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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Alckmin já ameaça cortar totalmente a água em 5 dias da semana.


Vai ser um problemão tomar banho só duas vezes na semana com esse calorão em São Paulo.

E o vaso sanitário? Não dá para segurar de segunda até sábado as necessidades fisiológicas. Se a família tiver 4 ou mais pessoas, então a coisa vira estado de calamidade na casa.

O comércio, bares, restaurantes, shopping, hotéis, escolas podem passar pelo mesmo perrengue.

O diretor metropolitano da Sabesp (companhia de água e esgoto), Paulo Massato Yoshimoto, em visita a cidade de Suzano, ao lado do governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), aterrorizou a população paulista com um aviso:
"... para reduzir 15 metros cúbicos por segundos no Cantareira precisaria de um rodízio de dois dias com água por cinco dias sem água. Se for necessário, para não chegar no zero na represa, não ter mais água nenhuma para distribuir, lá no limite, se as obras não avançarem na velocidade que estamos planejando, podemos correr esse risco de um rodízio drástico”, disse.
Ou seja, há o sério risco de cada casa ter água só dois dias na semana e nos outros cinco dias a água ficar cortada. Isso, para não ficar os 7 dias sem água com o Cantareira totalmente seco.

E o governador tucano falou na campanha eleitoral que a população podia ficar tranquila que estava tudo sob controle e garantiu que não haveria racionamento. Só se for para ele e a sua família.

Eis a reportagem da TV Record:

Dilma "incorporou" Lula no excelente discurso. Só faltou um recado contra sonegadores.


No discurso da presidenta Dilma que abriu a reunião ministerial de terça-feira (27), se alguém tinha dúvidas sobre os compromissos do governo dela com a inclusão social, distribuição de renda, geração de empregos, direitos trabalhistas e desenvolvimento social e humano, ela eliminou estas dúvidas.

Para Dilma o ajuste fiscal não é nenhuma guinada política, nem desvio de rumo, é apenas uma ferramenta necessária de usar momentaneamente para reequilibrar as contas, uma das condições para ter recursos para continuar o projeto implantado no governo Lula desde 2003, que ela segue e vai continuar seguindo.

O desequilíbrio nas contas públicas ocorreu após os esforços feitos nos últimos anos de crise com desonerações e incentivos para geração de empregos e crescimento, que deu resultados até aqui, evitando recessão e desemprego, mas deu sinais de esgotamento em 2014, necessitando reequilibrar. Entretanto, segundo Dilma, as metas estabelecidas foram dimensionadas para surtir efeito na queda de juros e da inflação até o fim do ano, na retomada do crescimento e geração de empregos, mas não são drásticas a ponto de provocar recessão nem desemprego.

Dilma citou casos de sucesso da economia brasileira e medidas de estímulo à produção e a exportação que estão sendo preparadas.

O conteúdo do discurso ficou até parecido com os discursos do presidente Lula.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Gasolina do Aécio seria R$ 4,07 seguindo o padrão tucano de FHC.


Durante os governos Lula e Dilma, o preço da gasolina subiu bem abaixo da inflação.

Corrigindo pela inflação o preço médio pago na bomba nos postos do Brasil em dezembro de 2002, fim do governo tucano de FHC, corresponde ao valor de R$ 4,07 o litro.

Os dados são apurados na pesquisa de preços feita pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) e corrigidos pelo IPC-A (IBGE). O preço é a média cobrada em milhares de postos de todo Brasil, lembrando que uns cobram mais e outros menos.

No fim do governo Lula, em dezembro de 2010, o preço da gasolina na bomba, em dinheiro de hoje, corrigido pela inflação, corresponde a R$ 3,33, bem abaixo do padrão tucano.

No fim do primeiro governo Dilma, em dezembro de 2014, o preço médio estava mais baixo ainda, ficando em R$ 3,03.

Em fevereiro entrará em vigor um acréscimo de impostos de R$ 0,22 sobre a gasolina. Mesmo que os postos repassem integralmente este valor para o preço final (nem todos repassarão tudo), o preço médio ficará em cerca de R$ 3,25, ligeiramente menor do que o preço no fim do governo Lula, e bem abaixo do preço tucano de 2002.

