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terça-feira, 22 de abril de 2014

Lindberg "nocauteia" Aécio no Marco Civil, mesmo com tucano partindo para a baixaria.


Durante a votação do Marco Civil da Internet, os senadores do PSDB estavam embromando. Falavam que eram a favor, mas arranjavam mil desculpas para não votar.

Apesar do Marco Civil ser um projeto acima de partidos, originado da sociedade brasileira, amplamente debatido e chegando a um texto final por acordo na Câmara dos Deputados, os senadores do PSDB e DEM estavam "embaçando" para não votar, criando dificuldades.

Os tucanos não queriam se queimar com os internautas, mas queriam fazer oposição sectária para que o Brasil não tivesse ainda um Marco Civil no encontro internacional sobre governança mundial da Internet promovido em São Paulo a partir de quarta-feira (22).

Aécio Neves (PSDB-MG) disse que a votação seria apenas para promover a presidenta Dilma Rousseff no encontro internacional sobre governança da Internet.

O encontro pretende abrir caminho para tratados internacionais que garantam direitos do internauta contra a espionagem ilegal, conforme ocorreu com agências de inteligência estadunidenses, denunciado pelo ex-analista Edward Snowden. Por isso o governo dos Estados Unidos não quer leis como o Marco Civil da Internet brasileiro, e nem que sirva de exemplo para outros países.

Portanto não era para a presidenta se promover, como disse Aécio. A questão é de direitos dos internautas, de soberania nacional e do nosso povo, de altivez na política externa e de protagonismo mundial do Brasil.

O PSDB tem um histórico de ser servil aos Estados Unidos em vez de servir ao povo brasileiro e de fazer uma política externa independente. O comportamento de Aécio confirmou isso.

Lindberg Farias (PT-RJ) tocou o dedo na ferida explicando tudo isso à Aécio no plenário. O tucano ficou enfurecido e partiu para agressões verbais e tentativa de desqualificar o oponente, já que havia perdido o debate político e não tinha mais argumentos para responder.

Chegou a haver bate-boca e o senador tucano Mário Couto (PSDB-PA) quis arrumar confusão para tumultuar e salvar Aécio do vexame. Tarde demais. O vexame já estava dado.

Logo em seguida o Marco Civil foi aprovado à noite. Aécio deveria ter ficado no Rio nesta terça-feira para não dar esse vexame.

O vídeo acima sintetiza o que importa. A questão política com "P" maiúsculo que estava em jogo, sem as baixarias de Aécio e Mário Couto.

Em tempo: a discussão completa com as baixarias de Aécio e Mário Couto podem ser vista aqui na TV Senado (Aécio começa a falar a partir dos 7 minutos).

Globo milita contra reforma política ao censurar manifestações que ela não gosta.


No feriado de Tiradentes, o Levante Popular da Juventude fez uma bela manifestação popular na Av. Paulista, pedindo uma constituinte para reforma política. Muita consciência política e nenhuma violência.

No Jornal Nacional da TV Globo, nenhuma palavra sobre o evento.

Não que faça falta, o telejornal está em decadência e que se dane, mas isso mostra o quanto a velha imprensa gosta mesmo é de uma ditadura e quer que as estruturas de poder continuem engessadas como estão, sem reformas, e com eles se mantendo nos monopólios dos poder, esfolando o povo.

Sem reforma política, se os demotucanos ganharem eleição, ótimo para a Globo e seus aliados banqueiros. Se perder, ainda assim o Congresso eleito fica conservador em sua grande maioria e um governo popular fica com margem de manobra limitada para fazer grandes transformações pedidas pela população. Na prática, fica impedido de contrariar os principais interesses da Globo e dos banqueiros.

Qualquer notícia mequetrefe que faça o povo odiar a política como ferramenta de transformação popular a TV noticia e dá replay mil vezes. Qualquer notícia positiva em direção a reformas que transformem a realidade, corrija vícios do sistema político e elimine as raízes da corrupção, a TV obstrui.

No Banco Itaú, protesto contra o financiamento privado de campanhas políticas

O Levante realizou uma intervenção no Banco Itaú da Avenida Paulista para denunciar o financiamento privado de campanhas políticas, estendendo uma grande faixa na frente do prédio.

