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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Além de partido dos ricos, PSDB chegará em 2018 com pecha de golpista.



A bancada do PSDB na Câmara pretende apresentar na próxima semana, "entre terça e quarta-feira", o pedido de impeachment da presidente Dilma   segundo Aécio Neves e Carlos Sampaio, por crime de responsabilidade, com base nas chamadas "pedaladas fiscais", e por , a velha conversa sobre Petrobras.

O líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disse que apresentará o parecer dos deputados ao presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), mas entende que já há elementos suficientes para conseguir o impedimento da presidente.

Derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, Aécio já afirmou que o partido pedirá o impeachment se ficar comprovada a participação de Dilma nas chamadas "pedaladas fiscais", manobras feitas com recursos dos bancos públicos para arrumar as contas do governo.

O PSDB aguarda um parecer do professor Miguel Reale, antes de anunciar uma decisão sobre o tema. Tucanos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se posicionaram contrários ao pedido de impeachment.

Na verdade mesmo, ninguém ali dentro do PSDB quer impeachment. coisa nenhuma. É que os tucanos, Aécio e Carlos Sampaio entre outros, fizeram promessa para lideres de grupos de protestos antiDilma e agora terá que dar uma satisfação qualquer  para não perder esses votos na próxima eleição.

Partido de elite não pede impeachment.

O PSDB nasceu com uma proposta social democrata e, nos primórdios, angariava simpatias de amplos setores da sociedade. Antes de chegar à presidência da República, Fernando Henrique Cardoso chegou a participar de encontros da Internacional Socialista, convidado por Leonel Brizola.

Depois de governar o Brasil por 8 anos, fazendo um truculento governo neoliberal, agradando só aos ricos e arrochando os mais pobres, passou a ser visto como um partido "dos ricos", da elite econômica neoliberal, perdendo simpatizantes na classe média arrochada, e nas classes mais baixas, abandonadas pelo governo tucano à própria sorte.

Assim, desde o traumático governo FHC, onde a classe média para baixo vivenciou um governo dos ricos, para os ricos e pelos ricos, o PSDB carrega essa pecha. E batalha com afinco no Congresso Nacional para fazer por merecer esta imagem. Basta ver que seus deputados votaram em peso a favor da terceirização ilimitada, através do projeto de Lei 4330. É coisa que só beneficia as poucas grandes empresas enquanto detona o salário e o emprego de dezenas de milhões de trabalhadores, inclusive da classe média que sonha em fazer carreira profissional em grandes empresas. Agora parte da bancada tucana, sob intensa pressão popular, já cogita tentar consertar o estrago amenizando os danos da terceirização na votação das emendas à PL.

O fato é que o PSDB tornou-se um partido de nicho dos ricos. Nas últimas eleições presidenciais, seu candidato, Aécio Neves, com votos de simpatizantes tucanos e de seu estado natal patinou entre 10 e 15% nas pesquisas de intenções de votos. Precisou buscar votos na rejeição do eleitorado aos outros candidatos. Para ir ao segundo turno precisou desconstruir Marina Silva e pregar o chamado voto útil. Propostas de governo melhor? Nada disso. Aécio dizia que era ele quem tinha mais estrutura e mais chances de vencer Dilma Rousseff no segundo turno, buscando o voto anti-petista incensado pela imprensa demotucana. Esse eleitor votaria em qualquer um por falta de outra opção.

Já restrito à este nicho dos ricos, agora a atuação dos tucanos reduzem mais ainda seu segmento eleitoral, ao se dedicarem à política do golpismo e do "quanto pior, melhor". O PSDB só está atraindo uma minoria radical que aceita ou clama pela ditadura, não aceita a democracia expressa no resultado das urnas e não aceita um governo popular onde os pobres prosperem mais rápido do que os mais ricos. Note que os mais ricos também prosperaram nos governos petistas com o ingresso de milhões de pobres no mercado de consumo. E prosperaram bem mais do que nos governos tucanos. Mas irracionalmente não aceitam políticas de valorização mais rápida do salário mínimo e da renda do trabalho em geral, coisa que qualquer país democrático que se tornou altamente desenvolvido fez no século passado.