No momento em que precisou adotar medidas anticíclicas e manter a inflação dentro da meta, Dilma chegou a zerar a CIDE (espécie de imposto regulador sobre o preço da gasolina), que agora está sendo reposta porque em 2014 a arrecadação ficou abaixo do esperado, por diversos fatores externos ao governo, como o terrorismo econômico praticado pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e por especuladores, com a consequente retração de investimentos por empresários em ano eleitoral, mesmo com as desonerações, incentivos e alguns subsídios à produção.

Além disso, a volta da CIDE ajuda a resolver outros problemas importantes mais à frente. No curto prazo, neste ano de 2015, contribui para a queda dos juros até o final do ano, ao contribuir para o superavit primário. Também torna o preço do álcool mais competitivo com o da gasolina. Mais adiante, a arrecadação da CIDE pode ser usada para investimentos no transporte público, como proposto pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Vamos ser críticos, sim, mas vamos ser justos ao avaliar as medidas como elas realmente são, e avaliar quando são necessárias e até imprescindíveis ou quando são apenas questão de escolha política.

Ninguém gosta de aumento na gasolina, mas este não faz parte de nenhum "saco de maldades" como diz o PIG.

Consumidor de São Paulo vai à Justiça contra Alckmin para garantir água


Uma moradora da periferia de São Paulo conseguiu recentemente na Justiça a garantia de que não terá mais o fornecimento de água interrompido na sua residência pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Ela alegou no processo que as torneiras de sua casa ficavam secas diariamente desde o dia 26 de maio das 20h30 às 5h30, apesar de estar com o pagamento de suas contas em dia. Segundo a ação, ela não tinha caixa d'água na residência, o que a deixava sem reservas.

Apesar de não haver um racionamento de água formalmente instituído pelo governo do Estado de São Paulo, consumidores cansados das constantes interrupções no fornecimento têm recorrido à Justiça para entrar com medidas para garantir o abastecimento.

As sentenças em torno da falta d'água mostram que esta é uma crise de longo prazo em parte do Estado de São Paulo, que há de fato racionamento de água em algumas localidades - inclusive em alguns bairros periféricos da cidade de São Paulo - e que existem sim responsáveis, o que envolve desde as próprias concessionárias como também as autoridades públicas.

Brasil mandou energia elétrica para a Argentina na 2a feira



 O Brasil enviou 200 megawatts (MW) para a Argentina na tarde da segunda-feira, por solicitação do operador do sistema elétrico argentino, a Cammesa, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta terça-feira.

Segundo o ONS, o intercâmbio de energia do Brasil para a Argentina, de cerca de 17 MW médios, ocorreu das 15h05 às 17h14 em função da redução não programada da disponibilidade de geração naquele país.

O intercâmbio ocorreu em um dia em que o total de carga de energia no sistema elétrico interligado brasileiro ficou abaixo do esperado, a 69.772 MW médios.

Na semana passada, a Argentina enviou energia para o Brasil por dois dias seguidos, para reforçar o fornecimento do sistema elétrico brasileiro.

O ONS e a Compania Administradora del Mercado Mayorista Eletrico (Cammesa) da Argentina assinaram em 1 de janeiro de 2006 um acordo que permite, em situações especiais, troca de energia entre os países, a ser compensada em função de acerto direto entre os dois operadores.

Além da Argentina, o Brasil dispõe de interligações de seu sistema elétrico com Uruguai e Paraguai. O intercâmbio ocorre nas situações em que há folga de recursos energéticos e de geração em um país e necessidade em outro, ou para atender a emergências. Agência Reutrs

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

MPF desmente 'Folha' e 'O Globo', mas não afasta ideia de que crime pode compensar


O Ministério Público Federal (MPF), muitas vezes acostumado a abrir investigações a partir de "reporcagens", sentiu na própria pele o efeito das mentiras dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo. Que publicaram em manchetes que Alberto Youssef poderia ganhar "comissão" de R$ 10 milhões (na manchete da Folha) a R$ 20 milhões (segundo O Globo).