Isso é que a Globo não noticia de jeito nenhum. Mesmo sendo uma intervenção pacífica, sem nenhum dano ao prédio, nunca vi a Globo mostrar algo que não fosse positivo de um grande anunciante privado.




Arraes sacode na tumba: Eduardo Campos tira os sapatos para Wall Street.

Eduardo Campos cada vez mais seduzido pelo programa de Bornhausen.

Quem diria, Eduardo Campos (PSB) agora virou o queridinho do "mercado". Em entrevista ao jornalão estadunidense Wall Street Journal é louvado por adotar políticas "pró-mercado" (leia-se anti-povo).

É o candidato dos 1% de Wall Street contra os 99% do povo.

Cito algumas barbaridades ditas pelo traíra pernambucano na entrevista:
Entre os pontos defendidos por Campos está uma “revisão” da Petrobras. Apesar de não falar em privatização, o pré-candidato disse que a estatal “deve ter uma gestão profissional”. “(A Petrobras) precisa ser protegida de qualquer tipo de influência política”...
Ora, a Petrobras tem "gestão profissional" para todos os gostos. É só escolher que rumo quer dar.

O povo, que é o maior dono da empresa, precisa de uma gestão profissional que defenda os interesses populares. Isso passou a ser feito, dentro do possível, a partir do governo Lula, e a empresa continua sendo a que tem maior lucro do Brasil, sendo um bom negócio para quem investe nela a médio prazo.

A "gestão profissional" que Eduardo Campos diz e oferece a Wall Street é um verdadeiro roubo do povo brasileiro. É entregar o filé mignon da riqueza do petróleo brasileiro para os 1% de tubarões de Wall Street e deixar só osso para o povo brasileiro.

Campos está imitando os tucanos. Foi assim que FHC foi eleito em 1994. Os banqueiros sabiam que não conseguiriam eleger um quadro tradicional dos seus. Foram buscar em FHC um candidato anti-povo, vendido ao neoliberalismo, que o povo ainda não tinha percebido que era um desertor das causas populares. Deu no que deu. Clinton mandava e FHC obedecia. Clinton cobrava e FHC pagava. Clinton mandava FHC vender a Vale a preço de banana e ele vendia. Clinton mandava aumentar tarifas telefônicas para a privatização ter retorno garantido e FHC obedecia. Clinton mandava o chanceler do governo FHC tirar os sapatos nos aeroportos dos EUA e ele tirava. Deu no que deu. Só os EUA se davam bem e o Brasil ia mal.

Agora Eduardo Campos se presta a fazer esse mesmo papel de cavalo de Troia anti-povo, e promete aos endinheirados fazer um governo de tirar os sapatos e se ajoelhar diante deles. Além de trair Lula, trai até a memória de seu avô Miguel Arraes, que deve sacudir na tumba ao ver seu neto se tornar um vendilhão neoliberal e trair as causas populares pelas quais ele lutou.

Em festa tucana para Aécio com dinheiro público, povo pobre não entra. Estudantes protestaram com farinha.

Ouro Preto sitiada para Aécio não ser vaiado.
Imprensa chapa branca demotucana, como a TV Globo, só fez perguntas que Aécio gosta.
Ninguém perguntou sobre o helicóptero do aliado Perrella apreendido com meia tonelada de cocaína.
Ninguém perguntou se a ausência de Pimenta da Veiga confirmava renúncia à candidatura.
Ninguém perguntou se a ausência de senadores e governadores tucanos era "cristianização" de sua candidatura.
Faixas reclamam de deboche e agressão à população, além do desperdício de dinheiro público.
Povo não pôde entrar.

Do jornal "O Tempo":

População excluída do evento

Excluídos da festa, muitos moradores reclamaram do fechamento da praça Tiradentes e do esquema de restrição de acesso às ruas próximas ao evento. Um grupo de cerca de 50 estudantes também protestou e vaiou durante toda a cerimônia. O barulho era notado no palanque, sem arrancar reações do senador Aécio Neves e demais autoridades. Os jovens jogaram farinha no meio da rua.

Só convidados e pessoas cadastradas puderam assistir a cerimônia. Um forte aparato policial foi montado para evitar manifestantes. “E um absurdo. Os seguranças não nos deixam passar e isso fere o nosso direito de ir e vir”, disse o estudante Fernando Silva, 25.

A dona de casa Maria Das Graças Silva, 54, também reprovou o esquema que limitou o acesso da comunidade. “Tive que andar mais de 20 minutos a mais para chegar a minha casa. Se é um evento popular não deveria ter tanta restrição”, reclamou.

Ouro Preto sitiada:

Palavras de ordem dos manifestantes:
A praça é nossa, a praça é minha! Mas tá fechada pra galera da farinha
Eu sou civil, a praça é minha, então porque o militar me policia?
A liberdade é só fachada! O apartheid em Ouro Preto nunca acaba!
Uso da máquina para fazer campanha

Apesar do evento ser oficial do governo de Minas e pago com dinheiro público, ganhou ares de showmício tucano.

A escolha de Aécio como orador já foi uma forma explorar o evento eleitoralmente. Apesar do povo local ser mantido à distância, gerou imagens e manchetes.

O pior foi o prefeito de Ouro Preto, José Leandro (PSDB). Fez campanha eleitoral antecipada sem a menor cerimônia, dizendo que iriam eleger Aécio o próximo presidente.

Pimenta da Veiga cada vez menos candidato

A ausência do pré-candidato a governador Pimenta da Veiga pelo PSDB foi notada e interpretada como sinal de que sua candidatura já foi para o vinagre.

Apesar dos tucanos ainda desmentirem que ele vá desistir, desde que o tucano foi indiciado por lavagem de dinheiro após a Polícia Federal quebrar seu sigilo fiscal e descobrir que ele só declarou no imposto de renda em declaração retificadora o dinheiro que recebeu de Marcos Valério, depois de ser pego com a boca na botija durante a CPI dos Correios.

Ausência de lideranças nacionais mostram candidatura de Aécio frágil

Apesar de haver 240 agraciados com medalhas, muitos não compareceram. Nenhum governador de outro estado veio, nenhum senador, pouquíssimos deputados. Nem FHC foi dar uma força. Um vexame para Aécio, desprezado pelos próprios tucanos.

O cafezinho da campanha presidencial tucana parece que já está sendo servido frio antes mesmo da campanha oficial começar.

Fantástico da TV Globo bate recorde de FALTA de audiência. Só 14 pontos no Ibope.

No domingo de Páscoa (20) o programa “Fantástico” teve média de 14 pontos. É o recorde negativo histórico do “show da vida”. Antes, a mais baixa audiência era 15 alcançados no último Carnaval. A média de audiência em 2013 foi 19% e em constante decadência nos últimos anos.

O concorrente da TV Record, Domingo Espetacular, está só 4 pontos atrás do Fantástico, alcançando 10 pontos.

A decadência ocorre também pelo excesso de demotucanismo da TV Globo, que ninguém aguenta mais.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Eduardo Campos meteu a mão na conta de luz dos pernambucanos em R$ 154 milhões

Todo mundo se lembra que a presidenta Dilma reduziu a conta de luz no ano passado, repassando para os consumidores o custo menor da energia gerada pelas antigas hidrelétricas.

Em Pernambuco, o então governador Eduardo Campos (PSB-PE) atrapalhou a redução nas tarifas, embolsando parte do valor na forma de impostos estaduais.

Isso porque ele continuou cobrando ICMS (o imposto estadual) sobre o subsídio dado pelo governo federal desde fevereiro de 2013.

O cidadão não paga o subsídio dado pelo governo federal, mas Eduardo Campos cobrou imposto até sobre o que cidadão não paga. Coisa de louco, que provocou reações de deputado e até de colunistas do PIG.

Essa exploração do cidadão já rendeu, irregularmente, R$ 154 milhões para o governo de pernambuco. Se ainda fosse investido em educação, saúde e segurança, menos mal. Mas o ex-governador fez uma verdadeira farra com o dinheiro público, gastando em propaganda.