É verdade que há tucanos que só pensam no golpe do impeachment, enquanto outros mais comedidos fazem ressalvas sobre quebra da institucionalidade. Mas quem é contra o golpe ou faz ressalvas, o faz protocolarmente, timidamente. Enquanto quem é favor age como incendiário, inclusive o próprio presidente do partido, Aécio Neves. Com esse comportamento, não adianta o partido querer ficar com um pé em cada canoa, porque a imagem que prevalece é a de golpista.

É óbvio que crises afetam governos e que é do jogo a oposição explorá-las. Mas crises passam, e quando o povo percebe que a atividade política da oposição é só de atrapalhar, sem conseguir formular uma alternativa construtiva visível para a nação, o povo pune a oposição. Já ocorreu no Brasil com diversos parlamentares do DEM e do próprio PSDB que se especializaram em CPI's do fim do mundo e o povo os demitiu nas urnas, desde 2006. Até nos EUA, o partido Republicano atrapalhou votações do orçamento para "sangrar" o presidente Barack Obama em seu primeiro mandato, mas o povo percebeu o jogo do "quanto pior, melhor", puniu os Republicanos na eleição seguinte e reelegeu Obama.

Do jeito que a coisa vai, o PSDB chegará em 2018 perdendo boa parte que tinha do eleitorado mais rico. Sobrarão os golpistas. Os eleitores que querem mais democracia, reformas representativas dos anseios do povo (e me refiro à grande maioria do povo, e não à minorias barulhentas), mesmo que busquem um candidato de oposição procurarão algum que não seja tucano.

Blogueiro antipetista do Alckmin também recebeu do Aécio para atacar Dilma


Appendix trabalhou para Aécio
Agência que recebia verba do governo de São Paulo é de blogueiro que produz conteúdo anti-PT

Citada como cliente da Appendix, agência do blogueiro e advogado Fernando Gouveia, que recebeu recursos do governo de São Paulo e mantinha site antipetista, a Brasil Comunicação, de Belo Horizonte, trabalhou para campanhas tucanas. Dono da empresa mineira, o publicitário Zuza Nacif, em conversa telefônica com a reportagem do jornal O Tempo de Minas Gerais, anteontem, confirmou a relação com a agência paulista e explicou que a Appendix foi acionada por ele para prestar serviços na campanha do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

Procurado, o PSDB mineiro confirmou que houve um contrato com a Brasil Comunicação em 2014

Depois que a reportagem fez contato com o PSDB, Zuza Nacif mudou a versão inicial apresentada. Ele informou que a participação da empresa de Fernando Gouveia foi em outro trabalho, feito em 2013, sem ligação com a campanha eleitoral. Para o trabalho, a Appendix teria recebido R$ 30 mil.
 A relação da Brasil Comunicação com os tucanos não é nova. Em maio de 2013, Zuza e a agência foram citados em uma matéria feita pelo site da revista “Veja”. Eles foram apontados como administradores de perfis falsos na internet, para postagens em defesa de Aécio. .

A empresa. O publicitário informou que a Brasil Comunicação tem trabalho voltado para criação de sites e planejamento de marketing para redes sociais. O site da empresa, no entanto, é bastante simples, possuindo apenas uma página em branco com o nome da agência, o endereço e o telefone para contato.

Embora tenha sido questionado a respeito de outros clientes, Nacif não quis dar mais nomes, apenas mencionou que também prestou serviços para um banco, cujo nome não foi revelado por “motivos comerciais”. 

Ativista. Neste ano, Zuza Nacif foi citado pelo jornal “Folha de S.Paulo” como uma das pessoas que distribuíram pelo WhatsApp vídeos chamando para o protesto realizado no último 15 de março. O material usava imagens da campanha de Aécio Neves. O publicitário alegou não ter estrutura para produzir vídeos, mesmo sendo dono de agência de publicidade, e afirmou que, como cidadão, tem direito de se manifestar e convocar a população a participar dos protestos pelo país.

- Jornal O Tempo

País voltou a gerar empregos em março



Depois de três meses de queda no saldo de empregos, o País abriu 19.282 vagas de emprego em março deste ano.Em março do ano passado, o saldo havia sido positivo em 13.117 pela série sem ajuste. O número foi apresentado ontem no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O setor de serviços foi o responsável pela maior geração de vagas formais de trabalho em março, com um saldo positivo de 53 778 postos, segundo os dados do Caged. O Comércio gerou 2.684 novas vagas no mês passado.

 O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse ontem que o País vive uma crise política que impacta na economia.

Ele avalia, entretanto, que os dados do emprego mostram recuperação, apesar do momento difícil que vive a economia.

"Apesar de toda a dificuldade, diante do momento em que vivemos e um discurso de que nós estaríamos vivendo momento difícil, o Caged mostra recuperação", disse. Na avaliação de Manoel Dias, os dados de março representam o início de um processo de recuperação na criação de empregos.

"Resultado mostra que iniciamos recuperação e abril certamente será melhor que março", afirmou.O ministro acredita que discursos de que o País está em crise, mantidos desde a campanha eleitoral do ano passado, afetam diretamente a economia e o emprego. "No meu entendimento, estamos vivendo uma crise política que o impacto também é econômico", disse.

Segundo Dias, o setor de serviços, com a criação de quase 54 mil vagas no mês passado, foi um puxador de empregos.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Pedro Barusco disse que roubava sozinho em 1997


Atenção juiz Moro. Esquema começou em 1997 por ação de duas diretorias, diz delator à CPI
Em depoimento à CPI da Petrobras, o executivo da Toyo Setal Augusto Mendonça Neto revelou aos parlamentares que o esquema de corrupção da estatal começou no final da década de 90 - a partir de 1997 até os dias atuais - em uma ação conjunta entre as diretorias de Abastecimento e de Serviços. "Não podemos imaginar que uma companhia como esta, organizada e competente, pudesse ter um esquema como essas duas diretorias montaram', afirmou.

O executivo, delator do esquema de corrupção na estatal, disse que sempre foi contrário ao modelo de corrupção implantado na Petrobras. "Acabamos entrando nisso por adesão. Era um sistema que existia", explicou

Veja os vídeos do jornal do Brasil...

Presidente da Setal afirma que 'clube' de empresas começou em 1997

Em depoimento na CPI da Petrobras nesta quinta-feira (23), o presidente da Setal Engenharia e ex-conselheiro da Toyo Setal, Augusto Mendonça Neto, afirmou que havia um “clube” de empresas que se reuniu para participar das licitações da estatal. “Era uma forma de as empresas se protegerem diante da força da Petrobras. Se proteger de modo a não competirem entre si”, explicou. Ainda segundo Mendonça, o clube começou em 1997 com nove empresas.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco também já havia afirma que começou a receber propina "por iniciativa pessoal", em 1997.

Em 1996, o jornalista Paulo Francis denunciou a existência de corrupção na Petrobras. Na ocasião, não houve investigação. Pelo contrário: Paulo Francis foi alvo de um processo milionário e acabou morrendo no ano seguinte, vítima de um infarto.

Como explicar a omissão da diretoria da Petrobras naquela época? Quem nomeou Pedro Barusco? A quem ele dava satisfações em 1997? Ora, quem rouba não pode montar um esquema sozinho, sem que outros departamentos e setores participem. Principalmente auditoria e diretor financeiro. Afinal, é preciso que alguém elabore aditivos, setores aprovem e façam despachos, edite contratos com sub ou superfaturamentos, as listas de preços que existem em todas as companhias... Esses números não eram auditados?



 Pedro Barusco disse que roubava sozinho em 1997.

Paulo Francis fez denúncia sobre corrupção na Petrobras em 1996.

Houve inclusive declarações de autoridades afirmando que não deveria haver processo contra Francis.

Não houve investigação sobre a denúncia, e sim o processo contra Paulo Francis, que acabou levando-o ao infarto e à morte.

Veja trecho do documentário 'Caro Francis'

Tarso Genro: Brasil vive 'regime de exceção não declarado'


 O ex-governador do Rio Grande do Sul , Tarso Genro disse nesta quarta-feira, 22, o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, e afirmou que "está havendo um regime de exceção não declarado na luta contra a corrupção no País". Em palestra na sede do Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, Tarso  disse acreditar que o País caminha para uma inflexão autoritária e afirmou que esse processo está sendo "instrumentalizado politicamente" pelo que chamou de "setores do Poder Judiciário vinculados a setores do Ministério Público e da alta burocracia estatal" para derrotar "o que resta da utopia democrática da esquerda".

"A questão democrática está sendo dilapidada. Estamos vivendo, a partir de uma grande articulação,um processo de exceção não declarado", discursou. Para o ex-ministro, a chamada "instrumentalização da exceção dentro da ordem democrática que é feita hoje pela elite brasileira formou um grande partido político". Ele também criticou o "sistema de comunicação tradicional" e citou nominalmente o juiz Sérgio Moro.

"O juiz Moro, por exemplo, se dedica a estabelecer uma jurisdição nacional para seus inquéritos, o que não existe. Quando o juiz Moro diz: 'Eu me reuni com a minha equipe' é o Ministério Público, isso não existe no Estado de Direito. Um juiz nunca forma equipe com o MP. Estamos nos encaminhando para um flexão autoritária e para a formação de exceção não declarada contra a esquerda brasileira", discursou o ex-presidente do PT.

Tarso defendeu a criação de uma nova frente política de esquerda em direção a 2018. E ainda falou sobre  o risco de "encerramento melancólico" da gestão petista em função da crise política atual e da corrupção, que segundo ele "atingiu setores do partido". Tarso disse, porém, acreditar na possibilidade de "reversão". "Se as coisas continuarem na marcha atual, vamos ter em 2018 uma coalizão de centro-direita fortíssima." Em discurso antes de Tarso, o ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse não acreditar hoje em risco de impeachment da presidente Dilma Rousseff porque "o alvo não é a Dilma, é o Lula", referindo-se à eleição de 2018.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Petrobras salvou Santos de tragédia tóxica



Chamada às pressas, a Petrobras salvou a população dos bairros da zona portuária de Santos (SP) de uma tragédia tóxica no incêndio que atingiu seis tanques que estocavam combustíveis no pátio da Ultra cargo. Relatórios sigilosos de engenheiros da petroleira citam que as chamas lamberam dois tanques que continham cloro e amónia, e foram resfriados com prioridade, com sucesso. Caso atingidos pelo fogo, o cloro, apesar de não inflamável, intensificaria a combustão; e a amónia causaria sérios danos a pessoas que a inalassem: riscos de cegueira, crise respiratória e queimaduras fatais.

Alerta presidencial

Informada pelo serviço de inteligência, durante o incêndio que durou a Semana Santa, a presidente Dilma ordenou à petroleira que ajudasse com todos os recursos.

Salva guarda

A petroleira utilizou dois navios para puxar água do mar, e seis caminhões-tanques para apoio aos bombeiros. Além das orientações dos engenheiros sobre o resfriamento.

Não deu conta

O Corpo de Bombeiros de Santos, com atuação tímida e impotente - a despeito do reforço de São Paulo - não deu conta.

Os técnicos da Petrobras foram essenciais.

A nota, que  não foi publicada em nenhum grande jornal, pode ser lida no blog  Esplanada Editado por Lenadro Mazzini 

Entrada de dólares supera saída em US$ 9,1 bilhões no ano até 17 de abril


A entrada de dólares no Brasil neste ano até a última sexta-feira (17) superou a saída em US$ 9,174 bilhões, de acordo com informações do Banco Central. Em igual período de 2014, o fluxo cambial estava positivo em US$ 5,130 bilhões.

O saldo acumulado de 2015 até agora é resultado de entradas líquidas de US$ 7,093 bilhões da área financeira, que reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. Neste segmento foram registradas chegadas de US$ 172,240 bilhões e envios de US$ 168,337 bilhões no período.

No comércio exterior, o saldo anual até 17 de abril ficou positivo em US$ 1,270 bilhão, com importações de US$ 50,817 bilhões e exportações de US$ 52,087 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 10,209 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 11,289 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 30,590 bilhões em outras operações.

Ex-assessora do governo Alckmin vira sócia de blogueiro antipetista no dinheiro público


Apereceu mais alguns mandando nas tetas do Alckmin, enquanto contam mentiras nas redes sociais

Enquanto os professores do Estado de São Paulo ganham salário de fome e estão em greve por um reajuste salario mais digno, o governador tucano Geraldo Alckmin, dá R$ 70 mil mensais do cofre público, dinheiro do contribuinte, para um blogueiro e uma ex empregada do governo tucano, atacarem a presidente Dilma e o PT, na internet

Uma ex-assessora da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo tornou-se sócia do blogueiro antipetista  Fernando Gouveia, ou Gravatai  Meregue, como é conhecido nas redes sociais, que presta serviços de comunicação para a área que ela chefiou até sair do governo Geraldo Alckmin (PSDB).
 A empresa do blogueiro antipetista  é a Appendix Consultoria, criada pelo advogado e blogueiro Fernando Gouveia há dois anos. A empresa recebe dos cofres estaduais -- dinheiro público -  R$ 70 mil por mês para atualizar o portal e os perfis da secretaria nas redes sociais.

Sua nova sócia é a jornalista Cristina Ikonomidis, que chefiou a comunicação da Secretaria da Cultura por mais de dois anos e exercia a função quando a Appendix começou a trabalhar para a pasta.

De acordo com documentos oficiais, pelo menos uma das ordens de serviço que liberaram pagamentos à Appendix foram assinadas pelo também jornalista Juliano Nóbrega, então número dois da Subsecretaria de Comunicação do Palácio dos Bandeirantes e marido de Cristina.

Ela deixou o governo em setembro de 2013, três meses após a contratação da Appendix. Cristina virou sócia da empresa em fevereiro deste ano, um mês depois de o marido se desligar do governo.

SEGUIDORES

Como a Folha informou no sábado (18), a Appendix foi criada em janeiro de 2013 por Gouveia, que usa o pseudônimo Gravataí Merengue na internet. Ele se apresenta como "CEO", ou executivo principal, do site Implicante, que tem quase meio milhão de seguidores no Facebook.

O site difunde notícias, artigos, memes, vídeos e montagens contra petistas. Gouveia também colabora no site Reaçonaria, de mesmo perfil.

Cinco meses após ser criada por Fernando Gouveia com dois amigos, a Appendix foi contratada pela Propeg, uma das três agências que cuidam da publicidade oficial do governo tucano, para prestar serviços à Secretaria da Cultura.

Os R$ 70 mil mensais são pagos para a Appendix fazer "revisão, desenvolvimento e atualização das estruturas digitais" da secretaria, de acordo com documentos oficiais consultados pela Folha. Segundo Gouveia, dois funcionários que fazem esse serviço trabalham nas dependências da própria secretaria.

Com a entrada de Cristina Ikonomidis na Appendix, que tem capital de R$ 28 mil, a empresa passou a ter quatro sócios. Gouveia e Cristina são donos de 40% cada. André Moura e Andres Ponte dividem os outros 20%. Moura e Ponte disseram trabalhar na própria empresa.
 O governo do Estado diz que a responsabilidade pela contratação da Appendix é da Propeg, mas relatórios oficiais mostram que o blogueiro presta contas diretamente à Subsecretaria de Comunicação, que é responsável por verificar as informações e autorizar os pagamentos à empresa. Informações da Folha

terça-feira, 21 de abril de 2015

E, se fosse senador do PT, a PF achava ou não?

A desculpa  é para não investigar o tucano ou para prescrever o crime do tucano?

Para PF, investigação contra Anastasia depende de depoimento de Jayme Careca...que a Policia Federal diz que não sabe onde esta, depois que o juiz moro mandou soltar
 Em pedido de prorrogação de prazo para diligências do inquérito envolvendo o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a Polícia Federal escreveu ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é essencial dar continuidade às investigações a partir da oitiva do ex-agente da PF Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido por "Jayme Careca". Diante da dificuldade de ouvir o ex-agente da Polícia, foi solicitado o prazo de extensão de 30 dias para cumprimento das diligências.

O documento foi encaminhado a Zavascki em 10 de abril, assinado pelo delegado da PF Thiago Machado Delabary. "Trata-se, portanto, de diligência antecedente às demais, posta que, se infrutífera, tornará exponencial a dificuldade de se obter evidências quanto à suposta entrega de dinheiro, quer pelo afastamento temporal do evento, quer pela negativa do suposto remetente da quantia, Alberto Youssef", escreveu o delegado, explicando que a PF não tinha conseguido até então cumprir a oitiva de Careca, e que o depoimento estava marcado para o dia 17, na última sexta-feira.

O depoimento do ex-agente da PF está entre os que foram adiados por Zavascki, relator da Lava Jato no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A suspensão temporária das diligências que seriam cumpridas entre os dias 15 e 17 de abril aconteceu depois de um desentendimento entre PF e MPF sobre a condução das investigações. A agenda de coleta de depoimentos deve ser retomada em breve, após negociações entre os órgãos.

Anastasia é investigado por ter supostamente recebido R$ 1 milhão por meio de Careca de um dinheiro que teria sido repassado pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Lava Jato. O inquérito contra Anastasia foi aberto pelo STF no dia 6 de março.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Imprensa abafa operação Voldemort, o esquema de corrupção no ninho tucano


Primo de Beto Richa e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de esquema criminoso para obter contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo paranaense
 No inicio deste mês, o Ministério Público do Paraná abriu ação penal contra o empresário Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa e ex-assessor parlamentar do tucano. Para a Justiça, Abi é considerado um dos nomes mais influentes no governo Richa, ainda que não ocupe nenhum cargo público. Abi e outras seis pessoas são acusadas pelo MP de montar um esquema criminoso para obter um contrato emergencial de R$ 1,5 milhão com o governo do estado. ..E Beto Richa, foi pedir conselhos para ..Continue lendo aqui

Lava Jato, só o PT é punido? E os outros?


De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, os procuradores que estão à frente da Operação Lava Jato deverão impor uma multa de R$ 200 milhões ao PT, valor equivalente ao citado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, em suas delações premiadas.

O objetivo seria criminalizar o partido, classificando todas as suas doações, levantadas pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso há uma semana, pelo chamado "caixa 1", como fruto de "propina". Sem recursos mínimos, o partido não teria meios para sobreviver, nem para disputar futuras eleições.
 O Jornal do Brasil, comprometido com a verdade e com a ampla e irrestrita amplitude da investigação, questiona: onde está o mesmo rigor com os demais partidos e políticos envolvidos na Lava Jato? Onde estão as medidas com relação ao PP? Como anda a investigação com relação ao envolvimento de ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra? O fato de ele já ter falecido minimiza seu suposto envolvimento? Ninguém responde pelos supostos crimes? A forma exageradamente direcionada com que as medidas estão sendo tomadas deixa transparecer um viés de perseguição. Enquanto supostos corruptos são perseguidos, outros são privilegiados. - JB

Santistas mandam um 'Chupa Globo" ao vivo



Segundo tempo do jogo na Vila Belmiro ontem, domingo. No placar, Santos 2 x 0 São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista. A festa já era geral nas arquibancadas do estádio com a quase garantida classificação, confirmada depois. Luiz Carlos Júnior, que narrava a partida pelo canal fechado SporTV, falou: “vamos ouvir a festa da torcida do Santos!”.

Eis que a câmera se dirige para um setor em festa na Vila, o som é aberto e ouve-se o grito entoado a plenos pulmões: “chupa, Rede Globo, é o meu Santos na final de novo!”.

A situação  causou uma saia-justa no canal, que pertence à Globosat, das Organizações Globo. O grito já era tradicional dos santistas e foi entoado em todas as finais recentes da equipe no Campeonato Paulista – com a deste ano, são nada menos que sete decisões consecutivas.

O incômodo dos torcedores do Santos com a Globo,  aumentou na última semana, quando a emissora preferiu passar Corinthians x Ponte Preta, no inusitado dia do sábado, ao invés de Santos x XV de Piracicaba no tradicional domingo, quando escolheu passar um filme. Neste domingo, houve até faixas da torcida contra os globais. 

Por sinal, a final entre Santos e Palmeiras envolverá duas torcidas que odeiam a emissora. Os palmeirenses, inclusive, chegaram a criar a alcunha RGT após o canal não falar o nome correto do estádio Allianz Parque, transformando em “Arena Palmeiras”.

Raramente a emissora escolhe passar duelos de Santos ou Palmeiras: sempre opta pelos “queridinhos” São Paulo e Corinthians, que dão mais pontos na audiência. Por tal razão, já há torcedor até brincando nas redes sociais que a Globo passará um filme no próximo domingo, às 16h  Será?

Irmã de Aécio não tem foro privilegiado. Por que Moro não mandou prendê-la?



Na tarde de quinta-feira (16), a hashtag #ExplicaMoroPorqueSoPT alcançou o primeiro lugar nos Trends Topics Brasil, no Twitter.

A hashtag expressa o sentimento de que está havendo dois pesos e duas medidas sobre quem é investigado na Operação Lava Jato conduzida pelo juiz Sérgio Moro, conforme a filiação partidária. Se compararmos dois casos, vemos que esse sentimento de parcialidade tem fundamento.

O petista João Vaccari Neto teve prisão preventiva decretada desnecessariamente, apenas porque os investigadores suspeitam dele, a partir de delações premiadas, que ainda são duvidosas porque ainda estão mais no terreno da ilação, longe de serem comprovadas.

A prisão parece o caso daqueles maus policiais truculentos que atiram primeiro para depois perguntar.

O normal é quando há suspeita, primeiro investiga, depois, se for o caso, denuncia, e só prende se houver provas que levem a condenação após transitado em julgado. Vaccari se manteve o tempo todo à disposição da justiça, não tem nenhum poder para obstruir investigações, e não teve nenhuma atitude que justifique uma prisão cautelar. Está preso porque é petista. Fosse de outro partido, estaria solto.

Enquanto isso, o doleiro Alberto Youssef narrou em delação premiada que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) dividia propinas com o ex-deputado José Janene (PP_PR), pagas pela empresa Bauruense, fornecedora de Furnas. Disse que quem recolhia o dinheiro para Aécio era a irmã dele.

Aécio tem foro privilegiado e não pode ser investigado na vara do juiz Sérgio Moro, mas a irmã dele não. No mínimo os investigadores teriam a obrigação de tomar depoimento dela e fazerem as perguntas de praxe, se já visitou a empresa Bauruense? Foi fazer o quê lá? Se já recebeu dinheiro daquela empresa? De quem? De que forma? Por que? Para que? E para quem?, etc.

Se Vaccari já prestou depoimento, disse que só recebeu doações legais para o partido e que nada tinham a ver com propinas, e teve seu sigilo fiscal e bancário quebrados, além de seus parentes, as mesmas medidas teriam de ser aplicadas à irmã de Aécio.

Ela também teria que ter seus sigilos bancários quebrados, inclusive de um empresa de Factoring que ele teve e que apareceu nas investigações do mensalão tucano. Outra de publicidade em sociedade com Aécio, além das rádios, também deveriam ter os sigilos quebrados.

Se as diligências sobre Vaccari decepcionaram os investigadores, que agora buscam "tapiocas", porque não encontraram nenhuma Ferrari na garagem, uma investigação sobre as rádios de Aécio e de sua irmã encontrará uma estranha frota de carros importados de luxo, coisa que nenhuma rádio usa como veículo de trabalho.

Esta frota foi descoberta a partir do escândalo do bafômetro. O senador Aécio, foi parado em uma blitz na madrugada do Rio de Janeiro, tinha habilitação vencida e preferiu ser multado a fazer o teste do bafômetro. O carro que ele dirigia era um Land Rover, mas não era de sua propriedade. Estava em nome da rádio Arco-íris, dele e de sua irmã, sediada em Belo Horizonte. Aécio, por ser parlamentar, não pode exercer cargo de dirigente da Rádio, logo nem podia argumentar que era carro de serviço da rádio. Tudo indica que houve ali um flagrante de debitar despesas pessoais do senador tucano nas despesas da rádio, o que os Policiais Federais, Procuradores e Auditores da Receita Federal poderiam esclarecer em quais artigos do código penal se enquadra esse tipo de conduta, tanto do senador como dos gestores da rádio que não tem foro privilegiado.

Se Vaccari foi preso, por imparcialidade e coerência do Juízo do Dr. Moro, a irmã de Aécio também deveria ser. Mas na verdade, nenhum dos dois deveriam ser presos enquanto investigados, sem que representem ameaça às investigações.

Se alguém deveria ser preso preventivamente, e não sabemos quem é, seria quem está supostamente obstruindo a parte tucana das investigações na Lava Jato, a ponto de sequer colher depoimento da irmã de Aécio e de outros envolvidos sem foro privilegiado, na conexão Bauruense-Furnas.

domingo, 19 de abril de 2015

"Fora Dilma" é para inviabilizar Lula, diz ex-presidente do PSB



O grito é "Fora Dilma", mas a consequência final das mobilizações contra o governo seria a inviabilização de uma candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, em 2018, na avaliação do ex-ministro e ex-presidente do PSB Roberto Amaral.
 "É uma tolice discutir se era elite branca ou só elite. Existe descontentamento, e a utilização desse descontentamento tem um fim, que c impedir uma eventual candidatura do Lula em 2018", avalia Amaral. "Para atingir o Luia, è fundamental destruir o PT. O problema grave, do meu ponto de vista, é que a destruição do PT está levando consigo a destruição de forças progressistas e do campo da esquerda,que estão sendo envolvidas no mesmo balaio."

Interlocutor de Lula e dissidente no PSB desde o apoio da sigla ao tucano Aécio Neves no 2.° turno de 2014, Amaral começou em novembro na articulação do que chama de frente nacional popular, e nào de partidos. O envolvimento das legendas seria um contrassenso, dado que, para ele, o País vive uma crise de representatividade e, "fundamentalmente, uma crise da política".

A iniciativa reúne intelectuais, movimentos sociais, políticos com ou sem mandato e empresários para enfrentar a "falência da reflexão da esquerda", "A esquerda deixou de refletir, de ter estratégia, de ter projeto. Eu nào sei hoje qual o projeto da esquerda brasileira", diz Amaral.

Rara ele, são quatro os pilares que devem ser defendidos; a democracia, a soberanía do País, os direitos trabalhistas e a redução das desigualdades em geral.

Contra, Na contramão dos partidos de oposição, que buscam fundamentação técnica e jurídica para um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o diretório nacional do PSB decidiu que não apoia-ráacausa.easoelaavanee. Aposição foi tomada em reunião realizada recentemente em Brasília.

"Para pedir um impeachment é preciso que venha uma onda, mas essa onda não está consolidada", disse ontem o vice-governador de Sao Paulo, Márcio França, que integrou a Executiva Nacional do PSB como representante do governador Geraldo Alckmin (PSDB) no 14° Forum do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em Comandatuba (BA). "Em um regime democrático, quem faz o julgamento ó o povo na hora da eleição. E Dilma foi deita pelo povo brasileiro."

Na semana passada, o ex-deputado Beto Albuquerque (PS B-RS), que foi candidato a vice de Marina Silva, participou de um ato político com líderes das manifestações anti-Diima e presidentes dos partidos de oposição. Na ocasião, Albuquerque sinalizou apoio à proposta de impeachment. A ideia,entretanto, encontra resistência na Executiva Nacional do partido. Estadão

sábado, 18 de abril de 2015

Blogueiro que dissemina ataques ao PT e à presidente Dilma recebe R$ 70 mil do governo tucano



 O blogueiro Gravataí Merengue que distribui propaganda antipetista  na internet recebe 70 mil reais por mês, há dois anos do governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.Nesses dois anos, o blogueiro recebeu aproximadamente R$ 1,7 milhão  de dinheiro público para atacar Dilma nas redes sociais
 Na rede, o advogado Fernando Gouveia se apresenta com o pseudônimo Gravataí Merengue e como CEO, ou executivo principal, do site Implicante, que publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma

Gouveia é dono da Appendix Consultoria. A empresa foi criada em janeiro de 2013 e começou em junho do mesmo ano a receber pagamentos oriundos da Subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, órgão vinculado à Casa Civil do Estado.

A Appendix foi subcontratada pela agência de publicidade Propeg, uma das três que cuidam da propaganda do governo estadual do PSDB. De acordo com documentos oficiais, a empresa do blogueiro recebeu R$ 70 mil por mês de outubro de 2014 a março deste ano.

Contatado por meios de jornalistas, Alckmin se recusou a informar o valor total dos pagamentos à empresa de Gouveia

Em nota, a Propeg afirmou que subcontrata a o empresa do blogueiro que ataca Dilma  para atender demandas do governo do Estado.

O blogueiro afirmou que a empresa dele a  Appendix presta serviços a “diversos clientes” e citou três, entre eles a Brasil Comunicação, de Belo Horizonte. À “Folha de S.Paulo”, a agência mineira negou ter relação com a Appendix ou com o blogueiro.