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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Acesso de jovens de baixa renda a universidades públicas no país é 4 vezes maior que em 2004


A participação dos mais pobres no ensino superior público do Brasil cresceu quatro vezes entre 2004 e o ano passado. Na outra ponta, os mais ricos deixaram de ser maioria entre os estudantes da rede, no mesmo período. É o que mostra o estudo Síntese de Indicadores Sociais 2014, divulgado ontem pelo IBGE. Segundo a pesquisa, que leva em conta o rendimento mensal familiar per capita, em nove anos o acesso dos com rendimentos mais baixos saltou de 1,7% para 7,2% em universidades administradas pelo Estado. Nas particulares, a fatia desses alunos mais que dobrou. Se, em 2004, os 20% mais pobres representavam 1,3% dos estudantes, em 2013 alcançavam 3,7%. Já os 20% mais ricos foram de 55% para 38,8%, no ensino superior público; e de 68,9% para 43%, no privado.

 Houve ampliação grande do acesso ao ensino superior. Os 20% mais ricos, que eram ampla maioria em 2004, passam a ter participação menor. Houve um aumento de vagas, cotas e crédito educativo que fez crescer a participação dos mais pobres - afirmou Barbara Coco, coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Estados Unidos e Cuba retomam relações após 53 anos de embargo

Em reunião do Mercosul, Dilma Rousseff falou sobre a reaproximação entre Cuba e Estados Unidos.
"Imaginamos que nunca veríamos esse momento do início da relação entre EUA e Cuba. Quero saludar o presidente de Cuba e o presidente dos EUA e principalmene o papa Francisco (intermediador do diálogo). 

Esse é um momento que marca mudanca na civilização nos nossos dias. Um dia que marca o restabelecimento das relacoes interrompidas há muitos anos."

Cristina Kirchner também voltou a falar sobre o "dia histórico" entre Cuba e Estados Unidos:
"Um fato que nos comoveu a todos. Que bom que ocorreu durante uma reunião do Mercosul. Uma decisão inteligente do presidente dos Estados Unidos."
Em pronunciamento na Casa Branca sobre as relações dos Estados Unidos com Cuba, o presidente Barack Obama anunciou nesta quarta-feira a mais radical mudança na política americana em relação à ilha comunista em mais de meio século, abrindo negociações para normalizar as relações diplomáticas e reestabelecendo uma Embaixada americana em Havana.

"O isolamento não funcionou", disse Obama. "É hora de uma nova abordagem".

"Vamos começar a normalizar as relações entre nossos dois países", afirmou Obama, acrescentando que os Estados Unidos pretendem criar mais oportunidades para que americanos e cubanos trabalhem juntos.

"Aumentar o comércio é bom para americanos e para o povo cubano", disse Obama, que autorizou o aumento nas conexões de telecomunicações entre os dois países.

Enquanto falava em Washington, o presidente de Cuba, Raul Castro, também fazia seu próprio pronunciamento à nação em Havana. Os dois líderes conversaram por telefone por mais de 45 minutos na terça-feira, o primeiro contato presidencial significativo entre Estados Unidos e Cuba desde 1961.

Aos cubanos, Castro disse que a decisão do presidente Obama merece respeito e reconhecimento do nosso povo. Ele também agradeceu especialmente os esforços do Canadá e, principalmente do papa Francisco.

"Quero reconhecer o apoio do Vaticano e, em especial, do papa Francisco, na melhoria das relações entre Cuba e os Estados Unidos", afirmou Castro.

Porém, o líder cubano reafirmou que segue pendente um tema importante para o seu povo, que é o embargo econômico dos Estados Unidos sobre Cuba. Ele disse que instou o governo Obama a "remover os obstáculos que impedem ou restringem os vínculos" entre os dois países.

O anúncio de hoje ocorre após mais de um ano de negociações secretas entre Washington e Havana. O restabelecimento das relações diplomáticas foi acompanhado pela libertação do americano Alan Gross, preso há mais de cinco anos em Cuba, e a troca de um espião americano mantido em Cuba por três cubanos presos na Flórida.

Obama disse que a prisão de Gross era um "grande obstáculo" na normalização das relações entre os países. Gross desembarcou nesta manhã em uma base militar nos arredores de Washington, acompanhado de sua mulher e de alguns congressistas americanos. Ele foi imediatamente levado para um encontro com o secretário de Estado, John Kerry.

Como parte das medidas para retomar os laços diplomáticos com Cuba, os Estados Unidos vão reabrir em breve uma Embaixada em Havana e os governos trocarão visitas e contatos de alto nível. Washington também vai facilitar as viagens para Cuba, incluindo para permitir visitas familiares, negócios oficiais do governo dos EUA e atividades educacionais. As viagens de turismo, no entanto, permanecem proibidas.

E a Folha, que sempre foi contra, não perdeu tempo, anunciou em seguida:Alvo de críticas, financiamento do porto Mariel é golaço do Brasil
Com o porto de Mariel e outros inúmeros investimentos em Cuba, o Brasil é um dos países que estão mais bem posicionados para se beneficiar da queda do embargo americano à ilha, cuja negociação será anunciada hoje.

Alvo de críticas ferrenhas,-- por parte do PSDB-- o porto de Mariel,  está a apenas 200 quilômetros da costa da Florida.

Depois da dragagem, poderá receber navios grandes como os Super Post Panamax, que Dilma citou várias vezes durante a cúpula da Celac este ano, e concorrer com o porto do Panamá.

Mesmo sem a dragagem, já será concorrente de portos como o de Kingston, na Jamaica, e das Bahamas, bastante movimentados.

O raciocínio do governo brasileiro sempre foi o de "entrar antes da abertura para já estar lá quando caísse o embargo".

Essa estratégia se provou acertada.

Dilma defende Porto de Mariel, em Cuba
A presidente Dilma citou o Porto de Mariel, em Cuba, financiado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pouco antes de embarcar de volta da Argentina para o Brasil. "Fico muito feliz com o acordo entre os Estados Unidos e Cuba porque toda a política do governo brasileiro até agora tem sido enfatizar, e não só do ponto de vista retórico, mas com ações concretas, a forma pela qual Cuba tem de ser integrada. Algo que foi tão criticado durante a campanha, o porto de Mariel, mostra hoje mesmo a sua importância para toda a região. E para o Brasil principalmente na medida em que hoje o porto é estratégico pela sua proximidade com os Estados Unidos", afirmou Dilma, na porta do carro oficial que a levou para a base aérea de Paraná.

O tema "Porto de Mariel" foi uma das principais críticas feitas pela oposição durante a campanha presidencial, vencida por Dilma no segundo turno por margem estreita de votos. Liderados pelo tucano Aécio Neves (PSDB-MG), os oposicionistas criticaram a decisão do governo federal petista de usar recursos subsidiados do BNDES para financiar a construção de um porto em Cuba, comandado há quase 56 anos pelos irmãos Fidel e Raúl Castro.

"Eu achei fantástica essa retomada das relações entre os Estados Unidos e Cuba. Acredito que isso é um marco das relações da nossa região", completou Dilma

Venina procurou imprensa em retaliação por ter sido afastada da Petrobras


A vingança da Venina...

A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou nesta quarta-feira, 17, que havia sido avisada de que a funcionária Venina Velosa da Fonseca procuraria a imprensa em retaliação à decisão da empresa de afastá-la do cargo. Venina era chefe do escritório da Petrobras em Cingapura e foi afastada do cargo pela comissão interna que apura desvios de recurso.

"Em 2009, Venina teve uma briga com o Paulo Roberto (ex-diretor de Abastecimento). Não sei o porquê. Quando ela conversou comigo sobre a área de comunicação, foi a primeira vez que soube que eles tinham se desentendido. E eu falei com o Paulo Roberto: você e Venina precisam conversar", afirmou durante encontro de fim de ano com a imprensa, na sede da empresa, no centro do Rio.

Graça destacou a aproximação de Venina com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, delator na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. "Eles trabalharam juntos por anos", afirmou.

Já em outubro de 2011, relatou Graça, Venina enviou novo e-mail falando de esquartejamento de projeto. "Não sei o que é esquartejamento de projeto. De novo levei o assunto para o Paulo Roberto e disse: a Venina se ressente e diz em ineficiência. Eu era diretora e o Gabrielli, presidente. Como presidente da Petrobras, depois, ela mandou e-mail e eu enviei para o jurídico, para que fossem feitas as ações cabíveis. Nós diretores sabemos o que vai para a reunião de diretoria. Não tenho como saber a outra parte", disse a presidente da Petrobras.

CNI/Ibope: para 44% dos brasileiros o noticiário é desfavorável ao governo Dilma

O povo acordou...

O noticiário sobre a Operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal para investigar a Petrobras, foi lembrado pela maior parte da população em pesquisa realizada pelo Ibope no início de dezembro. Disseram que acompanharam notícias relacionadas à Lava Jato 45% dos entrevistados. A operação foi citada diretamente por 31% dos entrevistados, seguida pela prisão de ex-diretores da Petrobras (19%). A prisão de diretores de empreiteiras foi lembrada por 6% dos entrevistados.

Para 44% das pessoas ouvidas, as notícias são desfavoráveis para o governo da presidente Dilma Rousseff, esse porcentual era de 32% no levantamento anterior, realizado em setembro. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios, tem margem de erro de dois pontos porcentuais nível de confiança de 95%. As entrevistas foram feitas entre os dias 5 e 8 de dezembro a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa mediu ainda a expectativa do brasileiro para o segundo mandato da presidente Dilma. O resultado positivo é próximo do registrado atualmente. Dos entrevistados, 43% avaliam que o próximo governo será ótimo ou bom, 25% acreditam que será regular, 13% acham que os próximos quatro anos serão péssimos e 4% não sabem ou não responderam.

Para a população, o principal aspecto positivo do primeiro governo Dilma é o combate à fome e à pobreza, fato que foi citado espontâneamente por 24% dos entrevistados.

Em seguida, os aspectos mais lembrados foram: investimentos em programas sociais (17%), investimentos na área de educação (15%), prioridade para a população mais carente (13%) e dar continuidade ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (11%). Não indicaram nenhum aspecto positivo 19% dos entrevistados e não sabem ou não responderam 11%. Cada entrevistado podia citar até três aspectos.

Especialista vê melhora na avaliação de Dilma como chance para mudar Petrobras

A melhora nos indicadores de aprovação da presidente Dilma Rousseff (PT), segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 17, abre a possibilidade de a presidente fazer com tranquilidade mudanças na diretoria da Petrobras e eventualmente em outras áreas para o segundo mandato. A avaliação é do cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas Fernando Abrucio. "Ela tem que aproveitar esse otimismo inicial para fazer essas mudanças", disse ao Broadcast Político.

Os indicadores melhores, explica Abrucio, são uma tendência natural após o período eleitoral. "Há uma esperança e um otimismo que são normais após uma eleição", avaliou. Para ele, o resultado mostra também que as denúncias da Petrobras não têm atingido a imagem da presidente para a população em geral. "A história da Petrobras, no fundo, é paradoxal. De um lado desgasta o governo, especialmente entre economistas e formadores de opinião, de outro reforça a imagem de faxina", disse o professor.

Com relação à guinada ortodoxa de Dilma na economia para o segundo mandato, com indicação de Joaquim Levy para a Fazenda, Abrucio pondera que é um fator de pouco apelo popular e que deve ter tido pouca influência no levantamento encomendado pela CNI.

O levantamento CNI/Ibope divulgado nesta manhã mostrou que a aprovação à maneira de governar da presidente passou de 48% para 52% entre setembro e dezembro, ao passo que a desaprovação passou de 46% para 41% no mesmo intervalo. A confiança no governo Dilma também cresceu, passando de 45% para 51%. O governo petista foi avaliado como ótimo ou bom por 40% dos entrevistados, ante 38% em setembro. A avaliação regular do governo Dilma oscilou de 32% para 33% e a ruim ou péssima oscilou de 27% para 28%.

CNI/Ibope: Popularidade da presidenta sobe para 52% e mais da metade da população aprova governo

Segundo o levantamento, o percentual da população que aprova a maneira de governar da presidente aumentou quatro pontos percentuais entre setembro e dezembro de 2014.

Em setembro, 48% disseram aprovar o governo de Dilma. Em dezembro, a porcentagem subiu para 52%.
A pesquisa foi  divulgada nesta quarta-feira em Brasília

A avaliação do governo Dilma subiu em setembro. O governo  Dilma foi avaliado como ótimo ou bom por 40% dos entrevistados pelo Ibope entre os dias 5 e 8 de dezembro, com margem de erro de dois pontos porcentuais. Em setembro, a avaliação positiva era de 38%.

A avaliação regular do governo Dilma oscilou de 32% para 33% no mesmo período. Os que consideram a atual administração ruim ou péssima somaram 28% em dezembro, ante 27% em setembro. O porcentual dos que não souberam ou não quiseram responder se manteve em 1%.

A aprovação da maneira de governar de Dilma Rousseff também subiu: passou de 48% para 52% entre setembro e dezembro. A pesquisa mostra também um recuo no número dos brasileiros que desaprovam o modo Dilma de governar, que passou de 46% para 41% no mesmo período. Os que não souberam ou não responderam passaram de 6% em setembro para 8% em dezembro.

A confiança no governo Dilma também cresceu, passando de 45% para 51%. Outros 44% disseram que não confiam na administração da petista, mas essa fatia foi menor na comparação com os 50% em setembro. Os que não souberam ou não responderam se mantiveram em 5%.

O aumento da popularidade foi mais sensível na região Sudeste, embora ela continue maior no Nordeste.

A sondagem foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios de todo o País.

Governador eleito do PSDB de MS pode ter vínculo com morte de jornalista no Paraguai


Uma Comissão do Congresso do Paraguai vinculou nesta terça-feira governador eleito do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, com Vilmar Acosta, considerado o "cérebro" do assassinato do jornalista Pablo Medina e de seu assistente, Antonia Almada, há dois meses.

A suposta relação foi divulgada pelo senador Arnoldo Wiens, membro da Comissão parlamentar bicameral que investiga o assassinato de Medina, correspondente do jornal "ABC Color" e conhecido por suas matérias sobre o narcotráfico no departamento de Canindeyú, na fronteira com o do Mato Grosso do Sul.

Wiens afirmou que Azambuja tinha "muita amizade" com Vilmar Acosta, que estava foragido desde a morte de Medina e é acusado de produção e tráfico de maconha.

O senador acrescentou que não há dúvidas sobre as conexões existentes entre o "clã Acosta" e políticos muito importantes do Brasil.

O legislador se referiu a dados e informações obtidas na região do assassinato de Medina e Almada, além dos entregues pela promotoria e as declarações de Arnaldo Cabrera, motorista de Vilmar Acosta, o único detido pelo crime até o momento.

Reinaldo Azambuja, do PSDB, foi eleito governador do Mato Grosso do Sul no segundo turno das eleições, em 26 de outubro, e foi diplomado ontem no Tribunal Regional Eleitoral do estado.

Vilmar Acosta era até fugir o prefeito pelo governante Partido Colorado da cidade de Ypejhú, no departamento de Canindeyú.

Os supostos autores materiais do crime, seu irmão Wilson e seu sobrinho Flavio Acosta, também estão foragidos.

Hoje o assassinato de Pablo Medina e Antonia Almada, completa dois meses.

Paraguai é o maior produtor de maconha da América do Sul e o Brasil o principal destinatário dessa droga.

A morte de Medina e Almada provocou um enorme debate no Paraguai sobre as conexões entre narcotraficantes e políticos, colocadas em evidência em um relatório da Secretária Nacional Antidrogas revelado pelo Congresso. Aqui na Uol

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Polícia Federal fecha o cerco ao ninho tucano, mas imprensa finge que não vê


A mídia tradicional vem martelando na cabeça dos leitores 24 horas por dia o assunto Petrobras, mas "esquece" a roubalheira no metrô, trens e monotrilho de São Paulo
O jornal Folha de S.Paulo denuncia que planilhas apreendidas pela Polícia Federal na sede da empreiteira Queiroz Galvão, na capital paulista, mostram que a empresa vincula valores recebidos por obras públicas a doações eleitorais para partidos e candidatos de oposição ao governo federal.
Um dos registros dos papeis encontrados, nomeado como "VLT" – uma provável referência ao Veículo Leve sobre Trilhos da Baixada Santista, obra realizada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin(PSDB), por meio da ... Leia mais aqui

STF anula provas contra Daniel Dantas


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade anular as provas obtidas contra o banqueiro Daniel Dantas em busca e apreensão feita na sede do Banco Opportunity, no âmbito das investigações das Operações Satiagraha e Chacal.

Por quatro votos a zero, os ministros da segunda turma acataram o pedido de habeas corpus da defesa de Dantas, e invalidaram provas obtidas por meio da apreensão de um disco rígido (HD) em outubro de 2004, na sede do Opportunity. A defesa alegou que o material foi coletado em endereço diferente daquele que constava no mandado judicial que autorizava a busca e apreensão e que, portanto, as provas eram ilegais.

Na ocasião, os policiais federais apreenderam o HD no 3º andar de um prédio localizado em São Paulo, onde está localizada a sede do Opportunity. Contudo, o mandado expedido por um juiz da 5ª vara da Justiça Federal de São Paulo, autorizava busca e apreensão no 28º andar. O juiz responsável pela autorização soube da divergência dos endereços, mas mesmo assim autorizou a obtenção de provas. Diante disso, os ministros do Supremo viram a divergência dos endereços como uma "violação do direito constitucional de inviolabilidade domiciliar".

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

PGR denuncia Bolsonaro por incitação pública ao crime de estupro


Ela Wiecko disse que, a conduta do deputado abala a sensação coletiva de segurança, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres

 A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, denunciou o deputado federal Jair Bolsonaro por incitar publicamente a prática de crime de estupro em entrevista ao Jornal Zero Hora, publicada no dia 10 de dezembro. A denúncia (Inq 3932) foi protocolada nesta segunda-feira, 15 de dezembro, no Supremo Tribunal Federal (STF) e será analisada pelo ministro Luiz Fux.

Na entrevista, ao ser questionado pelo jornalista sobre a declaração dada na Câmara dos Deputados de que não iria estuprar a deputada federal Maria do Rosário porque ela não mereceria, ele reiterou a afirmação.

De acordo com Ela Wiecko, “ao dizer que não estupraria a deputada porque ela não 'merece', o denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora do estupro”. A vice-procuradora destaca que ao afirmar o estupro como prática possível, o denunciado abalou a sensação coletiva de segurança e tranquilidade, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres, de que não serão vitimas de estupro porque tal prática é coibida pela legislação penal.

A vice-procuradora ainda destaca que, “embora o crime seja de menor potencial ofensivo, deixa de apresentar proposta de transação penal, tendo em vista o disposto no artigo 76, parágrafo 2º, inciso III, parte final, da Lei nº 9.099/95, por ser insuficiente a adoção da medida, considerando os motivos, as circunstâncias e a repercussão do crime”. Do site do PGR

Francischini vai perseguir Dilma?


 Anunciado , como novo secretário de Segurança Pública do Paraná, no governo do tucano Beto Richa,  o deputado federal oposicionista Fernando Francischini (SDD) promete usar sua nova função para ajudar a Justiça paranaense a continuar tocando os processos decorrentes da Operação Lava Jato.

"Esperamos que o ministro Teori Zavascki acompanhe a opinião pública brasileira, que confia no trabalho do juiz Sérgio Moro para levar a apuração da Lava Jato até o fim", disse Francischini em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) incumbido de relatar o caso e ao juiz da primeira instância que está conduzindo os processos.

Delegado da Polícia Federal, Francischini é líder do partido oposicionista Solidariedade na Câmara dos Deputados e tem sido um dos principais críticos do governo Dilma dentro do Congresso. Na CPI que investiga a Petrobras, ele foi autor de requerimentos de convocações  contra o governo.

No novo cargo, que deve assumir em 1º de janeiro, ele promete manter o tom das críticas, usando inclusive mensagens jocosas. Ao receber a confirmação de sua indicação para a Secretaria de Segurança Pública, por exemplo, ele tinha sobre a mesa de seu gabinete a réplica de um produto da Petrobras com uma sátira ao governo: "Lubrax - lubrifica a corrupção, caixa dois e propina", diz o rótulo.

Sem mandato ou bancada, Marina faz oposição virtual


Enquanto articula a criação da Rede, candidata derrotada do PSB enfrenta limites impostos pela conjuntura
 
 Marina Silva (PSB), terceira colocada nas eleições presidenciais deste ano, tem encontrado dificuldades em se reposicionar politicamente.

Apesar de ter retomado a criação do seu novo partido, a Rede Sustentabilidade, ela está discreta após o 2.° turno: aparece pouco em público e concentra sua atuação nas redes sociais.

Na semana passada, Marina, sem o palanque que um mandato parlamentar oferece, recorreu ao Facebook para criticar o governo. Disse que a mudança faria o governo perder "o que lhe resta de respeitabilidade".

Marina também usou as redes sociais para explorar as denúncias  na Petrobrás.Falou ainda de  desmatamento

Em rara aparição pública após a eleição, durante reunião da Rede,em São Paulo, Marina não quis conceder entrevista. Limitou-se a falar à militância e declamar um poema em que dizia "canta alma moída", em referência à dura campanha eleitoral: "Fomos desconstruí-dos", afirmou.

Enquanto reorganiza seu grupo, Marina tem enfrentado baixas em seu círculo imediato. Ela foi surpreendida há uma semana com o comunicado de que um dos seus principais operadores políticos iria deixar de ser porta-voz da Rede para se dedicar a um projeto pessoal. Walter Feldman, que foi o coordenador da campanha da ex-ministra este ano, decidiu assumir um cargo de chefia na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e, por isso, não vai conseguir manter a sua função na Executiva da Rede (mais informações abaixo).

 O plano da Marina é conquistar parlamentares para sua nova sigla. Seus aliados esperam atrair pelo menos dez, entre deputados e senadores, depois que a Rede for regularizada - o que deve acontecer até março. Com uma bancada pequena, a ideia é atuar em sintonia com partidos como o PSB, pelo qual Marina disputou as eleições este ano. Só então ela terá condições de retomar um protagonismo no debate nacional.

Há, porém, um complicador. O fato de ter apoiado Aécio no 2.° turno das eleições de outubro acabou por afastar políticos alinhados mais à esquerda.

Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a aliança com o tucano foi "um equívoco" e afastou do grupo alguns setores. "Muita gente deixou de considerara Rede como uma alternativa depois disso", afirmou. O senador diz que está aberto ao diálogo, mas que a sua disposição de se juntar ao grupo arrefeceu.

 Com a decisão de deixar o PV, ela ficou sem partido até 2013, quando começou a articular, sem sucesso, a Rede. Agora, quer ser dona de partido para disputar a eleição de  2018 como liderança partidária, mesmo que com uma pequena bancada. Também se dedicará a palestras, artigos na imprensa e, é claro, críticas ao governo no Facebook.

Feldman justifica à militância da Rede sua saída do projeto

O ex porta-voz nacional Walter Feldman justificou sua decisão de sair do projeto de Marina Silva e do partido. "A Rede está praticamente pronta", disse. 0 grupo contava com o apoio dele para colocar em prática a segunda tentativa de registrar a Rede no Tribunal Superior Eleitoral

Feldman argumentou que o movimento já conta com parlamentares prontos para migrarem para o partido assim que for legalizado; que faltam poucas assinaturas para a Justiça Eleitoral ratificar a criação da sigla, e que a Rede, assim como Marina Silva, sustentam uma imagem e dimensão pública relevantes. "Não existe mais a essencialidade da minha participação na Rede", afirmou.

Recém empossado secretário-geral da Federação Paulista de Futebol, onde começou a trabalhar no dia 19, Feldman vai trabalhar na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a partir de abril, quando Marco Polo dei Nero assumir a presidência da instituição.

Brasil supera Dinamarca em transparência de gastos de governo


O Brasil é mais transparente que Estados Unidos, Dinamarca, Noruega e Alemanha no que diz respeito à abertura de dados dos gastos do governo federal.

As informações sobre o grau de transparência de cada nação podem ser encontradas no Índice de Dados Abertos, que a ONG Open Knowledge (Conhecimento Aberto, em inglês) lançou nesta terça (9).

De acordo com o levantamento da instituição, que tem seções em vários países do mundo e foi oficializada no Brasil sob o nome Rede pelo Conhecimento Livre, o Reino Unido é o lugar mais avançado nessa área, com uma pontuação de 96%, seguido por Dinamarca e França. 

O Índice traz um ranking de países baseado na disponibilidade e acessibilidade de informações chave. Gastos governamentais, resultados eleitorais, horários dos meios de transportes e níveis de poluição estão entre as dez áreas centrais avaliadas pelo projeto. 

O Brasil está em 26º lugar, com 54%. De acordo com Everton Zanella Alvarenga, diretor-executivo da ONG no Brasil, a nota é a media da avaliação de cada área. 

A informação que o Brasil disponibiliza de forma melhor é sobre o Orçamento. O próprio braço brasileiro da Open Knowledge já criou uma ferramenta para visualizar esses dados. 

Cada área é avaliada com base em nove critérios. O primeiro é a existência do dado –a Bósnia-Herzegóvina, por exemplo, não tem levantamentos oficiais sobre os horários dos transportes públicos. No Brasil, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) dispõe das informações. 

Os outros critérios são: estar em formato digital, ser publicamente acessível, ser gratuito, estar disponível online, poder ser processado por um computador, estar disponível em grandes quantidades, ter uma licença de uso aberto e ser fornecida de maneira atualizada. 

A Rússia, por exemplo, tem um mapa oficial de seu território em um grau de detalhamento satisfatório, mas não disponibiliza essa informação ao público. Por isso, sua pontuação nessa área é de apenas 10%. 

O Brasil só obteve pontuação de 100% para os dados do Orçamento. A pior database Brasileira, segundo o Índice da Open Knowledge é das coordenadas de cada CEP, área em que o país apresentou piora em relacão a 2013.O Brasil atende a todos os requisitos de dados abertos para informações do Orçamento

domingo, 14 de dezembro de 2014

Propina a oficiais da FAB e a governador tucano constrange golpistas?


Episódio didático para aquele pequeno grupo de extremistas que sai com faixas pedindo "intervenção militar" como se fosse antídoto para a corrupção
Os poucos extremistas barulhentos que carregam faixas na Avenida Paulista pedindo "intervenção militar", "contra a corrupção", entraram em uma sinuca de bico com a notícia de que dois oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) teriam recebido suborno da empresa de manutenção aérea Dallas Airmotive, com sede nos Estados Unidos.
Outro caso de suborno da mesma empresa envolve um oficial do gabinete do governo de Roraima, na gestão do ex-governador Anchieta Júnior, do PSDB... Leia mais aqui

sábado, 13 de dezembro de 2014

20 anos de roubalheira:Propinas do Metrô do PSDB de São Paulo passavam por contas no Uruguai.


Os investigadores terão acesso a duas contas em Montevidéu, pelas quais passavam os pagamentos

Ao aprofundar a apuração sobre o cartel do Metrô de São Paulo, os promotores e os procuradores envolvidos nas investigações descobriram que as movimentações financeiras do esquema percorreram o mundo. Foram detectadas transações suspeitas em seis países, além do Brasil. Por meio delas, circulou o dinheiro de multinacionais e de lobistas, destinado a pagar propina a agentes públicos de estatais paulistas. Mediante suborno, empresas – como a francesa Alstom ou a alemã Siemens – obtiveram contratos superfaturados em 30% para fornecer trens e equipamentos ao Metrô de São Paulo e à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Um prejuízo estimado em R$ 834 milhões aos cofres públicos. Na trilha desse dinheiro, a investigação chegará, em breve, a um novo e decisivo destino: o Uruguai.

Em janeiro, uma força-tarefa desembarcará em Montevidéu. Os integrantes do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público Federal terão acesso a uma leva de documentos por meio da cooperação com as autoridades locais. Entre eles, estão movimentações bancárias no país. Duas delas são consideradas chave para elucidar uma incógnita das investigações: se há corruptores, quem são os corrompidos? É o que devem responder os extratos das contas usadas pelo lobista Arthur Teixeira e seus representantes no Uruguai, Nicolas Juan Alonso e Roberto Diego Licio. Segundo informações preliminares, nelas ingressou dinheiro das multinacionais, e delas saiu pagamento de propina.

Para os responsáveis pela investigação, Teixeira ocupa papel de destaque na engrenagem financeira. Ele é considerado o pivô das fraudes nas estatais metroferroviárias de São Paulo. Ao lado de Sergio Teixeira – morto em 2011 –, ele  controlava duas empresas de “consultoria” no Brasil e três offshores sediadas no Uruguai: Leraway, Gantown e GHT. Todas registradas no mesmo endereço: um escritório de contabilidade em Montevidéu, conhecido por abrir e gerenciar firmas de fachada. As offshores simulavam serviços de consultoria para multinacionais interessadas em contratos com as estatais paulistas, entre 1998 e 2008, durante os governos dos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Pelos contratos, companhias como Siemens e Alstom aceitavam pagar percentuais em futuros contratos e aditivos obtidos do Metrô paulista e da CPTM.  Os recursos recebidos pelas offshores no Uruguai remuneraram serviços variados prestados por Teixeira. Ele comandava reuniões com executivos do cartel para repartir os projetos das estatais. Definia também, nos encontros, os valores das propostas superfaturadas a apresentar nas licitações. Para garantir que os acordos saíssem do papel, repassava parte dos valores recebidos como propina a agentes públicos.

As conexões de Teixeira emergiram com o acordo de leniência da Siemens, em junho de 2013. Em troca de redução de sanções para a empresa e seus executivos, a Siemens confessou a participação no cartel, que reunia 12 empresas. Desde então, o ex-diretor da área de transportes da Siemens Everton Rheinheimer passou a narrar os bastidores do esquema. Contou aos promotores que Teixeira se apresentava como “indicação do cliente (CPTM) para organizar o mercado”. “Arthur Teixeira dizia que os contatos com o cliente se davam na pessoa de Zaniboni e Lavorente”, afirmou. João Roberto Zaniboni foi diretor da CPTM entre 1999 e 2003. José Luiz Lavorente faz parte da direção da CPTM desde 1999. Ambos estão numa lista de 33 indiciados pela Polícia Federal no último dia 1o, em que aparecem também Teixeira e o atual presidente da CPTM, Mário Bandeira.

Os documentos uruguaios esclarecerão uma incógnita da investigação: quem foram os corrompidos?
As movimentações de Teixeira também são seguidas de perto na Europa. Numa reunião com procuradores suíços em Berna, no começo do mês, uma delegação brasileira recebeu informações sobre cerca de dez novas contas dele até então desconhecidas. A partir de março, os investigadores brasileiros e suíços compartilharão ações contra os envolvidos nas fraudes do Metrô. A ideia é que eles respondam pelos delitos nas esferas civis e criminais tanto no Brasil como na Suíça. A comitiva brasileira ficou surpresa com a desenvoltura com que Teixeira agia e com as somas que ele movimentou em bancos suíços. Lá, ele responde a uma ação por lavagem de dinheiro.

Entre as evidências do processo, está um depósito feito em 27 de abril de 2000. Da conta 524374 Rockhouse, no banco Credit Suisse, em Genebra, Teixeira transferiu US$ 103.500 para uma conta denominada Milmar. O beneficiário era Zaniboni, o ex-diretor da CPTM. Ele disse ter recebido por consultorias. Não é o que pensam as autoridades suíças. Elas informaram a existência de indícios de que outras contas de agentes públicos paulistas também foram abastecidas por Teixeira. Em depoimento aos promotores, Teixeira negou ser lobista, disse ter prestado serviços de consultoria às empresas do cartel, refutou ser dono das offshores  e seu envolvimento com irregularidades.

Ao mesmo tempo, os promotores tentam recuperar o dinheiro desviado. Estima-se que o Metrô de São Paulo e a CPTM tenham sido lesados em R$ 834 milhões. Numa ação na Justiça movida no último dia 4, promotores pedem que dez empresas do cartel sejam condenadas a devolver R$ 418 milhões ao Estado de São Paulo. A ação só leva em conta os contratos firmados entre 2001 e 2003 para a manutenção de trens da CPTM e pede a dissolução das empresas envolvidas no cartel. A Alstom afirma que não “comentará investigações em andamento e reitera que está colaborando com as autoridades competentes”. A Siemens diz que foram as suas denúncias que “deram origem às atuais investigações” e que “sempre desejou e apoiou o total esclarecimento desse episódio”. Da Revista Época

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Justiça Federal bloqueia R$ 600 milhões de empresas do propinão tucano nos trens


A Justiça Federal em São Paulo determinou o bloqueio de cerca de R$ 600 milhões de empresas acusadas de formação de cartel para fraudar licitações de trens em São Paulo de 1998 a 2008, em governos do PSDB.

Foram alvo do sequestro de bens as companhias Alstom, CAF, Siemens, Bombardier, Mitsui e TTrans.

Na semana passada executivos destas empresas foram indiciados no inquérito da Polícia Federal que apura a atuação do cartel para combinar resultados de licitações e corromper servidores do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Além disso, o Ministério Público de São Paulo ingressou com ação civil pública contra 11 empresas para restituição de R$ 418 milhões aos cofres públicos por suspeitas de irregularidade em contratos de manutenção preventiva de trens da CPTM.

Investigação

Em julho de 2013, a Folha revelou que a multinacional Siemens delatou a autoridades antitruste a existência de um cartel em licitações para obras e serviços de manutenção do Metrô de São Paulo e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Documentos da Siemens entregues ao Cade mostravam que o governo estadual, controlado pelo PSDB, teria dado aval ao conluio. A empresa fez acordo que lhe garantirá imunidade se as denúncias forem comprovadas. Além da Siemens, o cartel envolveria Alstom, Bombardier, CAF e Mitsui.

Em São Paulo, o esquema teria começado em 1998, no governo Mário Covas, e ido até 2008. Apesar de a Siemens negar pagamento de propinas a políticos, um ex-diretor da empresa disse nomes dos tucanos  à Polícia Federal. Na Folha