Nem protestos reduziram as faltas no Congresso


Sob o calor dos protestos das ruas e sem a pressão do calendário eleitoral, 2013 tinha tudo para ser um ano de maior assiduidade no Congresso Nacional. Mas o índice de comparecimento dos parlamentares foi praticamente o mesmo do ano anterior, quando a Câmara e o Senado tiveram suas atividades emperradas pelas eleições municipais. Os senadores até justificaram mais suas ausências, mas os deputados diminuíram o número de explicações para suas faltas.

Enquanto o trabalhador brasileiro teve de "bater o ponto" em 251 dias úteis, os deputados só estavam obrigados a registrar presença em 113, quando foram realizadas sessões para votações. Ainda assim, na média, cada um deles apareceu para votar apenas 93 vezes - ou seja, 82% dos dias em que a participação em plenário era exigida. Discretíssima melhora de apenas um ponto percentual em relação à média do ano anterior, quando cada deputado marcou presença em 74 dos 91 dias com comparecimento obrigatório. Em 2012, os deputados acumularam 20% mais faltas do que em 2011, outro ano não eleitoral.

O Senado também não conseguiu melhorar o índice de presença em 2013. Cada senador participou de 101 (84,8%) das 119 sessões realizadas pela Casa - a mesma média de 2012, quando cada um dos 81 senadores compareceu a 107 (84,9%) das 126 reuniões para votação. É o que revela o terceiro levantamento consecutivo da revista Congresso em Foco, que já pode ser acessada por assinantes em sua versão digital ou comprada, em sua versão impressa, tanto pela internet quanto nas bancas. A pesquisa considera todos os parlamentares que exerceram mandatos em algum período durante o ano - ao longo de 2013 foram 85 senadores e 555 deputados.

Explicações

A necessidade de participar de perto das campanhas eleitorais, seja como candidato, seja como cabo eleitoral de aliados, é sempre apontada pelos parlamentares como razão para o menor comparecimento em plenário nos anos eleitorais. Uma explicação que não cola para 2013, mas que já serve de desculpa antecipada para o que deve ocorrer em 2014, ano comprimido pelas eleições de outubro e pela realização da Copa do Mundo no Brasil.

Se não aumentou a média de presença no Senado, cresceu o índice de justificativas dos senadores para suas ausências. No ano passado, os senadores justificaram 1.415 (88%) das 1.609 faltas que acumularam. Em 2012, só 78% das ausências tinham recebido algum tipo de explicação. Os deputados, pelo contrário, aumentaram ligeiramente o índice de faltas que deixaram sem explicação: de 8% para 10% do total. Até o último dia 15 de janeiro, a Câmara não havia recebido esclarecimentos de 1.057 das 10.133 ausências acumuladas pelos parlamentares.

PMDB à frente

No universo das faltas sem justificativa, ninguém supera o PMDB, partido que teve o maior número de parlamentares exercendo o mandato em 2013 (82 deputados e 21 senadores). Metade dos dez senadores que mais acumularam faltas injustificadas é peemedebista. Dos 20 deputados que mais tiveram ausências sem esclarecimento até o momento, oito são da bancada.

Em segundo lugar, na Câmara, aparece o PSDB, com cinco nomes, seguido pelo PTB, com dois. PPS, PP, PR, DEM e o recém-criado Solidariedade (SDD) completam a relação das siglas com representantes que mais devem explicações. No Senado, além dos peemedebistas, PSDB, PDT, PP, PPL e SDD têm um nome entre os dez que tiveram mais ausências injustificadas.

Em tese, faltar sem justificar a uma sessão destinada a votação (deliberativa) pode acarretar desconto no salário e até a perda do mandato. A Constituição Federal prevê a cassação do deputado ou senador que deixar de comparecer a um terço das sessões ordinárias ao longo de um ano sem apresentar justificativa. Mas como a Câmara e o Senado só registram presença nas reuniões deliberativas, na prática, o comparecimento é cobrado em três dias da semana: terça, quarta e quinta-feira.

"Bomba"

Ao todo, 41 deputados deixaram de comparecer a mais de um terço dos 113 dias destinados a votação. Mas todos justificaram a quase totalidade de suas faltas. A Câmara e o Senado costumam ser compreensivos no acolhimento das explicações: vale desde o tradicional atestado médico até a declaração de que o parlamentar estava em compromisso político no Estado, seja inaugurando uma obra, seja participando de atividade partidária.

Se o Congresso Nacional funcionasse como uma instituição escolar, regido pelas regras da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), um em cada cinco deputados e senadores seria reprovado por faltas em 2013. Ao todo, 110 deputados e 17 senadores que exerceram mandato no ano passado faltaram a mais de 25% das sessões a que deveriam ter comparecido. Pela LDB, o estudante que falta a um quarto das aulas ao longo de um ano, mesmo que justifique sua ausência, tem de repetir a disciplina ou série, conforme o caso.

Doença e morte

Os três parlamentares que menos foram às sessões do Congresso lutaram contra doenças em 2013. Dois deles perderam a batalha pela vida. O senador João Ribeiro (PR-TO) morreu, aos 59 anos, em dezembro, vítima de uma leucemia. João Ribeiro justificou com licenças médicas 93 de suas 94 ausências.

Depois dele, o senador com mais ausências foi Garibaldi Alves (PMDB-RN). Aos 90 anos, o mais idoso do Senado também enfrenta problemas de saúde, que o afastou de 86 sessões, todas abonadas com atestado médico. Na Câmara, o deputado Homero Pereira (PSD-MT) só conseguiu comparecer a uma única sessão, a primeira do ano passado. Ele teve 76 ausências justificadas com atestado médico, até renunciar e morrer por complicações de um câncer, em outubro. Do Diario da Manhã

PSDB faz CPI que atinge a Petrobras de 4 em 4 anos. Em 2009 fez uma que deu em nada.


De 4 em 4 anos tem eleições, e o PSDB introduziu uma CPI que atinge a Petrobras no seu calendário eleitoral.

Em 2009 teve uma CPI como faz agora. O requerimento foi de Álvaro Dias. Contou com as assinaturas de apoio dos então senadores Demóstenes Torres (que era do DEM) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Observe que metade da Refinaria de Pasadena já havia sido comprada pela Petrobras em 2006. Em 2008 já havia a disputa judicial com a sócia Astra Oil. Ninguém na CPI de 2009 tocou no assunto. Também não despertou o interesse da velha imprensa.

Se a compra da metade da Refinaria em 2006 tivesse algo errado, os tucanos sequer fizeram o dever de casa na CPI de 2009.

A CPI atual repete a anterior quando coloca como um dos objetos investigar obras da Refinaria de Abreu e Lima. Assim, a oposição fica parecendo um aluno repetente que não passa de ano e repete a matéria a cada eleição.

Não se questiona a necessidade de qualquer órgão de Estado ou empresa estatal esclarecer dúvidas levantadas. Mas o que estamos vendo é um esforço dos principais telejornais em não informar pelo menos as partes que já foram esclarecidas. Uma entrevista do ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli ao Jornal Nacional foi mutilada na edição de forma a confundir o telespectador em vez de levar ao ar os trechos mais esclarecedores.

A CPI de 2009, no ano anterior às eleições deu em nada. O Ministério Público e o TCU que tem dedicação exclusiva para trabalhar em horário integral sobre Pasadena já investigam isso há um ano. O que leva a imaginar que uma CPI neste ano, criada há seis meses das eleições, com parlamentares em campanha, ficando menos tempo em Brasília, levaria a algum resultado edificante?

A compra da refinaria de Pasadena é fato consumado. São contratos executados. Os número já estão escriturados nos balanços da Petrobras dos anos anteriores. Não tem mais volta e não há mais o que interromper. Não há dificuldade nem para o TCU, nem para o Ministério Público atestarem se o valor da compra foi o adequado na época, se é que já não o fizeram.

Se houve eventual ilícito pontual de algum funcionário em torno deste processo, que denuncie os autores. O que não é razoável é deixar em aberto boatarias que difamem uma empresa que é patrimônio do povo brasileiro e que alimentam especulações contra a empresa, inclusive nas Bolsas de Valores.

Se há motivo para uma CPI sobre a Petrobras são outros. Um é a CPI da CPI de 2009. Outro é investigar o uso eleitoreiro deste instrumento que deveria ser mais sério. Outro são os interesses privados que pressionam pela privatização da empresa e pela entrega das grandes reservas de petróleo apenas ao lucro privado.

sábado, 19 de abril de 2014

Lula receberá título honoris causa de universidade espanhola

Esse será o 27º título desse tipo recebido por Lula.

O ex-presidente Lula viajará na semana que vem à Espanha, onde receberá na quarta-feira seu 27º título de doutorado honoris causa, desta vez concedido pela Universidade de Salamanca, informou neste sábado o Instituto Lula. Em comunicado, o instituto afirmou que Lula viajará na terça à Espanha e, no dia seguinte, será homenageado pelo "Campus de Excelência Internacional", fundado em 1218 e uma das universidades mais antigas do mundo.

O instituto lembrou que a Universidade de Salamanca já entregou o título de doutor honoris causa a outras personalidades como o escritor português José Saramago, o economista de Bangladesh e Nobel da Paz Muhammad Yunus, e o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos, entre outros.

Segundo a universidade espanhola, citada no comunicado, Lula será homenageado pelo "impacto que a política educacional de seu governo teve, tanto no aumento da equidade social quanto na melhoria da eficiência". Os resultados, acrescenta o texto, foram "conquistados mediante a valorização de todos os recursos intelectuais de que dispõe esse grande país amigo, especialmente dos provenientes dos setores sociais menos favorecidos".

Depois da cerimônia, Lula viaja para Portugal, onde se reunirá na quinta-feira em Lisboa com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e com o presidente Aníbal Cavaco Silva. Na sexta, o petista participa da cerimônia pelos 40 anos da Revolução dos Cravos, que pôs fim à ditadura militar em Portugal, com a conferência "O 25 de abril visto desde fora", no Museu Oriente. Em seguida, retorna para o Brasil.  Informações da assessoria do Instituto Lula

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Voto nulo, conquistado pela mídia tradicional, virou o fenômeno da eleição



A pesquisa Ibope divulgada na noite desta quinta-feira (17) confirma que o fenômeno destas eleições estão sendo os votos brancos e nulos. Em primeiro lugar na pesquisa apareceu a presidenta Dilma Rousseff (PT) com 37% das intenções de votos. Em "segundo lugar" vêm os votos brancos e nulos, com 24%, bem acima dos candidatos de oposição. Em terceiro, aparece ....Leia mais aqui

Eleitores de Aécio dizem não ter certeza se vão comparecer às urnas



Pesquisa Ibope divulgada pelo jornal O  Estado de São Paulo   mostra que o eleitor de Aécio Neves (PSDB) é o menos entusiasmado em comparecer às urnas. De acordo com os números, 76% dos que declararam voto no tucano disseram que vão votar "com certeza". Essa convicção chega a 83% entre os eleitores de Dilma Rousseff (PT) e de Eduardo Campos (PSB). O porcentual de eleitores de Aécio que dizem que "provavelmente" irão votar é de 17%, contra 14% dos eleitores de Dilma e 14% dos de Eduardo.

Entre os eleitores do tucano, 4% dizem que com certeza não irão votar contra 2% dos de Dilma e de Campos.

Dos entrevistados que declararam que com certeza irão comparecer às urnas, 78% estão no Nordeste, onde Dilma tem a maior intenção de votos, contra 67% no Sul e 70% no Sudeste, onde Aécio tem seu melhor desempenho.

Apesar disso, é Campos quem tem o maior porcentual de eleitores que disseram que, se o voto não fosse obrigatório, não compareceriam às urnas: 50% responderam que não votariam, contra 38% dos de Aécio e 35% dos de Dilma.

A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de abril e foram ouvidas 2.002 pessoas. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.

Pesquisa do Ibope não veio boa para Dilma, mas veio muito pior para oposição.


A pesquisa Ibope divulgada ontem apontou queda de 3 pontos para Dilma (tinha 40% e caiu para 37%). Mesmo assim, esse número, se for o resultado das urnas, signfica vitória com folga no primeiro turno, já que todos os demais candidatos somam 25%.

Tem coisas esquisitas na pesquisa que levanta suspeitas, mas não é bom negligenciar, até porque a presidenta foi alvo de intensa propaganda negativa disfarçada de noticiário. Logo, não é surpresa ter caído alguns pontos.

Porém a pesquisa veio muito pior para a oposição. Os adversários de Dilma estão empacados há meses. Nem quando ela cai, os outros sobem. Não serve de desculpa dizerem que são "desconhecidos", porque seus nomes estão em pré-campanha no noticiário há mais de um ano. Se não sobem é porque não conseguem ser atrativos. A desculpa servia para não liderar as pesquisas, mas não serve para justificar não subir. A verdade é dura: Aécio Neves e Eduardo Campos são ruim de povo.

A preocupação da campanha de Dilma tem que ser com a estratégia oposicionista de "sangramento", ou seja, desconstruir sua imagem via imprensa demotucana, para que o eleitor primeiro fique "sem candidato" e depois tentar emplacar um oposicionista no vazio deixado. As chances de dar certo para a oposição são menores do que de dar errado. Dilma tem demonstrado resistência, mantendo o favoritismo, mas não é bom brincar. Algum resultado a estratégia de "sangramento" está dando, com queda na popularidade sem que haja motivos reais para isso.

Rombo deixado pela corrupção no governo tucano de SP pode chegar a R$ 232 milhões



Deu no R7....Desde o início da atual gestão do governo tucano no Estado de São Paulo, pelo menos R$ 232 milhões podem ter ido parar nos bolsos de empresários e políticos em negócios suspeitos e sob investigação.

Com a verba seria possível construir cerca de 480 UBSs (Unidades Básicas de Saúde). O dinheiro também seria suficiente para erguer 200 creches (cada uma com capacidade para atender 100 crianças) ou construir 40 escolas (para 700 alunos cada).

O propinão tucano do Metrô e da CPTM e da CPTM, por exemplo, pode ter repassado R$ 197 milhões em propina aos envolvidos, segundo inquérito da PF (Polícia Federal).

O caso veio à tona em maio de 2013, após a empresa alemã Siemens fez uma denúncia ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o órgão antitruste do governo federal, sobre a formação de um cartel entre multinacionais para superfaturar obras e serviços de trens e do Metrô

O pagamento de propinas a autoridades estaduais e diretores de empresas públicas também está sendo investigado.

Entre os políticos que são alvos da investigação estão importantes secretários de governo do Estado de São Paulo, como Edson Aparecido (chefe da Casa Civil), José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico).  Todos negam as acusações.

Mas esse é apenas o mais recente escândalo do governo estadual. Em 2011, no início da gestão, o governador Geraldo Alckmin se deparou com um suposto desvio de mais de R$ 30 milhões dos cofres do Detran-SP..

A da Corregedoria da Polícia Civil suspeitou de um contrato para prestação de serviços, firmado entre 2000 e 2007. Segundo as investigações, os salários dos empregados da empresa terceirizada eram, no papel, muito superior ao real. A suspeita era que a diferença ia para o bolso de delegados.

Médicos

Meses depois, surgiu a história de médicos que recebiam dinheiro público, mas não iam trabalhar. O caso pode ter gerado um ônus de R$ 5 milhões ao cofres do governo.

A investigação da polícia e do Ministério Público indicou que os médicos recebiam salários de R$ 15 mil por mês sem trabalhar. O escândalo motivou a demissão do então secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, o neurocirurgião Jorge Roberto Pagura.

Diante da crise, o governador Geraldo Alckmin determinou a realização de auditorias em todos os hospitais do Estado de São Paulo.

Emendas

Ainda em 2011, um integrante da base aliada do governo Alckmin, o deputado estadual Roque Barbiere (PTB) denuncia a existência de um esquema de venda de emendas parlamentares..

Segundo a denúncia, os deputados tinham uma cota de R$ 2 milhões para emendas ao Orçamento, lei que determina as despesas e receitas do governo do Estado.

Com essa carta na manga, os deputados negociavam com empreiteiras e prefeituras a execução de obras e, em troca, cobravam propina, segundo Barbieri.

A denúncia respingou no secretário estadual de Meio Ambiente do governo de São Paulo, Bruno Covas. O político negou envolvimento. O Conselho de Ética da Assembleia investigou o caso, mas não produziu relatórios.

A última investigação em curso contra a atuação do governo estadual recai sobre os pedágios. Há uma semana, a oposição ao governo atual na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) conseguiu aprovar a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as política de preços praticados nos pedágios do Estado.

FonteR7

Apesar do racionamento, Governo tucano autoriza aumento de 5,44% nas tarifas da Sabesp


Não tem água em São Paulo. Mas, tem auemnto
Reservatório do Sistema Cantareira seco

O governo do Estado de São Paulo autorizou aumento de 5,44% nas tarifas da companhia estadual de águas, Sabesp, segundo comunicado divulgado pela agência reguladora estadual, Arsesp, na noite desta quinta-feira (17), véspera do feriado da Páscoa. As informações são da Agência de notícias Reuters

O "fator X", elemento da fórmula de cálculo do reajuste da tarifa que atua como redutor do IPCA, índice utilizado como base do reajuste, foi estipulado em 0,9386% e será deduzido nos próximos reajustes tarifários anuais da concessionária.

A Arsesp chegou a indicar na semana passada que divulgaria a conclusão da revisão tarifária na quinta-feira daquela semana, mas cancelou a divulgação sem explicar motivos.

Os atrasos no processo acontecem em meio à crise hídrica no Estado. O conjunto de represas do Sistema Cantareira opera há meses em níveis historicamente baixos.O sistema é o principal para o abastecimento da região metropolitana de São Paulo.

Em fevereiro, a agência havia divulgado proposta para reajuste das tarifas da Sabesp em 4,66%, percentual abaixo do pleiteado pela empresa e que desagradou investidores.

As ações da Sabesp acumulam queda de 18% neste ano. Nesta quinta-feira (17), antes da publicação da decisão da Arsesp, o papel fechou em alta de 2,7%, a R$ 20,90, enquanto o Ibovespa avançou 1,8%.

Segundo documento divulgado pela Arsesp, a Sabesp poderá aplicar "em data futura mais oportuna o índice de reposicionamento decorrente da revisão tarifária, procedendo-se ao recálculo e à atualização monetária dos valores aplicáveis, de forma a assegurar seu equilíbrio econômico-financeiro".

A empresa contingenciou seu orçamento de 2014 em R$ 700 milhões e ampliou para todas as cidades da região metropolitana de São Paulo que atende programa de incentivo à economia de água, que dá desconto de 30% nas contas dos consumidores que reduzirem seu consumo em 20% segundo a média dos 12 meses anteriores.

Nesta quinta-feira (17), o secretário estadual de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, afirmou que o governo paulista agora estuda implantação de penalidades para consumidores da região metropolitana que não economizarem água.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Atrasado, Estadão noticia bomba no colo de Alckmin: Propinão tucano aparece na Op. Lava Jato.

Nós publicamos aqui no dia 12, antes de todo mundo, a nota "Bomba no colo de Alckmin: Doleiro preso com Youssef recebeu dinheiro no esquema do propinão tucano da Siemens."

Ontem, no dia 16, com quatro dias de atraso, o jornal Estadão publicou discretamente esta mesma notícia.

Só que conseguiu a proeza de nem citar as palavras metrô, trens, tucanos, PSDB, governo Alckmin. Quando o acusado é tucano vira "agentes públicos brasileiros" no Estadão.


Nem mesmo a suave palavra "cartel" aparece, para o desavisado leitor não ligar o nome à pessoa.

O jornalão teve um súbita amnésia na hora de escrever a matéria, citando apenas "caso Siemens" como se o "caso Siemens" não fosse o escândalo das propinas pagas para obter contratos no metrô e trens nos governos tucanos, inclusive do atual governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP).