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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Dilma deve assegurar participação social como política de governo

A chantagem do PMDB  começou

Com ou sem decreto que institui a Política Nacional de Participação Social, reeleição da presidenta lhe dá respaldo para que amplie espaço da sociedade em decisões de governo

Henrique Eduardo Alves está na lista do PMDB para comandar o Ministério da Previdência. Atualmente, quem ocupa a pasta é Garibaldi Alves, que voltaria a ocupar sua cadeira no Senado, e cotado pelos peemedebistas presidi-lo. O ímpeto peemedebista também foi um gesto político de disputa que passa pelo desejo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se eleger presidente da Câmara, com apoio da oposição se for preciso, e de ganhar mais espaço dentro do governo... Continue lendo aqui

PF suspeita que Youssef foi induzido a acusar Dilma e Lula, para influir na eleição deste ano


PF suspeita que Youssef foi induzido a acusar Dilma e Lula, numa operação para influir na eleição deste ano

Antes mesmo de alguma informação do inquérito, em início na Polícia Federal, sobre o vazamento da acusação a Lula e Dilma Rousseff pelo doleiro Alberto Youssef, não é mais necessário suspeitar de procedimentos, digamos, exóticos nesse fato anexado à eleição para o posto culminante deste país. Pode-se ter certeza.

Na quarta 22, um dos advogados de Youssef pediu para fazer uma retificação em depoimento prestado na véspera por seu cliente. No interrogatório, perguntou quem mais sabia (...) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação. Ou seja, foi só a acusação.

As aspas em vazamento , lá em cima, são porque a palavra, nesse caso, sem aspas será falsa. As outras aspas indicam a origem alheia de frases encontradas a meio de uma pequena notícia, com a magreza incomum de uma só coluna no estilo em tudo grandiloquente de certos jornais, e no mais discreto canto interno inferior da pág. 6 de O Globo , de 29/10. Para precisar melhor: abaixo de um sucinto editorial com o título Transparência , cobrando-a da Petrobras.

Já no dia seguinte à retificação , Veja divulgou-a, abrindo o material ao uso que muitos esperaram por parte da TV Globo na mesma noite e logo por Folha , O Estado de S. Paulo e Globo . Nenhum dos três valeu-se do material. Se o fizessem, aliás, Dilma, Lula e o PT disporiam de tempo e de funcionamento judicial para para uma reação em grande escala, inclusive com direito de resposta em horário nobre de TV. O PT apenas entrou com uma ação comum contra Veja .

O que foi evitado a dois dias da eleição, foi feito na véspera. A explicação publicada, e idêntica em quase todos os que se associaram ao material da revista, foi de que aguardaram confirmar o depoimento de Youssef. Àquela altura, Lula, Dilma e o PT não tinham mais tempo senão para um desmentido convencional, embora indignado, já estando relaxados pelo fim de semana os possíveis dispositivos para buscarem mais.

O Globo não dá o nome de um dos advogados . Até agora constava haver um só, que, sem pedir anonimato, foi quem divulgou acusações feitas em audiências judiciais, autorizado a acompanhá-las, que nem incluíam o seu cliente. Seja quem for o requerente, pediu e obteve o que não houve. Retificação é mudança para corrigir. Não houve mudança nem correção. E o pedido do advogado teve propósito explícito: os nomes de quem mais sabia da prática de corrupção na Petrobras. Uma indagação, com o acusado preso e prestando seguidos depoimentos, sem urgência. E sem urgência no processo, insuficiente para justificar uma inquirição especial.

O complemento dessa sequência veio também na véspera da eleição, já para a tarde. Youssef foi levado da cadeia para um hospital em Curitiba. O médico, que se restringiu a essa condição, não escondeu nem enfeitou que encontrara um paciente consciente, lúcido e orientado , cujos exames laboratoriais estão dentro da normalidade . Mas alguém vazou de imediato que Youssef, mesmo socorrido, morrera por assassinato.

O boato da queima de arquivo pela campanha de Dilma ia muito bem, entrando pela noite, quando alguém teve a ideia de telefonar para a enlutada filha da vítima, que disse, no entanto, estar o papai muito bem. O jornalista Sandro Moreyra já tinha inventado, para o seu ficcionado Garrincha, a necessidade de combinação prévia com os russos.

A Polícia Federal suspeita que Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, 21, e a alegada retificação na quinta, 23. Suspeita um pouco mais: que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial.

A Polícia Federal tem comprovado muita e crescente competência. Mas, nem chega a ser estranho, jamais mostrou resultado consequente, quando chegou a algum, nos vários casos de interferência em eleições. Não se espere por exceção. 

Por Janio de Freitas - Coluna da Folha

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Batata da Veja/Tucanos assa na PF. Suspeita de armação em depoimento de Youssef.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/pf-suspeita-de-armacao-em-depoimento-de-youssef-diz-jornal-3259.html

Segundo o jornalão "O Globo", a Polícia Federal tem indícios de que a capa da revista Veja às vésperas das eleições para tentar eleger Aécio Neves (PSDB) pode ter sido resultado de uma operação criminosa premeditada.

O advogado de defesa do doleiro Alberto Youssef, com fortes vínculos c/ o governo de Beto Richa (PSDB-PR), pediu para retificar o depoimento do doleiro. Aí incluiu uma pergunta para Youssef responder que "acreditava, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem".

A declaração de Youssef é mera opinião pessoal, não é testemunho, por isso, oficialmente, nem o incrimina apenas por esta declaração. Mas a partir do momento que pode ter sido planejada com fins de produzir a capa da Veja e trapacear o processo eleitoral, ganha outros contornos de crimes bem mais graves envolvendo bem mais gente. Precisa ser investigado à fundo.

Eis a notícia no jornalão "O Globo", em notinha pequena e escondida:

PMDB e tucanos dão tiro no pé: derrota na Câmara é vitória de Dilma junto ao povo.

Câmara dos Deputados insiste em deixar o povo do lado de fora.
Que mal há em ouvir cada vez mais o povo para governar?
Principalmente com as tecnologias existente de redes sociais no século XXI?
Tem uma genial frase de Darcy Ribeiro, dizendo que havia fracassado em muitas tentativas de superar a pobreza, as carências educacionais e o subdesenvolvimento nacional, mas detestaria estar no lugar dos que o venceram.

A frase cai como uma luva na votação do projeto de autoria de dois deputados do DEM (Mendonça Filho e Ronaldo Caiado) para revogar o decreto da presidenta Dilma que criou o Plano Nacional de Participação Social.

Quem perdeu a votação na Câmara, a presidenta Dilma, fica do lado dos anseios populares. Quem "venceu" a votação fica mal na fita, tirando direitos do cidadão ter mais voz.

As V.Exas. da Câmara que a derrotaram, só deram visibilidade a uma coisa extremamente positiva para a popularidade da presidenta: Dilma está do lado da participação popular, do lado do povo ter voz no governo. A Câmara dos Deputados é que ficou contra.

O decreto apenas institucionalizava como política de estado a participação popular em caráter consultivo na formulação de políticas governamentais, sem tirar nenhum poder, nem invadir funções do legislativo.

Incluía inclusive a participação popular através da internet. É inconcebível em tempos de redes sociais que a política não se modernize e ouça mais o povo diretamente, dando mais cidadania e mais protagonismo popular.

Foi resultado do diálogo da Presidência da República com amplos setores da sociedade, conduzido pelo ministro Gilberto Carvalho, e que se acelerou após as grandes manifestações de junho de 2013, que pediam principalmente mais participação popular para o povo ter mais voz nas decisões nacionais e haver maior representatividade dos governantes eleitos.

A extrema direita, capitaneada pela revista Veja, demonizava o decreto, mentindo sobre seus efeitos como se levasse à uma "ditadura bolivariana" (sabe-se lá o que significa isso nas cabeças ensandecidas dos leitores da Veja), substituindo o Congresso Nacional por conselhos. Óbvio que é uma mentira deslavada. O decreto nem toca em nenhuma atribuição legislativo, por onde tem que passar todas as leis. Não mexe em estruturas institucionais.

Na prática, com ou sem decreto, o governo pode e deve consultar a sociedade para construir políticas públicas. Nada impede do governo conversar com todos os setores representativos da sociedade, colher sugestões, debater e até explicar efeitos colaterais nocivos que algumas reivindicações poderiam trazer. É até muito saudável esse processo de diálogo para amadurecer decisões.

O decreto apenas institucionalizava o processo de diálogo como uma política de estado e não de governo. Com Dilma reeleita a política de governo continuará existindo, com ou sem decreto.

O que é isso, PSB?

Só PT, PCdoB, PSOL e parte do PROS defenderam o projeto. Todos os outros partidos foram contra, inclusive PSB e PDT, confirmando sua guinada para o conservadorismo arcaico e um distanciamento das lutas populares transformadoras. Dos 15 deputados do PSB que votaram, 14 votaram contra o povo, e só Luiza Erundina (PSB-SP) destoou, indo contra a orientação de seu partido, que inclui entre seus companheiros o "socialista" Paulo Bornhausen (PSB-SC).

O ímpeto do PMDB em colocar em votação o projeto de autoria do DEM, dois dias após a eleição, para impor uma derrota à presidenta Dilma (derrota simbólica, porque na prática a participação popular não fica inviabilizada com a derrubada do decreto), foi mais um gesto político de disputa de espaços de poder, que passa pelo desejo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se eleger presidente da Câmara, com apoio da oposição se for preciso, além da disputa por mais espaço dentro do governo.

Não tem problema. O povo está do lado da Dilma nesta "derrota", que deu mais visibilidade ao caráter popular do governo da presidenta.

Nome aos bois. Quem votou contra mais participação popular:

Abaixo, a lista de quem votou a favor do povo ter voz e poder de influência nas decisões nacionais e de quem trata o povo como gado que não pode falar, tem só que ouvir discursos de V.Exas.:
(Obs: considere obstrução como voto a favor da participação popular, pois era o recurso possível naquela sessão de votação):

TV Amapá comprova: Aécio é o escolhido de Sarney.


Em público os tucanos atacam Dilma por José Sarney (PMDB-AP) ter apoiado seu governo (se "esquecendo" que Sarney apoiou FHC, Itamar Franco, e que Aécio Neves apoiou Sarney quando ele foi presidente).

Nos bastidores, as relações de Aécio Neves (PSDB-MG) com Sarney são as mais profundas possíveis e inimagináveis, desde antes de Sarney ser escolhido para vice de Tancredo, e antes de Aécio ser nomeado para diretor da Caixa, por Sarney e Dornelles (primo de Aécio).

Nem duvido que Aécio poderia ter pedido para Sarney apoiar Dilma em vez de apoiar ele, em um jogo de compadres combinado, pensando em tirar votos dela, devido a imagem do ex-presidente estar desgastada e impopular.

A TV Amapá acabou conseguindo filmar Sarney na hora de votar e pegou um ângulo que dá para ver ele votando no 45, número de Aécio. A câmara mostra a imagem de Aécio aparecendo na tela da urna antes de teclar "confirma".

terça-feira, 28 de outubro de 2014

As entrevistas de Dilma na Band e no SBT. Só Bonner não entrou no Alvorada.

Tanto Boechat como Kennedy Alencar foram recebidos no Palácio do Alvorada para entrevistas excusivas às TVs Bandeirantes e SBT, diferente do que aconteceu ontem com William Bonner da TV Globo que teve que fazer entrevista por teleconferência.

Entrevista da Dilma Ao Jornal do SBT:



Ao Jornal da Band:

Derrotada nas eleições, mídia troca golpismo por lobismo, por ora


A grande derrotada nas eleições presidenciais foi a mídia tradicional, seguida pelos bancos privados. A imprensa corporativa, patrocinada por estes bancos, passou anos doutrinando o brasileiro a se afastar da luta política, a criminalizar movimentos sociais, a ver a política apenas como sinônimo de corrupção e não como instrumento de transformação da realidade, a que todo cidadão deve se engajar de alguma forma, nem que seja apenas votando com consciência política.

O truque é simples: o povo é induzido a odiar a política e desiste da luta pelo poder popular, então a classe dominante ocupa o poder com seus candidatos manietados. Leia mais aqui.

Só depois das eleições, Estadão conta que irmão da Dilma é tão simples que seu carro é um fusca.


Até domingo não interessava desmentir Aécio. Depois que passou as eleições o jornal Estadão resolveu desengavetar uma reportagem sobre Igor Rousseff, irmão da presidenta Dilma adepto da vida simples como Pepe Mujica, acusado de forma mentirosa por Aécio Neves em um debate de ter sido funcionário fantasma na prefeitura de BH.

Eis a matéria:

IRMÃO DA PRESIDENTE, O EX-HIPPIE DE PASSA TEMPO

Morador do interior mineiro, Igor Rousseff saiu do anonimato após acusação de ter sido servidor fantasma.

Diego Zanchetta - Enviado especial a Passa Tempo

Adepto da filosofia budista e ex-hippie, Igor Rousseff, advogado de 67 anos que agora tenta criar tilápias, é o único irmão da presidente reeleita. Ele mora há quase duas décadas na pequena e
bucólica Passa Tempo, cidade no interior de Minas Gerais com cerca de 8 mil habitantes e duas dezenas de cachoeiras. Ontem à noite ele recebia, em sua pequena casa com portão baixo de
madeira e um fusca verde na garagem, amigos que entravam sem bater para cumprimentá-lo pela vitória da irmã.

Janio de Freitas: O que está dividido são os votos, não o país


A soma dos votos em Dilma e Aécio leva a 105,5 milhões; logo, o que está dividido são os votos, não o país

Entre as incontáveis confusões propaladas a respeito da eleição presidencial, já se tornou lugar-comum a afirmação de que o Brasil dividiu-se ao meio. Afirmação que vem de antes da votação, induzida pelas pesquisas, e dada como definitiva e comprovada pela proximidade dos 51,64% de votos em Dilma e 48,36% em Aécio, ou 54,5 milhões para ela e 51 milhões para ele. Mas o tal país dividido em dois não existe. Ao menos no Brasil.

A soma dos votos em Dilma e Aécio leva a 105,5 milhões de eleitores, equivalentes à metade da população, também em número redondo, de 200 milhões. Logo, o que está dividido ao meio, ou quase, são os votos, não o país. No qual os 51 milhões de Aécio correspondem a 1/4 da população. O mesmo se dando com Dilma. E, portanto, nenhum deles dividindo o país em dois. Cada um é apenas metade da metade dos brasileiros. Além dos totais de eleitores que se aproximam, sobra outro tanto na população do Brasil.

Mas a ideia do país dividido ao meio, rachado, metade contra metade, é necessária. Como diz o velho slogan, a luta continua --tão consagrado quanto seu companheiro de derrotas o povo unido jamais será vencido . Fora Lula , Fora PT , Fora Dilma foram levados à urna por um símbolo físico, o símbolo que foi possível arranjar, nas circunstâncias ingratas. Não sucumbem, porém, no desastre do seu representante ocasional. São uma ideia de força. E, mal a contagem concluíra, já um dublê de blogueiro e colunista político lançava, altissonante e global, o brado da beligerância: O país está dividido e a culpa é do PT . Beligerância ferida, sim, mas não de morte. Apenas no cotovelo.

Há que considerar ainda, na divisão do país, a quantidade imensa de eleitores que não se manifestaram por um nem por outro candidato. Os ausentes na votação foram 30,13 milhões. Os que anularam o voto, 5,21 milhões. Somados também os que deixaram o voto em branco, totalizam-se 37,27 milhões de eleitores. Ou 27,44% do eleitorado. Excluídos os possíveis ausentes por morte, não é imaginável que esse povaréu, quase um quinto da população, seja desprovido de toda preferência com sentido político. A propaganda de divisão meio a meio os elimina do cômputo, mas existem e são comprovantes, também, do país multifacetado --como sempre.

As referências de Dilma ao diálogo aproximativo com a oposição e, de outra parte, o espírito da propaganda de país dividido são conflitantes. E não por um instante de sensibilidades contrárias de vitoriosos e derrotados. As divergências são de fundo, na percepção das necessidades e na prospecção de futuros do Brasil. A meta dos derrotados na urna continua a mesma. Os meios de buscá-la, também, se todos os recém-usados continuarem possíveis. E se não vierem a contar com outros, não menos conhecidos.

União, nem em Minas, onde foi feito o julgamento de Aécio, derrotado duas vezes por seus ex-governados. União, só a de Marina, do nome Eduardo Campos, da viúva Campos, de Aécio e do PSB para o vexame presunçoso de perder para Dilma por 70% a 30%, o 7 x 1 em versão eleitoral.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dilma deu primeira entrevista à Record. Bonner é barrado no Alvorada.



A primeira entrevista exclusiva de Dilma após reeleita foi concedida à TV Record. A jornalista Adriana Araújo foi ao Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Só depois, concedeu entrevista ao Jornal Nacional. Mas neste caso a entrevista foi por teleconferência. Ou seja, Bonner ficou no estúdio e não entrou no palácio do Alvorada.

Abaixo a entrevista na Record:

Hoje é o dia do Lula. Feliz aniversário guerreiro


Hoje é o aniversário do nosso querido amigo e eterno Presidente Lula. O presente, todos nós, unidos, demos ontem, a vitória da presidenta Dilma. Hoje, todos nós, os amigos do Lula, queremos dar  parabéns. Esperamos que Lula tenha um dia super feliz, com tudo o que tem direito, muita festa e um monte de emoção. Feliz aniversário!Descanse muito dessa batalha que foi a campanha eleitoral...  E até 2018!...É gente! se preparem. Ele vai voltar!
Em Brasília, também teve comemoração pelo aniversário do Lula. Olha lá o pratinho de bolo para Dilma

Dilma venceu na maioria das cidades que 'marinaram'



O apoio de Marina Silva ao candidato tucano Aécio Neves não surtiu o efeito esperado pelo PSDB. Dos 99 municípios brasileiros em que a então candidata Marina venceu no primeiro turno, 59 optaram ontem pela continuidade do governo petista, ao dar a maioria dos votos à presidente Dilma
Nem mesmo em Pernambuco, terra do ex-candidato do PSB Eduardo Campos, o tucano conseguiu superar Dilma. Pelo contrário.

A presidente venceu em todos os 51 municípios do Estado em que Marina havia triunfado no primeiro turno, apesar da coligação com Aécio das forças políticas tradicionais que davam sustentação a Campos. Em Recife, capital do Estado, onde a candidata do PSB havia amealhado 63,29% dos votos válidos na primeira rodada, Dilma atingiu 59,2%, livrando uma vantagem de 19 pontos percentuais em relação ao tucano.

No acre terra natal de Marina, o tucano conseguiu capturar os votos em quatro dos cinco municípios do Acre que deram a vitória à ex-senadora no primeiro turno. Na capital do Estado, Rio Branco, ele obteve 69,38% dos votos válidos. A exceção foi Santa Rosa dos Purus, município com 2,7 mil eleitores, em que Dilma recebeu 55,15% dos votos válidos.

Em Alagoas, em sete de oito municípios em que Marina havia vencido, Aécio superou a presidente Dilma Rousseff. Mas em Maceió, onde Marina tinha obtido 34,37% dos votos válidos no primeiro turno, Dilma bateu Aécio, mas por uma vantagem mínima (51,09%).

O "efeito Marina" não ajudou de forma decisiva Aécio no Estado do Rio de Janeiro. Embora ele tenha superado Dilma em 11 dos 15 municípios que haviam preferido a ex-senadora no primeiro turno, o tucano viu a presidente superá-lo nas cidades com maior número de eleitores.

Na capital do Estado, em que a candidata do PSB obtivera 31,13% no primeiro turno, a petista conseguiu uma vitória apertada, obtendo 50,79% dos votos válidos na segunda rodada, ante 49,21% do tucano. Dilma também venceu Aécio em Volta Redonda, Macaé além de triunfar na pequena Carapebus.

Nos 11 maiores colégios eleitorais do país - cidades com mais de 1 milhão de eleitores -, Aécio venceu em seis deles (São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belém). A maior vantagem foi obtida na capital paranaense, onde o tucano obteve quase 72% do votos válidos.

No maior colégio eleitoral do país, a cidade de São Paulo, Aécio conquistou quase 32% dos eleitores que não haviam votado nele no primeiro turno. Com isso, obteve 63,81% dos votos válidos na capital paulista.

Ele também venceu em oito dos nove municípios paulistas que deram a vitória à candidata do PSB no primeiro turno. O tucano saiu vencedor em cidades relevantes como Guarulhos, Guarujá, Mauá e Suzano. A candidata petista à reeleição levou apenas Ferraz de Vasconcelos.

No Sudeste, embora tenha perdido em Minas Gerais - o que para alguns analistas lhe custou a derrota nestas eleições -, Aécio venceu na capital Belo Horizonte, onde teve pouco mais de 64% dos votos válidos.

No entanto, o apoio de Marina e do PSB de Eduardo Campos não conseguiu abalar a hegemonia petista em grandes capitais do Nordeste. Em Salvador (BA) e Fortaleza (CE), Dilma, que já tinha conquistado praticamente metade do eleitorado no primeiro turno, ampliou a vantagem na segunda etapa da corrida ao Palácio do Planalto. Na capital baiana, a diferença em relação ao tucano foi de 67,3% contra 32,8%, enquanto em Fortaleza Dilma ficou com 68% dos votos válidos, ao amealhar mais de 28% dos eleitores que não tinham votado nela no primeiro turno.

Em Palmas, capital do Tocantins, onde Marina teve 34,63% dos votos no primeiro turno, o candidato tucano venceu ontem com 50,60%, ante 49,40% da presidente reeleita.

Pelo país, militantes comemoram vitória com bandeiras e camisetas vermelhas




A confirmação da vitória de Dilma  na eleição presidencial levou milhares de eleitores, muitos vestindo blusas vermelhas e carregando bandeiras do PT, para as ruas do país na noite de ontem. No Rio, sob forte chuva, cerca de 5000 pessoas que se concentravam ao lado dos Arcos da Lapa festejaram aos gritos de "É tetra, é tetra" quando o telão instalado no local anunciou o resultado da apuração. Acompanhando o coro, um carro de som tocou o áudio de Galvão Bueno gritando a frase quando o Brasil foi tetracampeão da Copa do Mundo. Entre a multidão, pessoas se abraçavam e choravam emocionadas.

Também não faltaram  músicas ironizando o candidato Aécio Neves (PSDB) e a crise de água que afeta São Paulo, estado governado pelos tucanos desde 1995. Os militantes carregavam baldes e puxaram gritos: "Tadinho, quem vota no Aécio toma banho de baldinho" Os petistas ainda usaram camisetas bem-humoradas, com textos como "Proibido virar à direita"," e aproveitaram a chuva que caía no Rio para provocar o candidato do PSDB:São as lágrimas do Aécio - gritou um militante petista.

Em São Paulo, quase 10 mil  militantes petistas escolheram a Avenida Paulista como palco para a comemoração. Por volta das 21h, a pista sentido Consolação foi totalmente fechada em frente ao prédio da TV Gazeta.

Também houve uma grande concentração de simpatizantes e eleitores do PT em frente ao Museu de Artes de São Paulo (Masp): vestindo roupas vermelhas e carregando bandeiras com o nome de Dilma, eles cantavam músicas como "É 13, é 13, é Dilma presidente" e "Olê, olá, Dilma, Dilma"

Em Recife, a festa petista com 30 mil  (segundo a PM) ocupou a Praça de Casa Forte e o entorno do Marco Zero, com bandeiras do partido e de movimentos sociais sendo balançadas pelos militantes. O mesmo ocorreu em Minas, estado de Aécio e de Dilma: os petistas se reuniram em frente à sede do partido em Belo Horizonte e viram a divulgação do resultado num telão. Já em Brasília, centenas de eleitores se reuniram para ouvir o discurso de Dilma após a confirmação da vitória. •

Venceu a consciência política. #DilmaNovamente



Esta, talvez, junto com 2006, tenha sido a maior vitória dos segmentos populares na história do Brasil.

Em 2002 foi a virada, onde pela primeira vez, pelo menos após a redemocratização, tivemos um governo popular. Mas vencemos com ajuda do voto anti-FHC, que ninguém aguentava mais e com o carisma do Lula. Em 2010 boa parte dos brasileiros votaram com "a mão no bolso" devido aos resultados espetaculares do segundo mandato do governo Lula.

Não se enganem com o resultado apertado de ontem, porque desta vez , cada voto em Dilma foi um voto de consciência política.

Não é pouca coisa ter 51,64% dos eleitores votando com plena consciência política, ainda mais diante de uma verdadeira tentativa de golpe midiático.

Bendito segundo turno. Foi sofrido, foi suado, foi até perigoso devido à tentativa de golpe da velha mídia, mas elevou bastante a consciência política do eleitor, ao se ver diante da escolha entre dois projetos de nação diferentes. Um progressista, popular, nacionalista, humanista e transformador contra outro neoliberal, reacionário, elitista e colonizado.

Foi emocionante vermos jovens que estavam à procura de causas desde as manifestações de junho de 2013, se identificarem mais com Dilma do que com o discurso da classe dominante impondo a anti-política pregada pela Globo, Veja, Itaú, Marina, Aécio. E essa juventude tomou lado.

domingo, 26 de outubro de 2014

O voto da Dilma e do Lula.



E a entrevista coletiva de Lula de manhã: