Luz Para Todos efetuou, de janeiro a junho, 22.523 ligações, cerca de 10,9% da meta 2015-2018. Destas, 9.878 foram realizadas em áreas prioritárias do Brasil sem Miséria. O governo destacou que até junho de 2015 a energia elétrica chegou para mais 3.222.933 famílias, cerca de 15,5 milhões de moradores em áreas rurais de todo o País. Os investimentos foram de R$ 22,7 bilhões, dos quais R$ 16,8 bilhões são recursos do governo federal.

Saúde, educação, cultura, lazer e esporte

Em equipamentos sociais nas áreas da saúde, educação, cultura, lazer e esporte, de janeiro a junho, o governo federal, no âmbito do PAC, teve a conclusão de 33 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); 1.876 Unidades Básicas de Saúde (UBS); 586 quadras esportivas; 237 creches e pré-escolas. Além disso, unificou 27 Centros de Artes e Esportes e concluiu obras em quatro cidades históricas do País.

Da carteira total, ainda falta muita coisa a executar nesse segmento. Em creches, há 6.167 unidades contratadas, com aportes de R$ 8 bilhões, e foram concluídas apenas 1.021 unidades, com investimentos de R$ 1,1 bilhão. Das UBS, são 14.274 unidades contratadas (R$ 3,619 bilhão) e 5.171 concluídos (R$ 783,5 milhões investidos); das UPAs são 483 unidades contratadas (R$ 1 bilhão) e 71 concluídas (R$ 130,1 milhões); das quadras, 10.124 contratadas (R$ 3,9 bilhões) e 1.655 concluídas (R$ 650,7 milhões); dos CEUs são 342 unidades contratadas (R$ 755,1 milhões) e 80 concluídas (R$ 169 milhões).

Balança comercial tem maior superávit para agosto em três anos, de US$2,7 bi



A balança comercial brasileira (diferença entre importações e exportações) registrou resultado positivo de US$ 2,689 bilhões no mês passado, o melhor para agosto desde 2012 e mais uma vez guiado pela queda maior nas importações que nas exportações.

Após encerrar o sexto mês seguido no azul, o superavit comercial no acumulado do ano somou US$ 7,297 bilhões, bem acima do saldo positivo de US$ 205 milhões do mesmo período de 2014, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta terça-feira (1º).

O resultado vem ajudando o país a melhorar suas contas externas diante das recentes altas do dólar, mas não deixa de refletir a deterioração do cenário econômico.Em agosto, segundo o ministério, as importações somaram US$ 12,796 bilhões

Com isso, o saldo comercial mensal foi o mais forte para agosto desde 2012, quando a balança comercial havia ficado positiva em US$ 3,2 bilhões.

O melhor desempenho comercial no exterior tem ajudado as contas externas do país. 

Para o ano, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, apontou em meados de agosto esperar saldo comercial de até US$ 12 bilhões. Agência Reuters

Funcafé: Ministério da Agricultura já repassou este ano R$ 1,162 bi a bancos


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento já repassou, este ano, R$ 1,162 bilhão às instituições financeiras que operam com Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). O último aporte, na semana passada, foi de R$ 173,1 milhões para seis bancos. Antes, o Ministério havia transferido R$ 989,3 milhões para 12 bancos para crédito destinado à estocagem, à aquisição de café, a linhas de capital de giro de cooperativas de produção e de indústria de torrefação e moagem.
Os recursos foram destinados para o Crediminas, Agrocredi, Credivar, Banco de Tokyo, Banco ABC Brasil, Banco de Crédito e Varejo.

O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira foi criado em 1986 para apoiar as políticas públicas voltadas à cafeicultura, uma das principais atividades da agricultura brasileira. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de café, com uma safra estimada em 44,28 milhões de sacas de 60 quilos de grãos beneficiados no ciclo 2015.

O país também é o maior exportador mundial do produto, com embarques de 20,5 milhões de sacas de café verde e industrializado que renderam US$ 3,6 bilhões no período de janeiro a julho de 2015.
O setor tem 290 mil cafeicultores, em cerca 1.900 municípios de 15 estados brasileiros, e gera 8,4 milhões de empregos diretos e indiretos em toda a cadeia.

Contax diz que venderá divisão internacional Allus para focar-se só no Brasil


A empresa de centrais de atendimento Contax informou que iniciará um processo de venda de sua divisão internacional Allus, com o objetivo de melhorar a estrutura de capital da companhia e reduzir seu endividamento, focando-se no mercado brasileiro.

A divisão possui operações na Argentina, Peru e Colômbia e tem cerca de 21,5 mil colaboradores.
"A administração da companhia entende que o atua momento representa uma oportunidade para capturar valor por meio da alienação das operações internacionais que não estão empacotadas pela situação económica do Brasil", disse a Contax em comunicado divulgado na noite de segunda-feira.
"Tal venda permitirá melhorar substancialmente a estrutura de capital da companhia, reduzir seu endivida mento, centrando todos os esforços e foco na actuação no 'core market' brasileiro", acrescentou.

A previsão da companhia é de que a operação seja concluída no primeiro trimestre de 2016.
A Allus teve receita de 414,3 milhões de reais no primeiro semestre de 2015, crescimento de 32 por cento sobre o mesmo período do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 27 por cento no mesmo intervalo.Da Agência Reuters


Grupo italiano investirá US$ 600 milhões em energia solar no Brasil


 A Enel Green Power vai se transformar na maior fornecedora de energia solar no Brasil e investirá quase 600 milhões de dólares com este objetivo, anunciou nesta segunda-feira o grupo italiano de energias renováveis.

A Enel Green informa em um comunicado que venceu uma licitação que permitirá durante 20 anos vender energia solar ao Brasil por um total de 553 MW, com três novos projetos fotovoltaicos em Belo Horizonte (103 MW), Lapa (158 MW) e Nova Olinda (292 MW).

Quase 600 milhões de dólares serão investidos na construção das novas unidades, que entrarão em serviço até 2017.

O grupo italiano já está presente no Brasil, onde possui o maior parque fotovoltaico em funcionamento (11 MW, Fontes Solar). Em novembro de 2014, a Enel Green iniciou a construção de um novo parque fotovoltaico de 254 MW em Ituverava, estado de São Paulo.

Com os novos projetos, a Enel Green afirma que se tornou a maior operadora de energia solar no Brasil.

A Enel Green é a filial do grupo italiano Enel, especializada em energias renováveis, com uma capacidade de produção de energia elétrica de 9.900 MW (solar, eólica, geotérmica e hidrelétrica). Com informações da Agência de notícias Reuters

Redução no valor cobrado nas contas de luz começa a valer em setembro



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a cor vermelha para a bandeira tarifária de setembro. Os valores extras a serem cobrados a partir de 1º de setembro foram publicados no Diário Oficial da União de hoje). No caso da bandeira vermelha, o acréscimo na conta de luz será R$ 4,50 para cada 100 kWh consumidos - valor abaixo dos R$ 5,50 cobrados anteriormente.

Os novos valores foram definidos no dia 28 de agosto pela Aneel. Eles representam uma redução de 18% no valor da bandeira - o que corresponde a uma queda de 2 pontos percentuais no custo final da conta de luz. A diminuição nos valores cobrados foi em decorrência da redução no custo de produção de energia, a partir do desligamento de 21 termelétricas.

O valor adicional indicado pelas bandeiras verde, amarela e vermelha é um mecanismo adotado nas contas de luz para informar ao consumidor se ele está pagando mais caro pela energia. A bandeira verde indica condições favoráveis de geração de energia, situação que não resulta em acréscimos na tarifa. A bandeira amarela indica condições de geração menos favoráveis. Nesse caso, a tarifa sofreria acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos.

Pessimismo é crime contra o país, diz presidente da Anfavea



Ao participar hoje, em São Paulo, do 1º Encontro Estratégico das Lideranças do Setor Automotivo, o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), Luiz Moan, disse que para superar a crise econômica atual é preciso ter primeiro "visão de futuro" e depois, de "médio e curto prazo". Segundo ele, para o futuro, seria necessário considerar que o Brasil ainda tem uma taxa de motorização baixa, quando comparada à de outros países, o que significa um potencial alto de crescimento.

- Acredito que, a partir do segundo semestre do ano que vem, o país retomará o nível de crescimento mais alto e sustentável. A crise de pessimismo é um crime contra o país e, se deixarmos nos envolver, vamos desenvolvendo o mal-estar e o clima de pessimismo. A sugestão da Anfavea é a de que o núcleo que envolve o setor automotivo tenha reuniões periódicas, para dar continuidade a um trabalho que não funcione só nas crises - disse.

O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção, ressaltou que os principais desafios na avaliação da entidade é o cenário político e econômico, o PIB negativo, as crise de água e de energia elétrica, o abalo no índice de confiança dos consumidores e investidores, o aumento do desemprego e endividamento, a inflação alta.

Abimaq diz "esperar bom senso em reunião do Copom"

Às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) "vem a público se posicionar no sentido de pedir cautela e bom senso aos membros do Copom."

- O governo tem uma boa oportunidade para rever a política de juros e começar a dar fôlego ao setor produtivo - explica José Velloso, presidente-executivo da entidade.


Com informações da Agência Brasil

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Joaquim Barbosa: TCU é um playground de políticos fracassados



TCU e um órgão com as virtudes extirpadas, um playground de políticos fracassados", afirma o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal •

 O TSE, segundo o ministro aposentado, é composto por "advogados que tocam suas bancas de advocacias durante o dia e se tornam juízes à noite"

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa vê o Tribunal de Contas da União (TCU) como incapaz de produzir um julgamento que leve a um impeachment da presidente Dilma Rousseff por conta das pedaladas fiscais. Avaliação similar ele faz do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que para ele também não conduziria um processo de impedimento em razão de análise das contas da campanha de 2014.

 Não acredito em um Tribunal de Contas da União como um órgão sério de um processo desencadeador de tal processo. É um órgão com as virtudes extirpadas. Afinal, é um playground de políticos fracassados que, sem perspectiva em se eleger, querem uma boquinha. O TCU não tem estatura institucional para conduzir algo de tamanha gravidade - disse durante o 7o Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais.

Para Barbosa, um impeachment só ocorre se houve uma prova clara que envolva diretamente a presidente, uma vez que é um processo que pode deixar uma série de marcas institucionais. "Impeachment é uma coisa muito séria que, se levada a cabo, a gente sabe como começa, mas não sabe como termina. É um abalo sísmico nas instituições. Tem que ser algo muito bem baseado, tem que ser uma prova cabal, chocante, envolvendo diretamente o presidente. Sem isso, sairemos perdendo. As instituições sairão quebradas", avaliou.

Caso se tenha essa prova, ele vê o STF como tribunal adequado para conduzir um processo de impedimento.

Barbosa defendeu o fim do financiamento de empresas a campanhas e partidos políticos. Para ele, essa relação é danosa ao país e à sociedade. "A alavancagem da economia pelo capitalismo do estado agrava esse modelo. Incentivadas pelo Estado, as empresas são convidadas a se aproximar do governo da situação em busca de privilégios. A tudo isso se soma um combustível explosivo, que é o sistema partidário brasileiro e seu financiamento. Eu sou contra o atual regime de financiamento privado da vida política porque, no fundo, elas fomentam essas relações profanas de conveniência", afirmou.

Deputado tucano com bens bloqueado pela justiça quer convocar Lula na CPI


O deputado federal Alexandre Baldy (PSDB-GO) informou a imprensa que irá protocolar nesta segunda-feira (31) requerimento na CPI do BNDES para convocar o ex-presidente Lula e o ex-presidente da Odebrecht Alexandrino Alencar, para explicar  a  reportagem da Revista Época deste fim de semana que acusa Lula de empréstimos do banco público brasileiro para investir no Porto de Mariel, em Cuba.

Mas, você queridos leitores, sabem quem é o tucano que quer se passar de paladino da moral? O jornal Diário da Manhã de Goiás, dá uma pequena ideia de quem é ele

No dia 16 de junho desse ano, a  Justiça bloqueou  R$622,9 milhões do deputado tucano Baldy, e até uma Usina de açúcar e álcool e  o deputado federal teve bens indisponíveis

A juíza Suelenita Soares Correia, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, decretou a indisponibilidade dos bens do deputado federal Alexandre Baldy (PSDB-GO), da Usina Panorama S/A e de outros citados em ação civil pública por ato de improbidade administrativa. A ação foi proposta pela promotora de Justiça Vilis Marra, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.

Lei de cotas garantiu mais de 111 mil vagas para estudantes negros



Legislação criada para ampliar o acesso da população negra, indígena e a de baixa renda ao ensino superior completou três anos neste sábado (29). Até o fim de 2015, o número de vagas deve chegar a 150 mil

Criada com o objetivo de ampliar o acesso da população negra, indígena e a de baixa renda ao ensino superior, a Lei de Cotas, que completa três anos neste sábado (29),  garantiu mais de 111 mil vagas para estudantes negros em cursos superiores de universidades e institutos federais. Os dados são da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), divulgados esta semana. Até o fim de 2015, o número deve chegar a 150 mil.

A lei reserva no mínimo 50% das vagas das instituições federais de ensino superior e técnico para estudantes de escolas públicas, devendo ser preenchidas por candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas, levando em consideração a proporção desses grupos na população total do estado onde fica a instituição. A legislação também garante que, das vagas reservadas a escolas públicas, metade será destinada a estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo.

domingo, 30 de agosto de 2015

Ministra do TSE aponta caixa dois da Odebrecht na campanha de Aécio



Veja bem meus queridos leitores. Aécio, entrou no STF, TSE e TRE, pedindo a cassação do mandato da presidente Dilma por supostas irregularidade de doação de campanha.Além disso, Aécio Neves deixou de declarar R$ 3,9 milhões em doações A demagogia do tucano fez que ele esquecesse que, a campanha dele não era assim tão legal, ou foi má fé? Por que Aécio escondeu a doação da Odebrecht?


Ministra do TSE lista 15  irregularidades detectadas nos documentos entregues à corte., entre outros itens, problema em doação da empreiteira Odebrecht, investigada na Lava Jato

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do processo que examina a prestação de contas da campanha do senador  Aécio Neves (PSDB-MG)  candidato derrotado à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitou ao tucano informações sobre 15  irregularidades detectadas nos documentos entregues à corte.

Entre elas estão doações feitas pelas empreiteiras Odebrecht e Construbase que somam R$ 3,75 milhões.

De acordo com a assessoria técnica do tribunal, Aécio repassou para o PSDB uma doação de R$ 2 milhões da Odebrecht, mas não registrou a transferência na prestação de contas. A empresa é investigada na Operação Lava Jato e doou R$ 8 milhões à campanha de Aécio Neves

"O comitê financeiro nacional para presidente da República do PSDB registrou em sua prestação de contas o recebimento de doação de R$ 2 milhões, efetuada por Aécio, no entanto, não há o registro da transferência na prestação de contas", afirma o relatório técnico da Justiça Eleitoral.

O TSE aponta também uma diferença entre o valor declarado pela campanha e o montante efetivamente doado pela construtora Construbase. Aécio Neves (PSDB) recebeu R$ 1,75 milhão, mas só declarou R$ 500 mil.

Infrações. 

Além disso, de acordo com o tribunal, a campanha de Aécio Neves deixou de declarar R$ 3,9 milhões em doações estimáveis (na forma de serviços prestados) que só foram contabilizadas na prestação de contas retificadora.

Das 15 irregularidades detectadas pelo tribunal, pelo menos três foram consideradas infrações graves. Elas dizem respeito a doações recebidas antes das prestações de contas parciais e que só foram registradas nas prestações finais, somando mais de R$ 6 milhões.

Tanto no caso dos R$ 3,9 milhões declarados apenas na prestação retificadora quanto no das três infrações graves, o tribunal quer saber por que a campanha de Aécio não contabilizou a entrada das receitas nos prazos estipulados pela legislação eleitoral. O senador tucano, presidente nacional do PSDB, foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff no 2.° turno da disputa presidencial em 2014.Com informações do Estadão

Vale registrar que, nenhum meio de comunicação, sem ser o Estadão, deu a notícia.... A Folha, jornal de assessoria de Aécio, nem tocou no assunto. Também não foi manchete Aécio Neves, denunciado pelo doleiro Alberto Yousseff como beneficiário de um esquema de propina em Furnas

Leia também: Delator reafirma 'tabelinha' entre empreiteira e PSDB em Furnas
São fartas as evidências e provas sobre a corrupção acerca da Lista de Furnas e o PSDB. Mas autoridades e mídia ainda mantêm o silêncio e a blindagem a Aécio


sábado, 29 de agosto de 2015

Janot manda recado para Aécio:“Derrotados devem se preparar para o próximo pleito”


Janot arquiva ação eleitoral de Gilmar Mendes contra Dilma e alfineta Aécio:derrotado precisa aceitar mandato de Dilma
Em parecer pelo arquivamento de pedido feito pelo vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, para investigar uma das fornecedoras da campanha da presidente Dilma Rousseff, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou a "inconveniência" da Justiça e do Ministério Público Eleitoral se tornarem "protagonistas exagerados do espetáculo da democracia".

"É em homenagem à sua excelência Gilmar Mendes, portanto, que aduzimos outro fundamento para o arquivamento ora promovido: a inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas —exagerados— do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores", escreveu.

O procurador-geral afirmou ter receio da judicialização exagerada e que é preciso levar em conta que a Constituição Federal estabeleceu como atores principais do processo eleitoral "os candidatos e os eleitores".

Janot manda recado para Aécio

“Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobrevêm, os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito”.As considerações de Janot foram feitas em uma decisão do dia 13 de agosto negando pedido do ministro Gilmar Mendes, integrante do TSE e do STF (Supremo Tribunal Federal), para investigar  empresas que prestaram  serviços à campanha de Dilma.

Janot manda recado para Gilmar Mendes: Ao arquivar nova ação contra Dilma, Janot aponta "inconveniência" do TSE

Janot disse que os fatos colocados por Mendes" não apresentam consistência suficiente para autorizar, com justa causa, a adoção das sempre gravosas providências investigativas criminais".O pedido de investigação de Gilmar Mendes baseava-se em notícias publicadas pela imprensa

Relator da prestação de contas da campanha de Dilma à reeleição, o ministro Gilmar Mendes a pedido de Aécio Neves, acionou nas últimas semanas a PGR, a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo para investigar possíveis irregularidades na prestação de serviços, além de indícios de que recursos desviados no esquema de corrupção da Petrobras também abasteceram o caixa petista.Ou seja: Tanto Mendes como Aécio queriam a cassação do mandato da presidente Dilma

Janot defendeu que, além do prazo para questionamentos do tipo ter se esgotado, a prestação de contas da campanha já foi aprovada. Dessa forma, segundo o PGR, a suposta denúncia “não se mostra hábil a autorizar qualquer providência de natureza cível eleitoral”.

"Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobreveem, os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito", afirmou.

"A questão de fundo é que a pacificação social e estabilização das relações jurídicas é um das funções mais importantes de todo o Poder Judiciário, assumindo contornos de maior expressão na Justiça Eleitoral, que lida "com a escolha de representantes para mandatos temporários"", completou.

Aécio quer ganhar no tapetão

Após as eleições, o candidato derrotado Aécio Neves, ingressou no TSE com quatro ações contra Dilma e seu vice, Michel Temer.Aécio pede  que o TSE investigue  a campanha de Dilma

Coordenador jurídico da campanha de Dilma, o advogado Flávio Caetano, disse que a posição de Janot é correta.

"Nós temos dito que o processo de prestação de contas tem começo meio e fim, e o final dele foi em dezembro quando foi julgado por unanimidade e aprovado. Não houve recurso do PSDB", disse.

Leia também: Delator reafirma 'tabelinha' entre empreiteira e PSDB em Furnas

Mensalão do DEM em ritmo de pizza



O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), remeteu à primeira instância a ação penal do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal Domingos Lamoglia, considerado o braço direito do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e denunciado no caso do mensalão do DEM.

Esse era o último processo sobre o caso que estava no Tribunal. Como todos os réus perderam prerrogativa de foro, o caso agora corre integralmente na primeira instância. É grande a possibilidade de os crimes prescreverem sem que ninguém vá a julgamento, tal qual está ocorrendo no mensalão tucano, escândalo em Minas Gerais que repousa nos corredores dos tribunais de primeira instância.