 Os jornais afirmaram que o MPF daria ao doleiro 2% de comissão sobre o dinheiro sujo que ele ajudasse a recuperar. A sensação de quem leu foi de que o crime compensa para inescrupulosos e o desfecho penal, em vez de dissuadir o cometimento desse tipo de crime, serviria para incentiva...Continue lendo aqui

País pode ganhar mais 43 partidos


O número de partidos com pedido de criação nos tribunais regionais eleitorais dos estados ultrapassa 40. Mas a soma pode ser ainda bem maior. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem todos os tribunais disponibilizam esses dados na internet. Além disso, algumas siglas estão registradas em cartório, mas ainda colhem assinaturas para a legalização, fase anterior ao protocolo do pedido de registro nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Legendas como PMB (Partido Militar Brasileiro) e Rede Sustentabilidade já contam com mais de 400 mil assinaturas de eleitores em pelo menos um terço dos estados, conforme exige o TSE.

O tribunal estabelece que o número de firmas de eleitores aptos deve corresponder a, no mínimo, 0,5% dos votos dados na última eleição para a Câmara dos Deputados, excluindo votos em branco e nulos. O que significa que os partidos devem colher mais de 490 mil assinaturas de apoiadores. Sem as mais de 40 legendas que algum dia tentarão um lugar no cenário político-eleitoral, as críticas já são muitas. Mas, na opinião do cientista político da UFRGS Benedito Tadeu César, o maior problema não é a quantidade de siglas (atualmente, são 32): "Os Estados Unidos têm mais de 100 partidos.

A diferença é que lá os partidos precisam se manter. No Brasil, há tempo de propaganda eleitoral gratuita e os recursos do Fundo Partidário. Isso acaba sendo usado como moeda de troca". O fisiologismo, apontado pelo cientista político, pode ser traduzido no programa de vários partidos que buscam registro. Alguns conseguem amalgamar no mesmo programa pautas claramente progressistas com outras conservadoras. Na maioria, porém, prevalece o discurso de direita, seja ela liberal ou conservadora. Um documento do Partido Militar Brasileiro afirma que o programa Bolsa Família "faz uma geração de pais vagabundos" e coloca sob o rótulo de "esquerda" siglas diversas como PT, PSDB e PMDB.

O Partido Nova Arena, que pretende ser refundado a partir das posições da antiga Arena, também coloca em xeque argumentos sobre o fim das dicotomias entre esquerda e direita. Em suas propostas, a Nova Arena aclara que possui como ideologia "o Conservadorismo, o Nacionalismo, o Empreendedorismo e a Ética, tendo para todos os efeitos a posição de Direita no espectro político bidimensional (Direita e Esquerda) e de terceira alternativa no espectro político tridimensional (Esquerda, Centro e Direita)". O conservadorismo também está nos regimentos internos. No estatuto do Partido Novo, consta que "os mandatos dos membros do Diretório Nacional são de prazo indeterminado, até que o respectivo dirigente atinja 75 anos de idade".

Já o Partido da Mulher Brasileira (PMB), que recolheu mais de 400 mil assinaturas, afirma querer dar mais voz às mulheres. Entretanto, não nega a filiação e a eleição de políticos do sexo masculino. Especialista em Direito Eleitoral e professora da FGV/RJ, Silvana Batini explica que os partidos não estão obrigados a adotar internamente um formato democrático. "O TSE não pode, em princípio, negar registro a um partido que tenha essa cláusula esdrúxula de organização interna. Trata-se de uma pessoa jurídica de direito privado. É muito estranho, mas se pensarmos nas formas de intervenção vertical de diretórios que existem em praticamente todos os partidos, veremos que práticas democráticas não são o forte das agremiações partidárias". - Brasil Econômico

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Francischini (SD), ostenta arma na cintura em programa de TV


No estilo do velho oeste, o secretário de Segurança Pública do Paraná, deputado Fernando Francischini (SD), deu entrevista à TV Tribuna com um saliente revólver na cintura, dando péssimo exemplo jogando contra campanhas de desarmamento para reduzir crimes violentos e letais nas ruas.
Francischini recebeu da Taurus, grupo fabricante de armas, R$ 50 mil para sua campanha em 2010. Durante seu mandato de deputado era apontado como um dos membros da chamada "bancada da bala"....O governador tucano nomeou Francischini secretário de Segurança Pública. Se os problemas com a criminalidade já eram graves antes, depois da nomeação do secretário, as dores de cabeça aumentaram, inclusive com um escândalo político e sexual envolvendo a secretaria....Favores sexuais.....Veja o vídeo e leia a matéria completa aqui

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Para 42% dos moradores de São Paulo, crise de falta de água é culpa do governador tucano


Para 42% dos moradores da capital paulista, a atual crise de falta de água é consequência da falta de planejamento do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aponta pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (22) pela Rede Nossa São Paulo e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Na opinião de 29% dos entrevistados, a culpa pelo desabastecimento é da falta de chuvas nas represas, e para 15%, faltou planejamento por parte da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas que moram em São Paulo. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Ibope: 2 a cada 3 pessoas dizem ter problemas com falta de água em SP
 Duas a cada três pessoas que moram na capital paulista afirmam que tiveram ou alguém de sua família teve problemas com falta de água nos últimos 30 dias. É o que revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22), feita pelo Ibope a pedido da Rede Nossa São Paulo e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados afirmaram que tiveram (ou alguém da família teve) problemas no abastecimento de água no mês anterior. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em outubro do ano passado, pesquisa Datafolha mostrou que 60% dos moradores da capital diziam ter ficado sem água em casa nos 30 dias anteriores. 

Crise no Alto Tietê faz bairros voltarem a receber água do Cantareira

O agravamento da seca no Sistema Alto Tietê obrigou a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) a suspender o "socorro" prestado a regiões da capital que eram abastecidas pelo Cantareira antes da crise. O objetivo é evitar o colapso do segundo maior manancial paulista. Com o fim da transferência de água, moradores de bairros como Cangaíba, Penha e Tatuapé, na zona leste, voltam para a zona de abrangência do Cantareira, ficando mais expostos a falhas no abastecimento, por causa da redução da pressão, que é mais drástica para quem depende do principal sistema.

Sabesp nega divulgar contratos de empresas que mais consomem água

Embora a Lei de Acesso à Informação determine, já no seu primeiro artigo, que toda a administração pública está sujeita a ela, incluindo "autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades", a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) parece se considerar uma exceção. Desde dezembro do ano passado, a reportagem da "Agência Pública" pede, por meio da legislação, os contratos de Demanda Firme assinados pela companhia com cerca de 500 empresas para o fornecimento de altos volumes de água. Juntas, elas consomem, em média, 1,9 milhão de m³/mês. Agora, em resposta ao recurso da reportagem, a Sabesp alega que as empresas têm direito à privacidade como as pessoas, este estabelecido pelo artigo 5º da Constituição

Eleitores do Alckmin estão decepcionados

Crimes de Youssef compensaram para ex-mulher: ganhou do MPF apê de R$ 4 milhões comprado com dinheiro sujo.




É bastante razoável e previsto em lei que para pegar outros criminosos de uma máfia e para reaver dinheiro roubado dos cofres púlicos, o Ministério Público negocie a redução da pena para quem faça acordo de delação premiada que leve à provas.

No acordo de delação premiada com o doleiro Alberto Youssef, ele terá sua pena reduzida para no máximo 5 anos de prisão em regime fechado, sendo solto após este período sem precisar passar por progressão de regime. Em troca terá que colaborar totalmente com as investigações.

O questionável é deixar parentes do delator ficarem com bens milionários sabidamente frutos dos crimes.

Pois foi isso que o Ministério Público Federal fez, sendo bastante generoso com a ex-mulher e filhas do doleiro Alberto Youssef no acordo de delação premiada já homologado no STF.

Um apartamento de alto luxo avaliado em cerca de R$ 4 milhões, na Vila Nova Conceição, região onde o metro quadrado é mais caro em São Paulo, passará para a ex-mulher do doleiro dentro do acordo.

Detalhe: o apartamento sequer estava em nome do doleiro, pois ele não tinha renda nem patrimônio declarado, fazendo suas negociatas em nome de laranjas.

Segundo denúncia feita em 11 de dezembro de 2014 pelo próprio Ministério Público contra Youssef, diretores da Mendes Júnior e outros, este apartamento foi "adquirido com o produto de delitos previamente perpetrados por Youssef", nas palavras do MPF.

Outro imóvel em Londrina, também de alto padrão, ficará para as filhas do doleiro.

Assim, pelo menos para os parentes, o crime compensou financeiramente.

Será que o povo compreenderia como justo se um ladrão de carros, além de reduzir sua pena, pudesse deixar um carro de luxo roubado para a ex-mulher, oficialmente com a benção do judiciário, em troca de denunciar seus comparsas e ajudar a localizar outros carros roubados? E o verdadeiro dono do carro, teria que assistir a, digamos, "primeira dama" do criminoso se apossar do seu carro sem poder retomá-lo?

Pois se o dinheiro que comprou o apartamento foi desviado dos cofres da Petrobras ou de outros órgãos públicos, o MP está fazendo "cortesia" com o chapéu alheio do povo.

Conversinha estranha do Eduardo Cunha


Dos grampos...

O deputado Eduardo Cunha é pessoa de sorte. Conta que, no mesmo fim de semana, foi procurado por dois policiais, em atos isolados. Um delegado federal quis preveni-lo de uma trama ordenada pelo governo à PF para incriminá-lo na Lava Jato. Depois, outro policial foi entregar-lhe cópia de um grampo com diálogo comprovador da trama. Os dois policiais tiveram a mesma ideia de mostrar sua gratidão por medidas do deputado em benefício da polícia.

Eduardo Cunha e grampos telefônicos: tudo a ver. Surgido do nada, ele apareceu como presidente da Telerj, a então telefônica do Rio, escolhido por PC Farias. A partir daí, houve longo período, mesmo depois de sua saída, com frequentes indícios de grampos, por cuja instalação foram enfim identificados um ex-funcionário da Telerj e um ex-agente do SNI. Eram veladas mas corriqueiras as atribuições da iniciativa a Eduardo Cunha.

A disputa pela presidência da Câmara cria métodos inovadores. Quando aqui registrei que Júlio Delgado (PSB) seguia o caminho de Eduardo Cunha (PMDB) para caçar votos no Rio Grande do Sul, também Arlindo Chinaglia (PT) já viajava para lá. Agora vejamos até onde vão suas imaginações. Notinha de Janio de Freitas

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Conta na Suíça liga Youssef ao escândalo das propinas nos trens de São Paulo


Na linha 15-Prata do Metrô está a estação Vila Prudente, listada na planilha apreendida com Youssef em março pela Polícia Federal, ao lado da cifra de R$ 7,9 milhões, de  propina para São Paulo
 A força-tarefa que investiga a Operação Lava Jato encontrou movimentações financeiras em nome da multinacional canadense Bombardier nas contas usadas pelo doleiro Alberto Youssef na Suíça. É mais uma peça no quebra-cabeças de indícios e provas que o Ministério Público paulista tem de montar sobre o esquema de corrupção no Metrô, chamado pomposamente de cartel pela imprensa tucana, onde empresas combinavam preços nas licitações e pagavam propinas a autoridades do governo tucano de São Paulo nas gestões de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.... Leia mais aqui

Fifa investe US$ 100 milhões no Brasil


A Fifa anunciou ontem que pretende investir US$ 100 milhões (cerca de R$ 262 milhões) no Brasil nos próximos anos. O chamado Fundo de Legado da Copa de 2014 será repassado para a CBF, que deverá usá-lo nas categorias de base, no futebol feminino e em iniciativas ligadas ao futebol nos 15 estados que não receberam jogos do Mundial.

O primeiro projeto financiado pela Fifa no Brasil é a construção de quatro campos de futebol no Centro Esportivo da Juventude, em Belém, no Pará, que devem ser entregues mês que vem. Na sequência, serão construídas estruturas semelhantes em Rondônia, Tocantins, Alagoas, Piauí e Sergipe. Os centros serão administrados pelas federações locais de futebol.

O anúncio foi feito na Arena Corinthians, em São Paulo, durante cerimônia com dirigentes da Fifa, da CBF e do Ministério do Esporte. O mesmo tipo de fundo de legado foi criado na África do Sul, após a Copa de 2010. Lá, além de financiar projetos comunitários, parte do investimento pagou a construção de uma nova sede para a confederação sul-africana de futebol.

A Fifa se comprometeu a repassar o dinheiro para a CBF aos poucos e a fazer uma auditoria anual nas contas para evitar que a verba do legado seja mal empregada.

Em sua primeira visita ao país após a Copa do Mundo, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que o torneio foi "incrível", mostrando que o Brasil é um "grande país" para se visitar. Durante a preparação para o Mundial, o dirigente chegou a dizer que o país merecia um "chute no traseiro" para acelerar as obras:

- Não estou dizendo que tudo foi perfeito, que tudo foi entregue em tempo para o evento. Mas tudo funcionou muito bem para o que precisávamos. A movimentação entre uma sede e outra foi perfeita para nós, para os atletas, para a mídia, para os fãs. Não chegou uma única reclamação sobre isso na minha mesa.

Defesa dos estádios

Valcke também respondeu à crítica sobre a construção de arenas em cidades que não têm times de futebol:

- As pessoas podem criticar que os estádios não estão sendo utilizados sempre. Mas eles estão. Leva tempo para que todas as arenas sejam usadas em sua máxima capacidade. Mas vemos que estão recebendo jogos, mesmo das séries B ou C.

Secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes declarou que o Brasil organizou uma grande Copa do Mundo, apesar do "ceticismo e das dúvidas". Segundo ele, 95% dos investimentos em aeroportos foram feitos a tempo e 80% dos projetos de mobilidade foram concluídos:

- Não foram poucos os investimentos. De um total de 44 projetos de mobilidade, 36 foram entregues a tempo. Os outros oito foram investimentos antecipados e que ainda serão entregues para a população.Agência Globo

Janot cria força-tarefa para cuidar de processos de políticos citados


O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, criou uma força-tarefa específica para cuidar dos processos dos políticos envolvidos na Operação Lava-Jato, que investiga suposto esquema de corrupção em contratos da Petrobras.

Oito procuradores ou promotores foram escolhidos pelo próprio Janot, que voltou de férias na segunda- feira e sinalizou, então, que pretende dar celeridade ao caso.

Além de analisar as informações já obtidas sobre o esquema, o grupo vai poder sugerir ações para apurar a participação de autoridades com foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros, nos desvios ocorridos na estatal: buscas e apreensões, quebras de sigilo, pedidos de depoimentos e até assinar acordos de delação premiada - quando envolvido nas irregularidades revela os crimes para tentar reduzir as penas.

A corrupção na estatal foi delatada pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que, nos depoimentos, citou mais de 30 políticos, segundo uma fonte.

O caso é investigado também pelo Ministério Público e Justiça Federal do Paraná. As acusações envolvendo políticos foram encaminhadas à Procuradoria-Geral da República - responsável pela apresentação de denúncias contra as pessoas com foro privilegiado.

A cooperação vai continuar agora com a criação da equipe que vai auxiliar Janot na análise dos desdobramentos da operação, cujo relator no Supremo Tribunal Federal é o ministro Teori Zavascki.

Na força-tarefa, Janot reuniu profissionais de diferentes áreas, como combate ao crime organizado, cooperação jurídica internacional e centro de inteligência. O coordenador será o procurador regional Douglas Fischer, responsável pelas questões criminais da secretaria de apoio jurídico da PGR.

O grupo, que vai trabalhar por seis meses, só deve começar a se reunir em fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário e Janot deve apresentar as primeiras denúncias ou pedir investigação contra envolvidos na Lava-Jato que têm foro privilegiado.

Para cuidar do caso, Janot convocou um time experiente. Sergio Fernandes e Wilton Queiroz, por exemplo, são promotores de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e já trabalharam juntos na Caixa de Pandora, que revelou a corrupção no  mensalão do DEM e culminou até na prisão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Também fará parte da equipe o secretário de cooperação jurídica internacional da PGR, Vladimir Aras; além dos procuradores da República Bruno Calabrich, Fabio Coimbra, Rodrigo Telles de Souza e Andrey de Mendonça.

Os desdobramentos da Lava-Jato no Supremo só vão ocorrer após o fim do recesso do Judiciário, em 2 de fevereiro. Se a PGR entender que ainda não tem indícios suficientes para denunciar algum político supostamente envolvido no esquema, poderá pedir a abertura de inquérito.

Caberá a Zavascki autorizar a investigação. Em caso de forte suspeita contra um dos citados, Janot pode apresentar, de imediato, denúncia. Se algum governador for acusado, o caso será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Lista de políticos é mantida em sigilo

A lista de políticos vem sendo mantida em sigilo pela PGR, mas informações divulgadas na imprensa apontam para alguns dos futuros investigados, como o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deve disputar a reeleição ao posto; e o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), candidato favorito à Presidência da Câmara. São suspeitos de terem se beneficiado com repasses ilegais , senadores e deputados do PMDB, boa parte da bancada do PP e políticos do PSB e do PSDB.

Indicações de Dilma vão mudar composição da 2ª Turma do STF


 A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, que receberá os inquéritos das autoridades citadas na Operação Lava Jato, não vai manter a mesma composição até o final dos eventuais julgamentos dos processos criminais.

A primeira mudança deve ocorrer em breve, com a indicação pela presidente Dilma Rousseff de um novo ministro para a cadeira vaga desde a saída de Joaquim Barbosa - que se aposentou no fim de julho do ano passado.

A turma hoje é presidida pelo ministro relator da Lava Jato, Teori Zavascki. Os outros titulares são a ministra Cármen Lúcia e os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.

Além da vaga já existente, Dilma terá mais uma nomeação a fazer, o que pode alterar o perfil da equipe, hoje vista como rígida na análise de processos penais.

Decano

A segunda cadeira ficará vaga porque o ministro Celso de Mello se aposenta compulsoriamente em novembro, ao completar 70 anos. A expectativa entre os integrantes do Supremo é de que o decano participe apenas do recebimento das denúncias contra os acusados - quando se decide se é o caso de abrir ou não processo criminal contra a autoridade com foro privilegiado.

'Técnico'

Além da troca de ministros, a presidência da 2ª Turma também deverá ser alterada em maio, quando é esgotado o mandato de Zavascki, considerado um julgador "técnico" por colegas e advogados.

Após permanecer um ano como presidente da 2ª Turma, o relator da Lava Jato deve deixar o posto passando o cargo para o próximo ministro que ainda não tiver exercido a função.

Os trabalhos podem ser presididos, portanto, pelo novo indicado ao STF, já que todos os demais já exerceram essa função.

Caso o julgamento se estenda ao longo de 2016, o grupo muda de composição mais uma vez. Ao deixar a presidência do Supremo - em setembro do próximo ano -, o ministro Ricardo Lewandowski volta a integrar a 2ª Turma no lugar de Cármen Lúcia, que assume o comando da Corte.

A depender do prazo de conclusão do julgamento da Lava Jato, dos cinco julgadores iniciais, portanto, apenas dois devem participar de todas as etapas do processo no STF: Zavascki, o relator, e Gilmar Mendes.

Celeridade. No caso do mensalão, a denúncia contra os réus foi apresentada em 2006 pela Procuradoria-Geral da República, e o julgamento só teve início em 2012.

Contudo, é esperado que no caso da Lava Jato esse intervalo entre o oferecimento da denúncia e o início do julgamento seja menor, já que há uma divisão do caso em que apenas os réus com prerrogativa de foro serão julgados na Corte - e os demais permanecem respondendo a processos na primeira instância.